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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

VIAGEM SÃO PAULO, MINAS GERAIS E RIO DE JANEIRO (JANEIRO/2011) - CULTURA DE VIAGEM: GASTRONOMIA, LIVROS E DISCOS POR MINAS, RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO – DEZEMBRO/JANEIRO 2010-11

EM VIAGEM DE FINAL DE ANO REGISTREI AS EXPERIÊNCIAS CULTURAIS DE LUGARES E OBJETOS QUE MARCARAM UMA TRAJETÓRIA DE DESCANSO E LIBERDADE POR MINAS GERAIS, GOIÁS, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO DE CARRO. 

domingo, fevereiro 13, 2011

DOCUMENTÁRIO: ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ – EFMM

by Elisandro Félix de Lima
Madrugada do dia 25 de novembro. A cidade de Porto velho, capital de Rondônia recebeu uma leve chuva. Amanheceu totalmente nublada. O clima bem agradável, fresco, diferente do que geralmente é. Propício a uma boa caminhada. Meu objetivo era esse: caminhar. Caminhar até as Três Marias e a Praça Madeira-Mamoré. Do Hotel Novo Estado, local de hospedagem, até o destino desejado daria uma “pernada”. Com o café posto à mesa, fiz uma pausa necessária. Saciado. Pus-me a andar pela avenida Carlos Gomes, sentido Oeste de Porto Velho. Caminhar por lugar nunca antes andado me fez lembrar das palavras de Octavio Lanni “todo viajante busca abrir caminho novo, desvendar o desconhecido, alcançar a surpresa ou o deslumbramento. [...] cada viajante abre seu caminho”. Dizer que nunca havia pisado em Porto Velho seria mentira. Minha passagem por lá faz mais de dez anos, e naquele tempo, meus objetivos foram outros. Ao passar em frente ao Hotel Vila Rica recordei que foi ali que um dia entrei. Hoje, não parece tão moderno como era. A cidade evolui, as pessoas evoluem, tudo evolui. O trânsito, nem se fala. Quanta agitação logo cedo.

Alguns minutos depois: desvendei, deslumbrei. Avistei as Três Marias. Três Caixas d’água, que para alguns não passam de três simples Caixas d‘água. Para mim, as Três Marias são referências de meu estado. Um material histórico. Nunca tinha visto antes, assim, ao vivo e em cores. Mas, tudo era familiar, pelo que já tinha lido antes, e visto em fotografias. As três eram como se fossem velhas conhecidas que eu estava reencontrando. Ansioso, com minha câmera digital na mão. Registrei. Uma senhora humildemente colaborou comigo, mesmo sem saber manusear a minha digital, registrou para mim aquele momento. Eu e as três Marias.

Pude confirmar no pé de uma das Marias a descrição em inglês, com os dizeres “1912 Chicago Bridge & Ironworks Chicago Ill. Builders”. É a comprovação de um material trazido por gringos, há quase um século.
Atravessando toda a praça das Caixas d’aguas, pela rua Euclides da Cunha, dobrei a direita, entrei na Pedro II e já pude avistar o rio Madeira. Uma fotografia de longe registrei. Dobrei a esquerda, já estava na av. Farquar desci uma íngreme ladeira e a direita entrei. Meus pés estavam pela primeira vez sobre a praça Madeira-Mamoré. Abri caminho novo, desvendei o desconhecido conhecido. Era um déjà vu. Leituras que antes fiz, refletiam algo já conhecido, com um gosto de surpresa deslumbrante.

Um clique, outro clique e vários outros. A procura de um melhor ângulo. Pisar em trilhos sobre dormentes fincados ao chão, desde o início do século passado, foi emocionante. Enquanto fotografava o podre de um dormente, um funcionário da Ferrovia se aproxima de mim e pergunta: Você está tirando foto desse pau podre aí. Você sabe o nome disso aí? Sim, respondi. Isto é um dormente. Como poderia esquecer do nome dormente. Tanto tinha lido sobre a polêmica frase dos dormentes da estrada de Ferro Madeira- Mamoré. Cada dormente representa a morte de um trabalhador. Os mortos eram enterrados sob os dormentes (SCUCUGLIA, 2005). Claro que ao pé da letra isso seria uma mentira. Mas a metáfora tem sentido. Dormentes representam o sofrimento dos anônimos que deram suas vidas em prol de uma construção no meio do nada. Prolongamos a conversa. Ele se apresentou como Juarez, funcionário da Ferrovia. Gentilmente, falou-me sobre as veracidades das construções existentes no local, confirmando serem seculares, e sobre questões de segurança aos turistas. Ele me garantiu que o local é muito tranquilo durante o dia. “Eu estou sempre vigiando e aqui tem gente trabalhando o dia todo. A presença de vândalos e trombadinhas não tem mais, pelo menos, durante o dia”. Agora mais tranquilo, em saber que o local era seguro, despedidas a parte, continuei fotografando.

Era fantástico ver aqueles barracões antigos. Desvendar o desconhecido as vez é perigoso. Ao fotografar atrás da antiga cabine de venda de passagens. Um cachorro vigia late assustadoramente. Era ele com medo de mim, e eu dele. Preferi não arriscar. Fui procurar outro alvo. Fotografei uma antiga bomba d’água, bastante suja, em abandono total. Mais fotografias. Deslumbrei-me com a altura dos casarões, construções históricas erguidas pelos funcionários da empresa P&T Collins.
O momento era de apreciação. Olhava e fotografava, três velhos vagões. Lata velha estática, trambolho de ferro corroído pelo tempo, era como top model diante do fotográfo. E eram fotos em diversos ângulos. Enquanto fotografava, pensava: tudo isso, foi montado aqui, cem anos atrás. Vieram de outros países, do outro lado do atlântico.

Continuei a fotografar. Senti um tanto triste com o descaso governamental. Apesar de ser lata velha, deve ser valorizada, pois faz parte de nossa história. Caberia aí um zelo. Verbas para reativação da ferrovia e restauração das locomotivas sem comprometer as partes originais. Desde o governo Piana que a estrada de Ferro Madeira-Mamoré vem sendo esquecida. No governo Piana, com verba federal destinada a reativação da ferrovia, foi soterrado o girador de locomotivas para construção de um sambódromo. Ferroviários, arquitetos e outros defensores da EFMM, reunidos em várias entidades civis, entraram na justiça e conseguiram deter a destruição das instalações – inclusive desenterrando e recuperando o girador. (GÓES, 2006).
A lente da minha câmera fotográfica não se cansou diante de um material turísticos e históricos. Porém foi decepcionante para eu ver o estado deplorável das locomotivas e vagões. As imagens falam mais do que qualquer comentário.

Dentro do vagão. Sensação fúnebre. Vagão violado, vitimado. Cadeiras que presenciaram senhores, senhoras e donzelas em viagens até o ano de 1972, testemunham nas noites atuais, viciados em drogas. A fotografia é quem denuncia as sobras da festa.
Bondinho. Até que parece cuidado. Tudo isso! É patrimônio nosso. Devemos nos orgulhar e valorizar o que é nosso. Devemos zelar. A EFMM é uma das últimas linhas de trem a vapor no Brasil. É a única ferrovia na Amazônia. A história desta linha faz parte do patrimônio histórico nacional. Também, a história da EFMM é o patrimônio dos construtores americanos, ingleses, chineses, espanhóis, caribenhos, italianos e alemães que morreram durante a construção. A ferrovia representa a memória viva para estes trabalhadores e também para seus descendentes que decidiram morar na Amazônia. (GOES, 2006).

Em 10 de julho de 1972, às 19:30h, essa e outras velhas locomotivas a lenha da EFMM acionaram seus apitos durante 5 minutos, pela última vez. Encerraram naquele momento, diante de 50 mil habitantes de Porto Velho, 50 anos de atividade ao longo dos 366 km – Porto Velho a Guajará Mirim. Quando você conhece seus antepassados, por meio de estudos, você fica vulnerável ao saudosismo. Fiquei emocionado diante daquele trambolho de ferro. Não por ver a máquina. Mas, porque lembrei das vidas perdidas. Do sofrimento de anônimos, que por tão pouco se sujeitaram. Imagine o imenso trabalho que era derrubar a mata, aplainar o terreno, escavar para conseguir mais terra, fazer o aterramento e assentar os trilhos. Sem contar a malária, que quase sempre, resultava em morte. Os mortos eram enterrados sob os dormentes.



Após fotografar toda a Praça Madeira Mamoré. Direcionei-me ao lado, sentido a Guajará Mirim, onde segue os trilhos. Um senhor em uma bicicleta tenta convencer-me de que toda aquela lataria deveria ser destruída. Claro que ele não entende de valor histórico. Não foi aculturado a isso. Um registro dele e pronto. Um registro de um vagão destruído pela ferrugem. O casarão, também abandonado, com uma faixa Marinha do Brasil.
A antiga oficina, que também funcionava como garagem para as locomotivas está em total ruína. O girador de locomotivas contém grande quantidade de água parada. A água também tem um forte odor. Procurei fotografar o mais rápido possível. Havia muito mosquito naquele lugar. Fotografei em vários ângulos. Fiquei impressionado com o abandono.

Nesse casarão, encontrei com alguns estagiários do curso de Arquitetura de uma faculdade de Porto Velho. Apresentei-me ao pessoal e tive um papo com as alunas Maria Antônia, Andressa Duarte e Tarine Pessoa (S.U.S Consultoria e projetos). Perguntei qual era o objetivo do trabalho delas. Confirmaram que se tratava de um levantamento das peças, máquinas e estruturas do barracão para saber a origem delas e ver se é possível à restauração. Até comentei com elas se uma restauração não poderia alterar características originais das peças e estruturas, e assim, comprometer o que há de histórico. Elas disseram que é por isso que primeiro se faz um levantamento para verificar se é viável a restauração. Por enquanto, o trabalho está envolvido no levantamento de dados. Compartilhamos conhecimento, e logo tive que completar o trabalho, despedidas a parte. Senti-me mais seguro naquele local, apesar de haver por ali, escondido entre uma locomotiva e outra, um fumante. Pelo que me foi dito por uma das pessoas que ali estavam, trataria ser de um usuário de drogas que aproveitava a tranquilidade do local para tragar seu cigarro sem ser incomodado.














Senhor Oscar Lima, nasceu em 1936. Iniciou o trabalho na Ferrovia Madeira Mamoré em 1953, isso com quase 17 anos. Tem muita história para contar. É uma biblioteca ambulante. Meia hora de conversa com ele, pude aprender muita coisa. Um senhor sem estudo, porém prestativo e educado. Atualmente, tem a função de cuidar das ruínas. Seu papel é não deixar que pessoas furtem partes ou peças das locomotivas. Ele concorda que os governantes deveriam reativar a ferrovia para fins turísticos. Ele disse que atualmente, a Praça Madeira Mamoré pertence à prefeitura, deixou de ser responsabilidade do estado.
Esse documentário nos dá a ideia de como está a atual situação da Praça Madeira Mamoré e a EFMM. Documentar é uma ação da pesquisa. Tem como finalidade levantar dados atuais e contrapor com informações históricas. A partir desse levantamento de dados. Elaborar-se-á a problemática em um nível mais científico. Isto é, será elaborado um artigo com o tema EFMM (Estrada de Ferro Madeira Mamoré).
Elisandro Félix de Lima. Formado em Letras e Pós-Graduando em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal. Professor Tutor dos cursos a distância da UNISA: História e Administração.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

“ON THE ROAD” (JACK KEROUAC) UM MARCO LITERÁRIO NA DEFINIÇÃO DE JUVENTUDE E REBELDIA


“ON THE ROAD” (JACK KEROUAC)
UM MARCO LITERÁRIO NA DEFINIÇÃO DE JUVENTUDE E REBELDIA
by Rômulo Giácome
On the Road é uma das obras mais importantes de Jack Kerouac. Lançada em 1951 lança alguns dos pilares da cultura Beat, ou também chamada Beatnic. Também projeta sobre uma fase confusa da história americana, onde os jovens, avassalados pela II guerra, buscam uma conduta social de negação, liberdade, fusão da negligência dos modelos americanos tradicionalistas. Na contramão dos modelos gerais americanos, no auge do consumo e das formas naturais da revolução cultural, a geração Beat navega nos primórdios basilares da contracultura, que operaria com toda intensidade a partir da década de sessenta. A noção de andarilho, descortinando a miséria americana, não com foco social, mas ampliando as grandezas dos confins americanos, suas belezas naturais, históricas e culturais, por meio de uma ótica atordoada, acolchoada pela visão ébria e inebriada da bebida e das drogas.
On the Road é construído sobre, basicamente, as viagens loucas de Dean Moriaty e Sal Paradise, o alter ego do próprio autor. De carro, ônibus ou trem, Sal vaga perdido, em alta velocidade, com pressa de viver, ensandecido pela vontade de libertar-se das amarras da falsa sociedade americana, calcada e recalcada pela plataforma social da década de 50.
Ler On the Road é perpetuar uma atitude que se basta a si mesma: a rapidez da linguagem da obra é a própria ansiedade de viver, de deslocar-se, móvel, sobre a eternidade do tempo mínimo, do lapso de vida que há no movimento, nas formas passando pela janela. Visões de um país continental constroem um ambiente que não para, polimorfo, ele se reitegra e desintegra diante dos olhos do leitor. Dos campos de plantações da Califórnia, Frisco, Nova Jersey, as docas, as ruas, a musicalidade do Jazz, sua atitude e sua aura, dança e festa, chegar e não ficar.
Sal Paradise é atordoado e entorpecido pela presença maciça e intransigente de Dean, uma máquina ansiosa por vida, por estrada, por andar e não parar, dirigindo freneticamente seu Hudson 49, um clássico automobilístico sobre rodas, que não para nas longas retas do Texas e de toda a costa Leste a Oeste. Comendo e parando onde desse, vai se consolidando um retrato da sociedade americana que vive à margem de estradas, em postos, bares, lanchonetes e grotões que borbulham shows de Jazz noturnos arrebatadores, loucos e uivantes.
Muito se tem dito sobre a dicção narrativa de Kerouac; sua velocidade moderna transgride a lógica da narração formal literária, de um modo seco e versátil, jovem, sem adornos ou formas atenuantes. Mas mais do que o som de sua fala, os ruídos de uma mente viajante, On the Road nos coloca na estrada, do lado de dentro, do lado que interessa, vendo a movimentação rápida da paisagem, a descrição dos estados de espírito é feita realisticamente, focada no real, no fato, na existência viva do jovem e sua pulsação. O tempo expira e a eternidade vigora. Os valores culturais são permutáveis, afetivos, descaracterizados de qualquer forma convencional. Sal e Dean vão colecionando amigos, festas, parando e permanecendo muito pouco.
Esta obra consolida a postura rebelde e toda a atitude Rock and Roll que iria se estabelecer na década de sessenta. Mais do que isso, relatada em um rolo de papel Telex em duas semanas, Kerouac canaliza suas experiências de viagem por sete anos pelos Estados Unidos. Uma bíblia de viagem. Não a viagem convencional, a viagem burocrática e sistemática, calculada. A viagem segura e previsível. Mas sim a viagem salto, pulo ao desconhecido, ao surpreendente, e deixar se surpreender, deixar acontecer e apenas relembrar com saudade, a filtrar pelo coração os grandes momentos, as grandes companhias, o sabor da estrada regado ao pequeno desafio e, principalmente, à liberdade, ao abandono de si às desventuras da rodovia asfáltica, esta sensação que muitos precisam, mas poucos têm coragem de efetuar.
Por fim, talvez Kerouac tenha sido bastante literário, justamente naquilo que a arte verbal tem de mais perpétuo: o apreço ao processo, ao andamento, ao antes e depois, e não decisivamente ao fim. Em linguagem de viagem: mais interessante do que chegar ao destino, é se surpreender com o caminho, e se deixar parar e ficar, pelo menos até a próxima parada.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

PRÓLOGO - DETALHES DAS FÉRIAS - RETORNO AO TRABALHO

Até que enfim este blog acordou!!! ensaiei muito para voltar a escrever, mas o TEOLITERIAS não deve parar; um abraço a todos os leitores e aqueles que compartilham conosco a emoção das letras e da cultura POP; bem, minhas férias foram marcadas por duas grandes viagens, do jeito que gosto: uma de carro e outra de Avião; a primeira andei cerca de 8 mil quilômetros, saindo de Cacoal e rodando por um roteiro cuidadosamente preparado, passando por Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Sempre, é claro, procurando história, estórias, gente, cultura, livros e Discos, em cada grotão que respira isto. (tenho muitas matérias para fazer); a segunda viagem foi para Buenos Aires, Montevideo e Punta del Leste. Maravilhosa e muito cultural. Depois conto. Vamos para algumas experiências culturais pessoais:

- Nas férias li duas obras que me marcaram; Hells Angels do Jornalista Hunter S. Thompson e a Históra Universal da Infâmia, de Jorge Luís Borges. A primeira é um retrato da sumersão total do jornalista dentro da famosa Gangue de motoqueiros da Califórnia. O livro envereda entre os fatos dos grandes encontros para o "factóides" relatados pelos jornais da época; muitos dos "feitos bárbaros" atribuídos aos engels foram superestimados ou retratados por uma ótica avassaladora, contruindo um mito. A visão sociológica, psicológica e Literária de Thompson alimentam-nos de informações sobre os Engels, mostrando como se comportavam, as verdades e mentiras, os grande incidentes e a forma como progressivamente o mito da gangue ia se consolidando. Já em História Universal da Infâmia, Borges enseja sua forma verossímel de "historiar" grandes narrativas e fatos que circulam entre a verdade e a mentira. São contos narrados de modo rápido e com cunho histórico, que não podem determinar seus marcos épicos ou de contilhos inventados. Fruto de informações contadas por cronistas, relatos, falsos ou verdadeiros documentos, as teias narrativas vão se consolidando rápidas, fortes e irradiantes, relatando sobre a infâmia de vorazes assassinos, piratas mulheres, cowboys texanos, negros do Mississipi e outras inverdades e verdades. É a primeira vez (vergonha) que entrei em contato direto com sua obra e confesso que fiquei muito atraído.

- Detalhe 1 - Fui a Buenos Aires e tentei comprar Borges no Ateneo, maravilhosa Livraria construída nas dependências de um antigo e importante teatro na rua Santa Fé; mas os preços das obras lá não eram muito convidativas; esta que li e me referi antes custava 80 pesos, cerca de 40 reais; assim, em passeio cultural e magistral rua Corrientes (as ruas dos Teatros e Sebos) consegui encontar o livro a míseros 5 reais.

- Detalhe 2 - A História Universal da Infâmia que li estava em Espanhol; é maravilhoso ler e sentir a dicção borgeana na língua máter; muito mais fluídico, mesmo que ora nos vemos entrelaçados nas armadilhas do vocabulário;

- Detalhes 3 - Três momentos musicais da viagem on the road; (de carro)

Trecho entre Comodoro e Tangará da Serra --> Disco do American Music Club (Everclear) agora sim posso bater no peito e gritar: sou fã total;

Trecho entre Rio Verde (GO) e Itumbiara (GO) --> disco novo do Manic Street PreachersAlt Rock com metade só do demos acústicas.Trecho entre Rio de Janeiro e Petrópolis --> acústico da Julieta Venegas

Detalhe 4 - Coincidência cultural de todas;
Lendo Hells Angels, de Hunter S. Thompson, encontrei uma referência ao manifesto LSD de Ken Kelsey e sua loucura em busca da mente plena e suas festas regadas a ácido; foi quando os Angels aproximaram-se do LSD e das festas que faziam; a primeira coincidência foi encontrar, de cara, em um sebo na rua Aurora, no Bexiga (SP), a obra de Kelsey (Um estranho no ninho)a 5,00 mirréis em um mundarel de andares de livros e mais livros (cinco); obra do destino feita, e influenciado por Jack Kerouac, autor que já havia comprado na Livraria Cultura da Paulista a obra "O Livro dos Sonhos", engendrei pela cultural Beatnik ainda na obra Hell Angels, quando o grande poeta e ser humano Allen Ginsberg infuencia os Hells, com seu famoso discurso/poema, a não atrapalharem a manifestação anti-guerra em 1968; pude presenciar, no MALBA, museu de arte moderna latino-americana, em Buenos Aires, as performances expostas de Marta Mijuín, em 1967, ao som de "Simphaty of Devil"; a psicodelia da exposição, a narração do dia da destruição (dia em que Marta queimou todas as suas obras em Nova Yorque e consolidou o s read managers) mais as diagramações e projeções de art managers e happenings, tudo isso ao som enlouquecido da performance mais alucinada de "Symphaty of Devil" dos Stones em (Beggars Banket Outtakes). Tudo isso me afetou muito após a visita ao MALBA. No hotel, a música já não me saia do ouvido e uma ponte entre os Hell Engels e Stones havia sido construída. Se não bastasse o cliclo todo, acessando um vídeo raro dos Stones na Internet, vejo o show antológico (1967) onde Mick tenta acalmar a multidão enfurecida e logo vejo os Hells Angells, com suas jaquetas clássicas, em um embate antológico (gente, som, cabeça). Daí em diante foi só a comprar o DVD "Shine a Light" na Musimundo (Av Corrientes de Buenos Aires) e partir para o abraço; assisiti o DVD em espanhol nesta primeira noite de Fevereiro de 2011.

Detalhe 4 - Entre Belo Horizonte e Brasília tive a oportunidade de passar ao lado de Três Marias , município de Minas onde começa o circuito Guimarães Rosa; que vontade de parar, mas estávamos atrasados no roteiro e tínhamos que voltar até o dia 11 de Janeiro; nesta cidade encontra-se o museu Guimarães Rosa, onde é possível encontrar objetos e elementos históricos da sua grandiosa obra: Grande Sertão Veredas. Prometo que volto. Será trecho obrigatório na minha próxima viagem.

Bem, por enquanto é só; as aulas começam e os planos do TEOLITERIAS contemplam as seguintes pautas para as próximas matérias:

- Roteiro Cultural em São Paulo "trilhas urbanas"
- Museus e experiências visuais (visitas aos museus e minhas impressões)
- On the Road: estrada e mais estrada pelo Brasil

Além de algumas resenhas expressas que tenho (devo) fazer

Até Logo!!

by Rômulo Giácome