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quinta-feira, dezembro 13, 2018

O ROMANCE “NÃO HÁ NADA LÁ” DE JOCA REINERS TERRON: A BUSCA NA POTÊNCIA DA LINGUAGEM POP E SEU UNIVERSO


Resenha apresentada na disciplina Literatura Brasileira V, adaptada à temática de Pesquisa "A prosa de 2000 e seus caminhos", como produto da leitura e análise do Romance contemporâneo e suas imbricações na produção e avanço da teoria. 





Katryne Victória Ribas do NASCIMENTO[1]
Isac Bonfim BARROS[2]
Delurdes FERNANDES[3]
Rômulo Giácome de Oliveira Fernandes[4] (Org)


Publicado pela primeira vez em 2001 pela editora Ciência do Acidente e depois em 2011 pela Companhia das Letras, a obra de Joca Reiners Terron, Não há nada lá[5], possui um mistério a ser decifrado com três histórias aparentemente desconectadas.
O autor[6] dessa incrível obra é poeta, prosador, artista gráfico e editor; de Cuiabá/MT, nasceu em 1968, formou-se em Arquitetura e Desenho industrial. Criou a editora Ciência do Acidente, participou da edição da coleção Otra Língua, editora Rocco. Possui seis romances, dois livros de contos e três de poesias. Possui alguns prêmios como: Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira da Revista Cult por Não Há Nada Lá, Prêmio Machado de Assis de Romance da Fundação Biblioteca Nacional por Do fundo do poço se vê a lua e Menção Honrosa na categoria Contos por A Memória é uma Curva de Rio Sujo - Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte.

segunda-feira, dezembro 03, 2018

A ESCRITA EM TEMPOS DE REDES SOCIAIS

Este ensaio foi apresentado no I SEMINÁRIO INTERNO DO GRUPO DE PESQUISA EM LINGUAGENS - GPEL, evento realizado no Instituto Federal de Rondônia, a aborda dois vetores de discussão sobre a prática de produção de textos: o planejamento psíquico da escrita e a prática de assimilação dos recursos linguísticos. 

Muito se fala do fim da escrita e do condicionamento deste processo às redes sociais. Principalmente em função da prática de comunicação por imagens, fazendo uso de redes próprias como o Instagram e outras. Mas não podemos negar que a imagem sem legenda fica muda, parecendo clamar por um suporte textual. E de tantos recursos que temos para digitalizar a voz e escrever via voice, nenhum software conseguiu ainda amplitude e funcionalidade para uso em massa. Continuamos a fazer uso da velha e boa escrita, seja no Facebook ou no Enem. Ainda é mito dizer que a escrita tem os dias contados. Neste ensaio pontuo duas questões que norteiam discussões estruturais sobre a prática da escrita em tempos de modernidade e mudanças de paradigmas. O primeiro ponto é sobre a organização mental e a escrita como extensão icônica e indicial desta organização. O segundo ponto é sobre a prática de escrita enquanto processo de realização e assimilação de procedimentos inerentes à língua por meio de técnicas como a repetição e reflexão sobre esta repetição. 

segunda-feira, novembro 26, 2018

COMENDO BEM E BARATO NO PERU (Custo Benefício)


por Helem Cristiane 

Nesta postagem narro as experiências gastronômicas de viagem feita ao Perú em julho de 2017 com a minha família. Somos de Rondônia e fomos de carro, aproveitando os mínimos detalhes.
Moramos em Cacoal-RO, saímos às 4 da manhã e dormimos em Rio Branco, no Acre. No dia seguinte, já dormimos em terras peruanas, Porto Maldonado, maior cidade e com melhor infraestrutura até chegar em Cusco, que fica a aproximadamente 700 km de lá. Essa viagem demora em torno de 12 horas, devido à Cordilheira dos Andes, estrada sinuosa, impossível de andar a mais de 80 km por hora.
Neste percurso, praticamente não há cidades com bons restaurantes no horário do almoço, sendo imprescindível levar água e comidas para não passar apuros. 

terça-feira, novembro 20, 2018

APRESENTAÇÃO DO LIVRO (RETALHOS DE ÁGUA) EDUARDO MARTINS





por Rômulo Giacome
Eduardo Martins de Barros Melo vem veloz. Vem tecendo, em finas camadas líquidas, lâminas de água que dissecam. Em cada lâmina um enigma insondável na profundeza dos leitos aquosos onde se escondem as palavras, ditas e não ditas. Mergulhar em cada poema é vislumbrar um enigma. E tão feliz ficamos quando lemos poemas enigma.

quarta-feira, novembro 14, 2018

resenha "O NATIMORTO" DE LOURENÇO MUTARELLI (E O SEU LEITOR IDEAL)

           
por Rômulo Giacome

Ministrando a Disciplina de Estilística Literária na Universidade, convergimos, segundo a teoria de base (Pierre Giraud), em dois “olhares” epistemológicos sobre o ente artístico verbal: um primeiro individual, ressaltando os recursos e elementos expressivos possíveis de identificação e inserção dentro de um projeto de potencializar a expressão; mas por outro lado um método de análise denominado genético, que leva em conta elementos como história, sociedade, autor e que acaba por enviesar uma análise mais comparativa de estilos, sempre ressaltando a identidade pela diferença.
            Levando mais a fundo esta perspectiva genética ou contextual de análise estilística, devemos relembrar o pressuposto básico e didático desta perspectiva, definido como: “os aspectos externos à obra podem determinar a regulação, inserção ou exclusão de recursos expressivos na linguagem da obra de arte”. Em outras palavras e como exemplo, o autor tende a alterar e reconfigurar sua obra a partir de uma análise de seu púbico e de seu tempo. Antônio Cândido já advogava por uma análise literária que passasse pela tríade: autor, obra e público. O que hoje torna-se salutar, imprescindível. Tendo em vista que muitas reconfigurações estilísticas e estéticas, bem como o próprio teor da arte está ligada ao que chamamos mercado editorial. 

quarta-feira, novembro 07, 2018

REFLEXÕES ESTILÍSTICAS A PARTIR DO TEXTO “POESIA, PENSAMENTO ABSTRATO” (PAUL VALERY)

por Rômulo Giacome

O presente texto analisa algumas afirmações de Paul Valery, em seu ensaio "Poesia, Pensamento Abstrato" sob o enfoque da teoria literária e da estilística, ensejando entendimento sobre o fazer poesia e suas considerações estilísticas. 

            Neste texto serão tecidas algumas observações de ordem estilística a partir de algumas ideias de Valery em seu clássico ensaio “Poesia, Pensamento Abstrato”.

Cada palavra é uma montagem instantânea de um som e de um sentido, sem qualquer relação entre eles. Cada frase é um ato tão complexo que ninguém, creio eu, pôde até agora dar uma definição sustentável. Pode-se analisar um texto de muitas formas diferentes, pois ele é altamente julgável pela fonética, pela semântica, pela sintaxe, pela lógica, pela retórica, pela filologia, sem omitir a métrica, a prosódia, a etimologia. Vejam que esforço exigiria a empreitada do poeta, se fosse preciso resolver conscientemente todos esses problemas!

A premissa de Vallery é a de que o criador não consegue prever todos os recursos e seus efeitos de sentido, pois seria uma tarefa hercúlea.

terça-feira, outubro 30, 2018

O QUE O FILME “PÉ PEQUENO” NOS FALA SOBRE ESTADO E VERDADES ATUAIS?

Este texto analisa algumas indagações provocadas pelo filme culminando em refletir o momento atual, de Nacionalismo no Mundo e no Brasil, com uma motivação da sociedade para buscar segurança em valores aparentemente imutáveis como Nação e Família. 

O filme Pé pequeno é uma animação infantil, produzida pela Pixar e dirigida por Karey Kirkpatrick. Nada mais oportuno.