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quarta-feira, dezembro 14, 2016

NENHUM DE NÓS - REVISITANDO

O SHOW ME LEVA A ENTENDER UM POUCO MAIS DA OBRA DESTA BANDA. O QUE ACABOU POR ME PROJETAR EM UM CAMINHO DE REFLEXÃO SOBRE O CONSUMO DE ARTE E O FALAR DA JUVENTUDE ONTEM E HOJE.

Na ocasião do show da banda Nenhum de Nós aqui em Cacoal, imperdível por sinal, tornou salutar voltar e pesquisar um pouco mais sobre esta banda dos anos 80 e 90. 
Primeiramente, sempre analisamos uma banda de Rock Pop dos anos 80 como portadora de muitos hits. Volvendo a memória, o que me antecipei a pensar e lembrar foram dois grandes hits: "Camila" e "Astronauta de mármore"; esta última, uma versão de David Bowie.
O show foi acontecendo, limpo e sem angústia, sem excesso, quando surge "Amanhã e depois"; aquela ponta de Rock nacional já começa a cintilar, principalmente em nossas lembranças locais. Logo depois começa "julho de 83" e aquela sensação de deja vu. Quando soa o extasiante e apoteótico começo de "Sobre o tempo", aí já não tem mais jeito e é possível concluir: caralho! o rock nacional tem seu zagueiro ali na frente!




sexta-feira, dezembro 09, 2016

SETE SELOS PARA A LITERATURA SOBRENATURAL

Surfando na onda de Edgar Alan Poe, nada mais natural que evocar um grande coletânea de contos intitulada "Clássicos do Sobrenatural". A peculiaridade desta antologia é a de que os autores são renomados e verdadeiros panteões da Literatura Universal. Aqui temos a fina flor da narrativa universal produzindo contos de terror, suspense e alucinações, povoando o imaginário pós-vitoriano de sobrenatural. Alguns autores: H. G. Wells; Henry James; Sir. Arthur Conan Doyle. entre outros.  


Para chegar até esta coletânea, caminhamos sobre sete imagens da mais alta relevância, de artistas consagrados, que selecionei para um mergulho em meio ao sobrenatural. 

O primeiro selo é uma imagem gótica moderna, de alto impacto visual e ambiente místico. Piranesi, "Prisões". (1720-1778)

O segundo selo é uma imagem belíssima de alto poder iconográfico. Os elementos noturnos "O Pesadelo" de Johann Heinrich Fussli. 1802. Obra sensacional 


O terceiro selo é a tela, também magistral, de iconografia noturna, de Fussli. "The Nightmare". A donzela romântica desprovida e arrebatada sob o incubus; a presença noturna infernal dos elementos como o Cavalo. 


A morte e suas maneiras, na penumbra, também compõem um painel soturno do místico e do misterioso, Francisco de Goya, em seu "Saturno devorando um filho" traz o aspecto enlouquecido da morte. (1819)


 Em "Estudo do retrato do Papa Inocêncio X Segundo Velasques" de Francis Bacon (1953) semiotiza os elementos expressionistas da dor e da angústia, erigidos a partir do grito, da cadeira elétrica e dos raios.


Dante e Virgílio no inferno é um quadro do pintor academicista William-Adolphe Bouguereau, realizada em 1850 e que se encontra no Museu de Orsay em Paris, França. As referências infernais, a intensidade das cores e formas, bem como elementos iconográficos da alma humana, como o ódio, cobiça e rancor são estendidos à condição pictórica . 


O sétimo selo é a imagem do porvir; Ou do Devir. Aquela que será sugerida. Neste tema temos uma infinidade de outras telas que podem e devem compor um painel humano. 
Mas priorizei duas imagens da cultura Pop, que pululam no imaginário midiático. 
 A primeira imagem é de Bill Stoneham, pintada em 1973. Existem lendas sobre esta imagem, muito em face das mudanças de fisionomia das crianças, o que provoca alucinações.
A segunda imagem, denominada o Homem Angustiado, foi encontrada no sótão de uma casa americana, e desde então é cercada de lendas. Imperiosamente a imagem foi feita para chocar, com o expressionismo estriônico e o design monstruoso. 

domingo, dezembro 04, 2016

FERREIRA GULLAR - POETA PRÁTICA

POETAS NÃO MORREM - VIVEM NO ESPAÇO DA MEMÓRIA

A biblioteca Nacional sempre acolheu este poeta de veia social. Mais do que um experimentador da linguagem, mais do que um teórico da arte verbal, Gullar viveu a literatura como forma política e social de estar no mundo.
Na foto abaixo, retirada em 2011, Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, na ocasião era celebrada uma exposição de arte deste grande poeta. Tive o privilégio de visitar.
A minha experiência literária esculpiu alguns pequenos versos e fragmentos poéticos, não muitos, de vários artistas; mas Ferreira Gullar me deixou quatro versos.

Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena