quarta-feira, julho 24, 2013

4º SILIC - SIMPÓSIO DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA - COM MARCOS SISCAR, EVANDO NASCIMENTO E LUIS COSTA LIMA (ENTRE OUTROS) - VILHENA-RO

Período de realização: 21, 22, 23 e 24 de agosto de 2013
Local: Universidade Federal de Rondônia

Cidade: Vilhena 
Contato: gepec_unirvha@yahoo.com.br  

Crise é uma palavra-maná que parece definir com propriedade a condição do presente. Interessa-nos, entretanto, não as asserções derivadas da aparência, e sim interrogar esse topos para fazer ver o que há de atópico nele. Daí a ideia de palavra-maná. Segundo Roland Barthes, uma palavra “imóvel e carregada, em deriva, nunca instalada”.  Antes de confirmá-la, cumpre, portanto, reconhecer o que acontece no momento mesmo em que a crise é proferida. A hipótese é de que o discurso em loop da crise surge quase sempre para enunciar um estado de coisas que, de modo subjacente, demonstra que algo de indistinto, de intempestivo, acontece. A solicitação do GEPŒC feita a estudiosos de literatura contemporânea vai nesse sentido. Assim como ocorre desde o primeiro simpósio, a tentativa é a de não estabelecer uma relação de concordância ou discordância com o já dado, mas refletir sobre esses discursos a partir das obras e do campo literário em que estão inseridas. Este é o modo escolhido para pensar na nossa própria condição de grupo que atua num campo em que constantemente a legitimidade de sua existência – e importância – é colocada em pauta. O que se solicita a um grupo que estuda literatura contemporânea no interior do país? Cabe a nós fortalecer ou desconstruir a ideia de interior? Vocábulos como impureza, questão, aporias, evocados nos outros simpósios, e agora “crise”, almejam demonstrar a nossa disposição de abertura, de elaborar um pensamento calcado tanto na comunhão como na diferença.
DATAS IMPORTANTES

Prazo para inscrições de trabalhos em Simpósios temáticos: 22 de julho de 2013
Divulgação dos trabalhos aprovados e emissão de cartas de aceite: até 29 de julho de 2013
Prazo para envio de resumo expandido ou texto completo para publicação nos Anais: 05 de agosto de 2013

PROGRAMA

21 de agosto

Noite
18h30 – Entrega de material
19h – Abertura do simpósio
20h – Conferência de abertura: O passo da prosa na poesia contemporânea
Profa. Dra. Florencia Garramuño (Universidade de San Andrès – Buenos Aires)
Mediação: Profa. Dra. Lilian Reichert Coelho (UNIR/GEPŒC)
21h30 – Apresentação teatral: Banzo, com o ator Celso Francisco Gayoso (UNIR/Departamento de Jornalismo)
Coordenadora: Profa. Dra. Milena Magalhães (UNIR/GEPŒC)

22 de agosto

Manhã
 8h – Mesa-redonda: Um aspecto da crise: políticas de fomento à pesquisa para as Ciências Humanas e Sociais
Profa. Dra. Maria Berenice Alho da Costa Tourinho (Reitora da UNIR)
Prof. Dr. Ari Miguel Teixeira Ott (Pró-Reitor de Pesquisa da UNIR)
Profa. Dra. Lilian Reichert Coelho (UNIR/GEPŒC)
10h - Conferência: Imagens do fim
Prof. Dr. Marcos Siscar (UNICAMP)
Mediadora: Mislene de Oliveira (UNIR/GEPŒC)

Tarde

14h – Simpósios temáticos
16h – Seminário Interno do GEPŒC
Participação da Profa. Dra. Walnice Aparecida Matos Vilalva (PPGEL/UNEMAT) e Profa. Dra. Simone de Jesus Padilha (UFMT)
como debatedoras

Noite
 19h30 – Conferência: "A Noite suave das coisas": as Artes e o discurso da crise
Prof. Dr. Evando Nascimento (UFJF)
Mediadora: Profa. Dra. Milena Magalhães (UNIR/GEPŒC)
21h30 – Lançamento de livros


23 de agosto

Manhã
 8h – Simpósios temáticos
10h – Cena de conversa 1: Escritores: Evando Nascimento e Marcos Siscar
Debatedores: Dariete Cruz Gomes Saldanha (Mestranda em Estudos Literários UNIR/ GEPŒC)
Mariana Marques Ferreira (Mestre em Letras UNIR/GEPŒC)
Prof. Me. Rômulo Giácome de Oliveira Fernandes (UNESC/Doutorando UNESP/SJRP-UNIR)

Tarde
14h – Miniconferências:

 (In)certos discursos sobre a leitura literária na escola
Profa. Dra. Marinalva Vieira Barbosa (UFTM)
Práticas pedagógicas com textos literários na perspectiva bakhtiniana
Profa. Dra. Simone de Jesus Padilha (UFMT)
Problemas e desafios da formação continuada de professor
Profa. Dra. Maria Cândida Müller (UNIR/DACIE)
Mediador: Prof. Me. Leandro Wallace Menegolo (UNIR/GEPŒC)

Noite
 19h – Conferência de encerramento: Quais as dimensões da crítica atual?
Prof. Dr. Luiz Costa Lima (PUC/ Rio de Janeiro)
20h30 – Cena de conversa 2:  Mímesis: Re(a)presentação de um conceito
Prof. Dr. Marcio Renato Pinheiro da Silva (UFRN)
Mediadora: Profa. Me. Rosana Nunes Alencar (UNIR/GEPŒC)


24 de agosto

Manhã
9h30 – Edição especial do projeto de Extensão “Comparsarias Literárias: leitura e discussão da prosa e da poesia contemporâneas”
Livro: Não há nada lá, de Joca Reiners Terron
Convidado: Prof. Me. Rubens Vaz Cavalcante (UNIR/ Porto Velho)
Mediadora: Profa. Me. Sandra Aparecida Fernandes Lopes Ferrari (IFRO/GEPŒC)

Tarde
14h – Edição Especial do Projeto de Extensão “Quarto 237 – Cinema, Universidade, Comunidade”
Filme: Linha de passe (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas
Convidado: Prof. Dr. Marcio Renato Pinheiro da Silva (UFRN)
Mediadora: Profa. Dra. Lilian Reichert Coelho (UNIR/GEPŒC) – Coordenadora do Projeto de Extensão


PROGRAMAÇÃO DO III SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DE PESQUISA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS DA UNIR

21 de agosto

Tarde

14h – Professor convidado: Prof. Dr. Marcio Renato Pinheiro da Silva (UFRN)
Mediação: Profa. Dra. Milena Magalhães (UNIR/GEPŒC)

PROJETOS DE PESQUISA:
Capitu e Ivan: diferentes olhares na travessia entre literatura e cinema
Pesquisadora: Maria do Céu Vaz
O universo representativo da personagem ficcional no romance “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago.  
Pesquisadora: Maria da Saúde Gomes da Silva
A estetização do drama e o entrecruzamento de linguagens em Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato
Pesquisador: Francisco Elieudo Buriti de Sousa

22 de agosto

Tarde

14h - Professor convidado: Prof. Dr. Marcos Antonio Siscar (UNICAMP)
Mediação: Profa. Me. Rosana Nunes Alencar (UNIR/GEPŒC)
PROJETOS DE PESQUISA:
A fluência das várias vozes da narrativa na construção do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos
Pesquisadora: Valdety Oliveira 
Erotismo e permanência em Da Morte. Odes Mínimas (1980), de Hilda Hilst
Pesquisadora: Arlene Leite de Almeida (UNIR – Porto Velho)

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS PARA INSCRIÇÃO DE COMUNICAÇÕES
- Literatura Brasileira
- Literatura Brasileira Contemporânea
- Literatura de expressões de Língua Portuguesa e estrangeira
- Comunicação e Cultura
- Educação e ensino

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Os valores de inscrição são:
Aluno de graduação: R$40,00
Aluno de pós-graduação: R$50,00
Demais categorias: R$60,00

O participante pode inscrever-se com apresentação de trabalho e como ouvinte.  O interessado deve inscrever-se em uma das sessões dos simpósios temáticos especificados acima.

Para a sessão de simpósios temáticos, o SILIC aceita trabalhos desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação em todas as áreas de Letras (Língua Portuguesa, Línguas estrangeiras, Literaturas, Teoria literária, Ensino de língua, Ensino de literatura etc.) ou ainda desenvolvidas em outros cursos de áreas afins (Pedagogia, Psicologia, História, etc.).
  • Cada comunicação terá 25 minutos de duração: 20 para apresentação e 5 para debate.
  • Cada participante inscrito poderá submeter apenas um trabalho, do qual é autor ou coautor.
  • Autor de trabalho individual ou de trabalho em coautoria só terá direito a certificado se efetuar sua inscrição no evento e efetivamente apresentar o trabalho na sessão.
  • NÃO será permitida a apresentação de trabalho de autor ausente.
  • Os trabalhos apresentados que enviarem texto completo serão publicados nos Anais do evento.
Normas para submissão do trabalho:
a) O autor do trabalho pode escolher entre enviar resumo expandido ou texto completo. Independentemente da escolha, um resumo de, no máximo, 300 palavras deve vir acompanhado.
b) O resumo de no máximo 300 palavras deve ter o seguinte formato, segundo a NBR 6028 (ABNT, 2003): configuração da página A4 – margem superior e direita 2,0 cm, margem inferior e esquerda 3,0 cm, Fonte:Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas simples, justificado; apresentação de até 3 palavras-chave. Preferencialmente, o resumo deve ser composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos. Recomenda-se o uso de parágrafo único. A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal. A seguir, deve-se indicar os objetivos, a metodologia, os resultados e as conclusões,  usando-se o verbo na voz ativa e na 3.ª pessoa do singular. As palavras-chave, em número de três, devem figurar logo abaixo do texto do resumo, separadas entre si por vírgula e finalizadas por ponto final.

c) O resumo expandido deve ter entre 850 e 1000 palavras, tendo o seguinte formato: configuração da página A4 – margem superior e direita 2,0 cm, margem inferior e esquerda 3,0 cm; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaço entre linhas simples, justificado. Preferencialmente, o resumo expandido deve ser construído da mesma maneira que o resumo básico (tema delimitado, objetivos, metodologia, resultados e conclusões). Entretanto, na modalidade expandida, o estudante precisa detalhar mais os elementos constitutivos do resumo, expostos anteriormente.
d) Os trabalhos completos devem conter, no máximo, 16 páginas, no seguinte formato: configuração da página A4, margem superior e direita 2,0 cm, margem inferior e esquerda 3,0 cm, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas 1,5, justificado.
- O título do trabalho deverá estar em caixa alta e em negrito, centralizado na página.
-  A autoria do trabalho (nome completo) deverá vir alinhada à direita e em itálico, com as iniciais maiúsculas, seguida do nome da sigla da Universidade a que pertence.
- As citações com até três linhas devem integrar o corpo do texto, usando-se “aspas” com o mesmo tipo de fonte do texto normal. As chamadas de citação podem ser feitas de duas maneiras: 1 – com o sobrenome do autor fora dos parênteses, apenas com a inicial maiúscula, devendo vir entre parênteses o ano da publicação e a página; 2 - devem ser assinaladas entre parênteses, constando sobrenome do autor em letras maiúsculas, ano de publicação da obra consultada e número das páginas.
- As citações a partir de quatro linhas devem estar blocadas (novo parágrafo, recuado em 4 cm e fonteTimes New Roman 10). Nesse caso, as referências devem constar no corpo do texto, entre parênteses, com nome do autor em letras maiúsculas, ano de publicação da obra consultada e páginas.
- Notas de rodapé, quando necessário, devem possuir caráter explicativo/ complementar e estas devem ser numeradas em algarismos arábicos e em sequência.
 - As referências bibliográficas deverão constar no final do texto, seguindo a norma 6023 (ABNT, 2003), dispostas em ordem alfabética por sobrenome do autor.
- Com exceção da primeira, todas as outras laudas deverão ter a numeração de página colocada no canto superior esquerdo, a 2 cm da borda da folha.

- Prazo final para envio de proposta de comunicação para simpósio temático (com envio do resumo expandido ou texto completo): 22 de julho de 2013.
- Em caso de dúvida, entrar em contato com a Comissão Organizadora do Simpósio pelo e-mail: gepec_unirvha@yahoo.com.br

CONTATO
Em caso de dúvida, entre em contato com a comissão pelo email: gepec_unirvha@yahoo.com.br

COMISSÃO

Realização
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
Departamento Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários - DELL
Mestrado Acadêmico em Estudos Literários

Organização
Grupo de Pesquisa em Poética Brasileira Contemporânea - GEPŒC

Comissão Organizadora
Milena Cláudia Magalhães Santos Guidio – GEPŒC/UNIR
Lilian Reichert Coelho – GEPŒC/ UNIR
Cynthia de Cássia dos Santos Barra – PPGEL/ UNIR
Leandro Wallace Menegolo – GEPŒC/UNIR
Rosana Nunes Alencar - GEPŒC/UNIR Vilhena
Sandra Aparecida Fernandes Lopes Ferrari- GEPŒC/IFRO/Vilhena
Walnice Aparecida Matos Vilalva  - PPGEL/UNEMAT

COMITÊ CIENTÍFICO
Arnaldo Franco Junior – UNESP
Lilian Reichert Coelho – UNIR
Madalena Aparecida Machado - UNEMAT
Marcio Renato Pinheiro da Silva - UFRN
Marcos Antonio Siscar - UNICAMP
Milena Cláudia Magalhães Santos Guidio - UNIR
Rosana Nunes Alencar - UNIR
Sandra Aparecida Fernandes Lopes Ferrari – IFRO
Vera Lúcia Maquêa – UNEMAT

sexta-feira, julho 19, 2013

TURISMO CULTURAL EM CUSCO - SIMBOLOGIA E HISTÓRIA II

NESTE TÓPICO PROCURO ENGENDRAR A RELAÇÃO ENTRE O TURISTA INTERESSADO EM HISTÓRIA E SIMBOLOGIA, LEIGO MAS VIDRADO EM SEMIÓTICA COMO EU,  E A ASTUCIOSA ENGENHARIA INCA, SUAS ROCHAS E A HARMONIA RELIGIOSA COM OS PORTAIS, TUPAC AMARU II E A GRANDE REVOLUÇÃO, AUCAYPATA E A PRAÇA DAS LÁGRIMAS, TAMBÉM CONHECIDA POR PLAZA DE LAS ARMAS, QUE GUARDA O TÚMULO DE UM MITO DA RESISTÊNCIA.

By Rômulo Giácome & Juan Alberto (Cusco) 

Dando sequência à matéria cultural escrita ainda em Cusco, celebro nesta postagem a grandiosidade do movimento revolucionário de Tupac Amaru II, um personagem mítico e pouco lembrado pelo turista convencional. Antes de tudo é importante relembrar o quanto a arquitetura e engenharia funcional eram importantes aos Incas. Sua sabedoria de grandes construtores era motivo de proximidade com os criadores e criaturas mitológicas da sua religião. Assim, o trabalho mais difícil e rebuscado, o melhor acabamento e polimento estavam reservados aos palácios com nobreza e indicação sacerdotal, bem como templos religiosos. Os Incas já conheciam bem sua geologia e clima, sabendo que os abalos sísmicos eram regulares. Sua engenharia possibilitou aguentar grandes abalos, como os ocorridos na década de 50. 
Pedras maiores nos cantos, menores em baixo e médias em cima, mantendo uma estrutura que possibilitava um movimento. Além da inclinação de 70º, que tornava a força sísmica menos tensa em relação ao ângulo de 90º graus das estruturas comuns. Isto tudo tendo em vista a perfeição do encaixe Inca, que torna-se parecido com outros importantes Trabalhos, como em Puma Punku e a cultura do templo de Tiwanaku. (Bolívia). Ambos muito estudados pela perfeição do corte na rocha, corte este quase milimétrico. 
Pude reparar, como um turista comum, que o encaixe e o polimento das pedras no templo de Qorikancha é absurdamente preciso e trabalhado de modo exaustivo, com lixas de areia e água. Por ser o templo mais importante da religiosidade Inca, Qorikancha está localizado no coração do Puma representado pela cidade de Cusco. E logo teve mais detidamente a perfeição do trabalho em pedra do Inca. 
Acima temos uma foto tirada em uma parede de pedra de Qorikancha. Neste mesmo templo o apreço pelo detalhe e trabalho na rocha configura uma harmonia ímpar, precisa e mística, principalmente pelas alegorias semióticas constituídas pelos portais maiores e menores que eles gostavam de esculpir nas rochas de maneira precisa. Mesmo que as teorias afirmem que estes buracos perfeitos e quadrados nas paredes sejam suportes para os ídolos quebrados pelos Espanhóis, os indícios nos permitem inferir um portal místico. 
Acima o guia Júlio Cézar e dois portais menores. Na verdade eles sempre surgem em número de três, pois este número esotérico é a base de uma matemática da trilogia Inca. Abaixo a foto dos portais que mais me chamaram a atenção. Localizados depois de Puka Punkara, nas famosas fontes de TamboMachay. Belíssimos e místicos portais, harmonizados pela fonte. (os quatro portais logo acima). 
Uma foto mais nítida dos portais maiores acima. E abaixo uma visão total de todos os portais em TamboMachay
Finalizando a temática da engenharia Inca, chamou-me a atenção a forma como os Incas possuíam estreita relação com a relatividade da natureza e suas construções, parecendo que elas conseguiam acompanhar o ritmo da MamaPatha. (Mãe solo). Abaixo mais uma foto executada no centro de Cusco, apresentando a engenharia anti-sismos dos Incas. (Pedras maiores nos cantos, com os suportes para pegar ainda intactos)
O nosso histórico e semiótico guia Juan Alberto nos levou a conhecer o Palácio das Serpentes, palácio este que já mostrei na postagem anterior. Ele nos sugeriu que ali havia morado o famoso Tupac Amaru II, o grande revolucionário que se rebelou muito jovem contra os Espanhóis. É importante abrir um parênteses neste ponto, pois a serpente é um símbolo relevante para a cultura Inca, por ser parte da trilogia religiosa e sociológica. Na prefeitura de Cusco (ou Municipalidade), o prédio que também abriga o Museu de Arte Contemporânea) fraquíssimo por sinal, possui duas serpentes esculpidas nas pedras. É relevante, curioso e divertido tentar percebê-las e encontrá-las em construções legitimamente Incas. Bem, Juan Alberto nos alertou para a passagem secreta que existe entre os dois palácios. O palácio das Sete Serpentes (que foi utilizado como monastério de freiras) e o prédio que hoje é chamado Monastério (Hotel cinco estrelas de Cusco). Esta passagem era utilizada para o trânsito de padres no monastério das freiras. Possivelmente para sanar vontades que não eram tão religiosas. (Abaixo a foto da passagem secreta).
No palácio das serpentes, segundo relatos dos guias e pessoas ligadas, existe o mito da Corrente de Ouro de um sapa Inca Imperador Atahualpa. A famosa corrente de Huáscar (que em Quechua significa Corrente), tem sua história contada em um interessante artigo que indico a leitura. https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CDAQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.yurileveratto.com%2Fpo%2Farticolo.php%3FId%3D220&ei=NdTpUfbQGeHA4APixYDoDA&usg=AFQjCNGwySyNNWtpUx4bn_PILuBSCxdtXQ&sig2=3gmY2dTb9h6Hqa0PSptyFw 
Bem, Tupac Amaru II era mestiço. Descendente de Incas e Espanhóis, rico e influente desde cedo, teve educação completa Crioula desde os doze anos. Foi o primeiro indígena a estudar no famoso colégio da foto abaixo, ou o primeiro colégio da América Latina. 
Ao se rebelar contra os Espanhóis em 1780, foi preso, torturado e morto em situação cruel. Sua cabeça decepada do corpo, que foi dilacerado por cavalos (segundo Juan Alberto). Sua família e descendentes foram metralhados e praticamente extintos. Mas sua causa, força e luta ficaram no campo mais importante de uma etnia ou nação: na memória, fortalecendo as paredes do imaginário coletivo, reforçando a ideologia de consciência da opressão Espanhola. Assim, unidos pelo mito de Tupac Amaru, sua iconografia serviu de forma definitiva para a luta cultural anti espanhola. Onde está sepultado o coração deste mito? em um lugarzinho pequenininho na Praça de Las Armas, que na verdade, é a grande AUCAYPATA, ou o berço imemorial da luta Inca contra a colonização cruel Espanhola, que lhes rasgou a religiosidade, suas crenças, cultura e língua. Ao estarmos frente a frente com esse lugar, e saber que parte dele estava ali, sentimos as lágrimas rolarem da face. 
Não consigo deixar de esquecer, porque ecoa dentro de todos aqueles que sentem a violência da opressão, as palavras inscritas na lápide deste grande mito: "Não podem matar-nos". E realmente, a cultura Inca sobreviveu, resplandeceu e hoje é uma das sete maravilhas da humanidade e um dos destinos turísticos culturais mais importantes do mundo. 
Por fim, era impossível não conhecer o imperador Inca que mais desenvolveu o império deste povo indígena especial. O Grande Pachacuti, que tem sua estátua colocada sobre a fonte na Praça Principal no mês de Julho, foi responsável pelo desenvolvimento estrondoso do império chamado Tawantinsuyo. Ou império das quatro direções do Sol. Ou império do Sol das quatro regiões. Este império tinha as dimensões entre a Colômbia, Equador, Peru, Chile e Bolívia. É interessante observar que a escrita da cidade de Cusco está na etimologia e grafia original Quechua. "Qosco". Que significa o umbigo do Império Inca de TawantinSuyu. Pois Qosco está bem no meio do império. 

O Inca sapa Imperador olhando o seu império. Na verdade, o Império Inca, além de sua grandeza monumental arquitetônica, trouxe uma religião e organização interessantíssima, que merece tópico a parte. Em outro post discutirei não a religiosidade Inca, mas três elementos interessantes de sua cultura religiosa que o turista não antropólogo ou sociólogo podem observar. A trilogia Inca, a Cruz andina e a relação dos símbolos com o sol e a lua. Este último tema está disposto em muitos dos monumentos de rocha que visitamos no City Tour, como Puka PunkaraSaqsay Wamán