MENU PRINCIPAL

quinta-feira, agosto 25, 2005

O ATO CRIADOR VERBAL

A criação verbal é um ato que perpassa o individual para o coletivo.
A linguagem compartilhada, os códigos compartilhados, um espelho sígnico que nos abre os olhos e permite dissipar, momentaneamene, as considerações genéticas. Evoluir do grau de ser biológico, para um ser existencial e singular, é a presença forte da "singularização" que nossos amigos linguistas já propunham.

Para apreciarmos a arte verbal sob o âmbito humano, bastamos "fruir" e sentir um langor de existência corar a língua e abdicar dos contornos da palavra, livre do dicionários ela voa por sobre os paredões sintagmáticos, procurando rastros de formas perdidas no
desconhecer.

Mas, apreciar a obra também é atuar por sobre a linguagem velada do óbvio. A partir daí temos a análise literária. Como diagnóstico e descrição do fenômeno poético.

Procuro graduar a análise por sobre dois fatores:

a) a metodologia utilizada
b) a qualidade do sentido

a) Quanto ao método, devemos estar esclarecidos sobre o âmbito da forma e do conteúdo (campo de expressão e campo do conteúdo). Ninguém analisa algo sem antes passar pela materialidade dos recursos utilizados. Descrever estes recursos ajuda a aprofundar uma leitura.
Toda forma projeta sentidos, e logo, aprofunda leituras.

b) por outro lado, agir por sobre o conteúdo poético não é apenas "descrever" o que o poema já disse. É uma metalinguagem mais produtiva, onde vem a tona as expectativas de sentido e seus devidos recursos propositais. Contudo, poemas pedem determinadas leituras.
Existem poemas de ampla latência literária, que deve ser observado detalhe a detalhe. Neste "detalhe a detalhe", observa-se a arte de interpretar (substituir) e aprofundar uma leitura individual realizável (comprovada via de recursos). Outros poemas exibem imagens ou alegorias planas, sendo que devemos encará-los como hipóteses de leitura. Já outros poemas que são ideológicos por natureza, falando da sociedade ou de lacunas humanas que não permitem devaneios, e que devem ser tratados com novas visões ou atualizações no contexto presente.
Em suma, devemos prestar atenção, sempre, (visto que não é fórmula) em alguns elementos fundamentais:
- a presença de contradições e suas representações;
- a força individual do signo; seu paradigma de sentidos e o motivo real de sua permanência no texto;
- A presença marcante do EU e suas potências;
- As relações sêmicas;

IN(LEITURA) or Leitura por Dentro========

POEMA DE JUCYLAINE REGINA CAMBUI (Poeta do 4 período - Letras)

ECOS DE MORTE

Lentamente vou chegando - ANDO
ao final de minha vida - IDA
o imã da morte me atrai - AI
pouco a pouco estou partindo - INDO

Quem por mim chora - ORA
qual um choro de menino - (h) INO
Clama, pede, implora - ORA
E mais alto é o choro do sino - (h) INO

Enquanto ergue-se o sol da tarde - ARDE
O cortejo vai saindo - INDO
Em choros agudos e graves - AVES
Soluços da minha partida - IDA

No lugar que estou agora - ORA
Unem-se o feio e o belo - ELO
Os lamentos não nos consomem - (h) OMEM
Mas a terra - ERRA


Ecos de morte pode ser um pequeno lamento afetivo. Mas não é um pequeno lamento literário. Outrora fossem vozes, do infiel a vida Casimiro de Abreu, para quem a morte é mais viril que a velhice. Outrora fosse apenas uma poesia em um erário de pequenas e frágeis vozes, que soerguendo os bracinhos, olhando timidamente o hecatombe,
não se desesperaria com o fim. Na realidade efetiva das artimanhas poéticas, são conclusões precipitadas por sobre um código plano de possibilidades. O uso criativo e oportunista, da manutenção sonora de eco final, desesperadamente soando anacrônico, sutilmente encaixa
como símbolo de toda a plataforma plástica do verso predecessor.
Lentamente vou chegando - ANDO. O contraste da dupla narração, simultânea, permite uma dupla perspectiva de visão da mesma cena: ao horizonte vemos o eu chegando; o eu se vê caminhando. A magnífica tridimensionalidade de vozes, que propiciam uma terceira pessoa e outra primeira pessoa, pode não estar prevista na mente criadora da autora, mas estava dentro da lógica universal da palavra poética, estava na entranha da composição literária, ressucitada, revelada.
Este comentário não tem tom solene; não procura grandiloqüência; apenas está surpreso. (A MILHOES DE COISAS A SEREM DITAS, MAS DEIXEMOS QUE SOEXISTAM)

Uma das grandes revelações que me bateram os subwofers foi Art Brut;

O Punk de novas dimensões está de volta? sim (coro). O Punk está sozinho? (não) coro. Como ele está hoje? (simplesmente, o mesmo, só que hoje).




Já para os tweters, nada Melhor que Arcade Fire. Pois aí vai a capa do disco e a foto dos cara. (Na minha concepção, o melhor disco de 2004).
- Enxuto
- Grandiloqüente
- Do down para o up
- Artístico
em suma, PARADIGMA.








ABRÇÃO A TODOS QUE ME AJUDAM A SER FELIZ COM A LITERATURA
--- não importa o que aconteceu; se mudou ou não alguma coisa; o que
importa é que continuemos o mesmo -----RG

quinta-feira, agosto 18, 2005

RECURSOS PARA ANÁLISE LITERÁRIA

ASPECTOS FORMAIS (DESCRIÇÃO)

1. Disposição gráfica do texto (formato visual, extensão do verso)
2. Ritmo; (Sintaxe e pontuação)
3. Melopéia: (sonoridades: fluídas, ásperas, duras, etc)
4. Versificação (classificação quanto ao período)

5. Escolhas morfológicas:
a) ações; (verbos) Implica em presença forte do ser / fazer / parecer / oposições e embates com algo (passion)
b) nominalizações (substantivos) Implica descrições / estados / visualidade / referências / pictórico
c) caracterizações (adjetivos); Implica opiniões / parcialidade

6. Identificação do “Eu” poético
a) Quais os conflitos?
b) Com quem?

ASPECTOS DA FORMA QUE PROJETAM INFORMAÇÕES SEMâNTICAS (DESCRIÇÃO COM FORMAÇÃO DE SENTIDOS)

1. Figuras de Sentido
a)metáforas
b)símbolos
c)paradoxos
d)antíteses, etc

2. Perversões Sintáticas
3. Imagens: logopéia (realização)
4. Signos dominantes;
a)título
b)deteminantes


- Por que o autor quis colocar isto aqui?

- O que a forma “projeta” de sentidos;

- Quais as informações que ela me proporciona

- qual a “hipótese” de leitura que irei desenvolver;

- quais os dados que ela me fornece para prosseguir em minha “escolha” de sentido;

RESSALTAR A LITERARIEDADE
- O que a obra tem de valor literário;
- quais os “códigos” visíveis de Arte, presentes no texto;

SISTEMAS SEMIÓTICOS
- posso conduzir a análise a uma leitura de outro sistema semiótico: pintura; sociedade; vida; etc.

- Sempre deve existir citações do texto para comprovar minhas idéias;

Isotopias - Relações sêmicas (semas) e novos sentidos (vertical)
Criação de elementos pré-simbólicos
Isotopias - Relações sêmicas dentro do sistema; procura de identidades
(classemas) sema contextual

quarta-feira, agosto 17, 2005

Projeto de Iniciação Científica: NORTEandos II




PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – GRUPO TEOLITÉRIAS

LITERATURA POPULAR E LITERATURA BEAT: LIGAÇÕES COM O ERUDITO

1. Apresentação

O novo contexto de produção artística propiciou uma melhor integração entre o erudito e o popular. Este contexto de diálogos entre o regional e a Pop Art deflagrou um campo propício aos estudos da literatura como portadora cultural de identidades locais e de consumo. A quebra de barreiras entre uma latente veia acadêmica com a produção em massa, produz ótimos temas de pesquisa, que vão desde o resgate histórico das tradições bem como dialogismos com a nova cultura Beat que surge dos novos meios de comunicação.

2. Objetivo
Desenvolver atividades de pesquisa que derivem em uma condição crítico/histórica da produção artística/literária no bojo da tradição e da novidade.

3. Orientador
Prof. Ms Rômulo Giácome de Oliveira Fernandes

4. Temas
MangueBeat e a geração Chico Science
Literatura de Cordel (Zé da Luz e Patativa do Assaré)
Anos 80: Punk Rock e releituras poéticas
Tropicalismo (de Torquato Neto a Caetano, Gil e Chico)
Música Sertaneja: Pop ou regional?
O novo Romance Pós-moderno: Leitura de Silviano Santiago
Cultura HIP HOP – O discurso trágico em Racionais MC

5. Metodologia
1ª Etapa: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA; Pesquisa para catalogação de Informações; Compilação de Obras de Referência; Leitura-Produtiva; Painel Histórico; (mês de AGOSTO)
2.ª Etapa: Leitura Produtiva Analítica e Crítica; Seleção de Fontes Bibliográficas; Resenhas de Materiais selecionados; (mês de SETEMBRO)
3ª Etapa: Produção Científica de Artigo; (mês de OUTUBRO)
4.ª Etapa: Apresentação na III Semana de Jornada Científica





5. Alunos Inscritos

Literatura de Cordel (Zé da Luz e Patativa do Assaré)
RENAN DE OLIVEIRA MACEDO(2.º B)
WESLLEN MAKEL LIMA DA SILVA (2.º B)

Tropicalismo (de Torquato Neto a Caetano, Gil e Chico)

SIMONE MATIA DA SILVA(2.º B)
JUCILEY FERREIRA DA SILVA (2.º B)

Música Sertaneja: Pop ou regional? (Levantamento Crítico)
Miriam Alexandra da Silva (2.º B)Ana Carolina Amaral (2.º B)Edinéia Aparecida Raimundo (2.º B)Música

Sertaneja: Pop ou regional? (Levantamento Histórico e Temático)
Janete Clair Antunes Ferreira (2.º A)Martinez da Silva (2.º A)Silvana Isbrecht Dallemole (2.º A)Elaine Alves Amorim (2.º A)

Cultura HIP HOP – O discurso trágico em Racionais MC
Rones CarvalhoAnderson Vicente FerreiraAna Maria MannRosiele Silvia Renata de Oliveira MacedoEliane Cristine