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quinta-feira, fevereiro 17, 2005

O Cânone Clássico e o Moderno: Uma luta de séculos

Bem...

Espero que todos estejam bem, descançados e prontos para novos conteúdos:
Leitores do VII período, especificamente:

Historicamente temos um monopólio e uma espoliação do cânone clássico
por todos os séculos. Quase toda a trajetória literária apresenta uma paradigma clássico,
travestido de "novo", mas simplesmente ambientado ao novo contexto de enunciação.
Esta quase opressão fez com que algumas escolas fortificassem, visto que traziam contrapontos dentro de sua estrutura. Vejamos quais os períodos que travaram diálogo com o clássico, opondo-se em alguns momentos ou aglutinando em outros.

- O Barroco ainda não pode ser considerado um cânone totalmente moderno, visto que sua oposição ao clássico estava centrada por sobre uma contradição retórica: ainda existiam as velhas fórmulas elitistas de poesia, adensadas no cultismo e conceptismo humanista, favorecendo o adorno que circundava os poemas. A objetividade ainda manchava as possíveis contradições barrocas, que eram ao nível de figuras retóricas e não de um pensamento exclusivamente novo.

- O projeto mais bem acabado e potencialmente moderno vem a ser o Romantismo: a busca do indivíduo e uma explicação mais subjetiva da realidade, propôs uma valorização acentuada da linguagem como mito. Se os mitos clássicos ainda estão na ordem divina X profana, os mitos Barroco ainda concentram-se na ordem do Pagão X Cristão, os mitos Romântico possuem existência fora da história, fora das dialéticas sociais e fora dos modelos pré-estabelecidos, que propôs ao Romantismo força criadora. Vejamos algumas forças elementares do Cânone Romântico em oposição ao cânone clássico:
-Desapego aos elementos históricos, dialéticos e sociais e valorização do momento (um passo à fenomenologia)
-Desapego aos padrões Universais de mito: o mito passa a ser a própria linguagem. Ela é a única mediadora entre o ser e sua dimensão suprema, abandonando o mito supra-real.
-Valorização do código, que passa a possibilitar a polissemia: criação da metáfora como célula poética e força maior da literatura
-Valorização da criação e não da cópia; substituição do ato de re-criar o real para criar o "novo" real.
-Valorização do momento subjetivo, aflorando as causas mundanas individuais por sobre um imperativo coletivo.

Ora, se ainda o Romantismo, com sua força titânica ainda não destituíra totalmente o poder do clássico, que como uma doença mal-curada voltaria a atacar no Parnaso, caberia a outro período literário realmente alterar a rota da produção literária, e ligá-la aos novos padrões de produção contemporâneo, principalmente ao concretismo e adjacentes.
Este período será conhecido pelo nome de SIMBOLISMO.

Por que o simbolismo teve tanto poder de alterar a rota da literatura e ligá-la aos novos modelos de fazer poeético das gerações de 45, 50 e 60?

Esta incógnita será respondida parcialmente, aqui neste Blog:

- Superação da metáfora para a evolução do símbolo; (um signo poético mais bem definido e delineado, que possuia maior relação com a forma e conteúdo)
- Valorização dos meta-discursos (crítica, teoria literária, ensaios, meta-poemas, etc) que incitaram ao trabalho paralelo das ciências ao estudo do fenômeno poético
Ainda temos mais itens a serem discorridos,
mas esta é uma história para o próximo Post

//momento clássico: Você é irritado? Tem ira quando alguma coisa não dá certo?
fica perplexo e demonstra seu ódio diante daquilo que te fez mal?
Aprenda com Sêneca

Sêneca foi um filósofo que estudou mais definidamente a ira no ser humano:
para ele, ela é um fenômeno meramente filosófico.
Acontece que estamos sempre surpresos com o mundo, como se achássemos que sua ordem deve nos atender completamente. quando nos sentimos subitamente traídos por esta ordem, refletimos abruptamente em reações de ímpeto raivoso. Temos que cultivar a paciência e o que ele chamou de Pessimismo positivo. Sabermos que as coisas podem dar errado e que isso não foge a natureza do mundo, visto que ele não foi construído para nos atender.
Sêneca vivia atordoado com a idéia de cuidar de Nero, o impiedoso (era seu tutor) e portanto
sabia que a qualquer momento poderia ser uma vítima do Imperador furioso.

Espero que sirva de lição a todos esta pequena reflexão

//momento cultura Pop: vc acha que o Rock acabou? Que a década de 60 só lembra Elvys e Little Richard? Que a moda é o tecno ou o electro dance? Pois aqui vão algumas notícias sobre o mundo Rock para não deixar dúvidas

- O Festival de Coachello, Reading, Los Angeles, continua juntando mais gente do que cabe 200 mil pessoas;
- Os Libertines foram convidados a fazer um Show em uma pequena cidade Alemã: tal foi a surpresa quando lotou um parque com 40 mil pessoas que vieram em caravanas apocalípticas.
Como todos sabiam?
- The Strookes já venderam mais de 5 milhões de discos no mundo todo, em menos de 4 anos de carreira, quase o dobro de muitos fenômenos pop americanos
- Radiohead foi considerada pelo Times a banda musical mais influente na mente dos jovens europeus nos últimos anos
- O U2 é a banda com maior influência política na história do Rock and Roll nos últimos milênios
- Em Oxford, Standford e Yale, os departamentos de Humanas e sociais apresentam quase cinco bandas de Rock de acadêmicos por ano
- O Rock ainda continua sendo o mecanismo musical com melhor discurso sentimental, político e ideológico do Pop, sendo mais confiável, trabalhado e poético em todos os sentidos
- O Rock é o único estilo que consegue sobreviver à margem da mídia vendendo milhões de discos e arrecadando milhões em merchandising
- O Rock conseguiu mudar a tecnologia: a busca por bandas alternativas, veiculação de novos projetos, novas bandas que surgem aos milhares, fizeram com que o internauta baixasse milhões de músicas mensalmente pela Rede, influenciando na venda de equipamentos de MP3 (iPOD que já vendeu 3 milhões de unidades em apenas 3 meses no final do ano), na aquisição de Players e Encoders.
- O Rock é o estilo musical mais próximo e preferido dos estilistas: de Versate a Sait Lorean,
de Kate Moss a Nicole Kindman.
- O Rock consegue restaurar novas musicalidades,

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