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quarta-feira, março 18, 2009

indicação de disco "ACELLERATE" (REM)2008: A FÓRMULA QUE NUNCA CANSA


ACELLERATE (REM): A FÓRMULA QUE NUNCA CANSA

Acellerate foi um dos grandes lançamentos de 2008. Não porque é REM. Mas porque muitas das coisas que fizeram história e consagraram esta maravilhosa banda dos anos 80/90 permanece com o mesmo viço e, porque não, virilidade. As guitarras estão fazendo o mesmo papel vibrante com a bateria marcada, rapidez e riffs inteligentes e bem desenhados, costurada pelo ritmo e swing do contra baixo de Mills. A bateria bem swigada, que ora pende ao pós-punk, com aquela rapidez insinuante que o grupo possui e ora à batida quebrada do pop-rock e cowntry rock. O refrão é o ponto forte de várias canções, como o caso da poderosa “Living well the best revenge”; a clareza com que esta canção surge lembra Rush e, pasmem, REM. As bases sendo construídas e guitarra solo desenhando uma harmonia dentro de uma barulheira controlada. Show. Outro destaque do disco é “supernatual superserious”. A voz de Mike Stipe está plena e entrosada com a proposta melódica da canção. O arrebatador refrão em coral e os versos principais demarcam e constroem um mais puro sangue rock and roll. As músicas estão curtas, traduzindo o espírito e a proposta de um disco “acelerado” e “crescente”. É o caso de “hollow man” e “houston”; esta última é uma levada lenta com um riff de teclado e guitarra, que incorpora melodia e perfaz uma insinuante tendência texana, marca cabal das canções. “Acellerate” é um dos destaques. Com a levada rock and roll da bateria, a guitarra constrói uma base sólida de noise, enquanto o baixo empurra a música rumo à rapidez e batida característica dos anos 80. A semelhança com Placebo inaugura a proximidade de REM com uma espécie de pós-punk-eletro, pela quantidade de peso e distorção da guitarra. O vocal segue a tendência progressiva e angustiada deste “rap” (falar) crescente. “Acellerate” merece ser a faixa título, mesmo que os singles sejam a faixa 1 e 3 do disco, respectivamente “Living well the best revenge” e “supernatual superserious”. A síntese da crueza do disco, de suas pontadas, farpas e usinagem de punk-heavy está na canção “horse to water”; o prelúdio simples, o refrão básico e eficiente; a guitarra soa aberta, com a linha do contrabaixo de Mike Mills praticamente destruindo. A crítica (Screamyell) afirma que “Acellerate” é um grande disco e um dos melhores discos do REM. Ele está na linha tênue entre os grandes sucessos de produção e vendagem, como “Perfect Circle” e discos cult, como “Murmur”. Isto é por si só um forte indício de aceitação e confiança, incluindo aí a revitalização de um gênero. Na faixa “Until the day is done” REM revisita um folk/cowtry demarcado pela liturgia da voz harmônica de Mike. Uma bela balada, sem perturbação, mas com aquela sensação nostálgica e brilhante. Excelente faixa, que discute a guerra e suas conseqüências. Em “Mr Richards” as referências são inevitáves; até porque a cultura é uma teia de referências necessárias e prováveis, como forma de auto-legitimação e auto-conhecimento, tal qual a construção de um universo ficcional de ícones, conceitos e valores. A primeira referência é a iconoclastia em Bob Dylan, nesta paráfrase homônima do referido músico; por outro lado, os níveis vocais, a melodia e o andamento tem contato forte com Rush, principalmente em “Test for Echo”. A indicação deste disco é inevitável. Primeiro, pois trata-se de um grande trabalho, bem construindo e arrebatador. Segundo, pois traduz a ansiedade da banda em produzir algo de qualidade e optar pelo peso como condutor de sua criatividade.

terça-feira, março 10, 2009

Documentário PRO DIA NASCER FELIZ (JOÃO JARDIM)


PRO DIA NASCER FELIZ (JOÃO JARDIM)


Este belíssimo documentário aborda múltiplas perspectivas de um Brasil diverso na forma de entender, ser e coexistir do jovem; em suas premissas sociais, suas vontades, sonhos e desejos. A educação, enquanto escola, ou seja, um templo de realização do indivíduo em sua fase de formação, é aqui entendida de modo diverso daquele essencial; os fatos apresentados não nos deixa dúvidas quanto à visão de Durkheim, de que a educação reproduz a sociedade em que vivemos; frangalhos de escolas e frangalhos de valores, pulsando nas comunidades desintegradas pela omissão social. Abaixo seguem algumas resenhas produzidas na disciplina "Educação, Cultura e Sociedade" da pós-graduação em "Metodologia e Didática do Ensino Superior" diversificando visões sobre este belíssimo e intenso documentário.

ONDE A CULTURA SE LOCALIZA NO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO DO ESTUDANTE?