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quinta-feira, maio 19, 2005

ANÁLISE CRÍTICA DOS AUTORES ÁRCADES: POR BOSI

ESTUDO DOS AUTORES PELA ÓTICA DE ALFREDO BOSI
Professor. Rômulo Giácome O Fernandes


“Mais de um fator contribuiu para que Cláudio Manuel da Costa fosse o nosso primeiro e mais acabado poeta neo-clássico”. (p. 61)

1. CLÁUDIO MANUEL DA COSTA (GLAUCESTE SATÚRNIO)
Com esta citação abrimos este estudo sobre os autores Árcades na obra História Concisa da Literatura Brasileira. Como prenúncio de uma possível valorização imediata de Cláudio, o adjetivo primeiro e mais acabado nos dão um detalhe peculiar. Cronologicamente, Cláudio foi o primeiro poeta de nossa geração neoclássica. Por outro lado, o acabamento dado aos seus versos, atribuíram-no o título de artesão-mor do período. Criticamente, estas marcas de juízo deixadas como pegadas por Bosi, serão mensuradas ao final desta resenha. De um modo geral, podemos avaliar Cláudio por sua configuração, detalhada abaixo:

1. SOBRIEDADE E CULTURA HUMANÍSTICA. Um quesito primordial para a confecção de uma poética neoclássica, é o reconhecimento de todos os meandros da cultura helênica e romana, tendo os referenciais mitológicos, estruturais e temáticos necessários ao projeto de poética árcade. Sóbrio é uma atitude frente ao verdadeiro material poético do clássico, a verdade, o nobre, a essência mimética que pode ser contemplada através da retórica. Positivo.
2. CULTISMO x NEOCLÁSSICO. A estréia de Cláudio se deu no cultismo, ecos do barroco advindos da cultura portuguesa. Mas o poeta estava contaminado pelos ideais estéticos da Arcádia Lusitana, e logo, passou a veicular a idéia do Bom gosto (gosto melhor). Positivo.
3. GOSTO MELHOR. Este paradigma de poética (cânone) pode ser resumido na síntese entre uma estética formal camoniana e laivos bucólicos. Esta fórmula é específica do autor, mas notem que se faz necessário uma etiqueta árcade no modo de encarar a literatura. Positivo.
4. FIGURAS FEMININAS. A presença de figuras femininas das mais variadas promovem por dois momentos um embevecimento da forma sentimental lírica, emulada pelo desejo e pelo amor. A questão centra-se sobre o “não-ter”, ou “não-poder” que tornavam estas ardências inalcançáveis. Esta informação será melhor evidenciada a seguir. Positivo.
5. PRADOS, RIOS, MONTES E VALES. Avultam-se na obra e passam a ter enlevos de contexto. Querem exprimir como co-autor, demonstrando sua presença sentimental, um segundo Cláudio, que apresenta suas emoções pela terra natal. Este ventriloquismo (a rocha falar pelo autor), promove a ambivalência entre o rústico e o urbano sofisticado. Positivo.
6. PETRARCA. Os líricos europeus se utilizaram agudamente da Influência deste autor na forma dos versos (torneios frásicos e rítmicos), bem como o uso da natureza como consolo ou confidente, que muitas vezes pode ser confundido com aspectos pré-românticos. Neutro (manutenção do cânone).
7. ERÓTICO MUNDANO X ÉTICA CLÁSSICA. Uma crise existencial convivia com a arte neoclássica. O retorno ao lúgubre sensual medieval persistia na mentalidade urbana, que procurava no homem citadino motivos de evasão moral. Este duelo entre um desejo ardente reprimido pela força dos valores clássicos de nobreza, honra e verdade, diluídos na visão cristã, contornaram um perfil de amor distante, idealizado como em momentos radicais de Camões. “Toda uma vertente platonizante sulca nossa poesia clássica”. (p. 63).
8. DUPLA VALÊNCIA. O limite entre um prestígio literário na Arcádia e na metrópole e o enraizamento mineiro canalizando no bruto e no rústico “rocha”, deu o tom da ambivalência de Cláudio. Como maneira de dar vazão a este interstício, compôs épicos de qualidade mediana (ver Vila Rica), comprometendo a qualidade total de seu projeto poético. Negativo.
2. BASÍLIO DA GAMA (O Uraguai, 1769)

O reconhecimento da obra de Basílio da Gama de dá, segundo Bosi, pela sua dinâmica em imprimir um épico transgênico ao seu tempo, com possibilidades de inovação muito mais plenas do que em Cláudio, poeta este amarrado ao seus motivos “da estética da criação”.

1. AMBIVALÊNCIA. O mesmo frenesi de popularidade atacou também Basílio. Sua obra concentra-se por sobre um “plano” natural e procura âncora em uma determinação árcade lusitana. Negativo.
2. POEMETO ÉPICO. Não podemos considerar O Uraguai um poema épico por natureza. Alguns detalhes lhe ofuscam a visibilidade clássica pura. A primeira a temporalidade presente. A) O atual, o aqui e agora, não consegue desenrolar um processo de mitificação que a epopéia, por estar no passado, atinge. Não existe uma contribuição do “passado” para a construção de uma memória coletiva. B) Por outro lado, as divisões do enredo heróico não são levadas a rima. Mais uma veleidade neo clássica (ressalte-se aqui o “novo” como também sinônimo de adaptação). Positivo.
3. ESCRITO POPULAR. “O Uraguai lê-se ainda hoje com agrado, pois Basílio era poeta de veia fácil que aprendeu na Arcádia [...]” (p. 65). Os versos são “arredondados” de maneira a manifestar um balanço entre sáficos e heróicos, promovendo uma característica lírica narrativa. Positivo.
4. JESUÍTAS. Enganadores dos Indígenas. Inimigos de Pombal. A veia pombalina também presente em Cláudio é uma forte marca de Basílio. O indígena, potencial vitorioso do embate de O Uraguai, sai senão como vencido do poder de Pombal. A política ofusca a caracterização total de um indígena livre e totalmente revolucionário. Ele sustenta abertamente o marquês (Pombal) caindo no laudatório no caricato, características que diminuem a obra frente a um projeto político nacional. Negativo.
5. ÁGIL E EXPRESSIVA. Bosi afirma que a poesia de Basílio é de boa qualidade, e em seu conjunto, foi o melhor que se fez na época. A dinâmica das cenas, onde a tessitura narrativa composta por versos ricos em sonoridades e melodias harmoniosas, conjugadas por métricas oscilantes entre enjabements e decassílabos livres, produz um diálogo perfeito com as imagens (logopéia), que se articulam como um pano de fundo móvel, travando contato com a superfície textual e semiótica das representações.
6. PAISAGISMO ROMÂNTICO. Sua inovação maior foi o uso dos cenários naturais, que no cânone clássico, agem como moldura, agente que cerceia os limites do primeiro plano (conteúdo, personagens). Aqui o plano natural dialoga (dialogismo) com todas as esferas do texto, não apenas propondo seu quinhão de valor representativo (Cláudio, rochas) mas também fornecem relações de síntese entre as personagens, o conteúdo, à ordem lírico/narrativa e todo o conjunto. Este diálogo é promovido quando a paisagem é vista pelos SENTIDOS.
7. PRÉ-LIBERAL E ILUSTRADO. Não podemos negar que Basílio foi um pré-liberal, e estava mais próximo da Ilustração do que Cláudio. Haja vista que ser liberal é estar próximo dos movimentos e de qualquer célula de revolução. Por outro lado, Basílio não pode ainda ser considerado um Ilustrado, visto que seus desígnios políticos apresentavam a visão da colônia.


3. SANTA RITA DURÃO

Santa Rita Durão se mostrou pouco apto a aceitar as novas idéias Iluministas na integridade. Mostrou-se dialético quanto à sua postura: delineações clássicas na estética, pensamentos coloniais e tradicionais nas temáticas.

1. A MATÉRIA PRIMA “O ÍNDIO”. O índio foi o grande ponto de contato e dissonância entre Basílio e Durão. Este, apesar de se utilizar dos Tupinambás de modo mais detalhado e evidenciando seus caracteres individuais, procurava apresentar à Europa um índio que metaforizasse a verdade sobre o dogma católico. Este motivo teológico e tradicional, fez com que os selvagens fossem vistos pela ótica sub espécie theologiae. Negativo.
2. A CÓPIA. Imprimir poeticidade aos estudos já variados sobre a flora e fauna brasileiras já seria motivo de menor carga literária. Do ponto de vista de uma época em que a Europa estava habitada pelos ideais libertários, aportar com o índio em terras portuguesas não pode ser considerado ruim, mas literariamente é diminuta. Negativa.
3. O ÍNDIO COMO O “OUTRO”. Esta diminuição da categoria indígena enquanto “ser” presente no marco das questões humana / religiosas, fez com que ele reportasse a cultura natural indígena ao espanto de uma cultura européia civilizada. A antropofagia, a amoralidade, a sexualidade, são motivos indígenas de contestação do modo de entender a alma católica. Negativo.
4. O CHOQUE AOS LIBERTINOS. Contrário a toda forma libertária que preconizasse revolução e anti-colonialismo, Durão não se mostrava tão abismado com os indígenas quanto se mostrou com os filósofos libertinos.
5. O CÂNONE DE DURÃO (O CARAMURU). Podemos sintetizar a ordem estética dos poemas de Durão através da fórmula que priorize uma re-colocação do Cristão Maravilhoso na obra de Camões, apontando nela o que estava de “rachaduras” entre o binarismo cristão x pagão (colocar mais cristão). Por outro lado o excesso de imagens / retóricas ultra-gongoristas, em forma de enumerações profusas e renitentes ao almanaque / enciclopédico.
6. UMA ALTERAÇÃO DA ROTA DE CAMÕES. Achar a obra de Camões incompleta soa forte; mas acreditar que ela mereceria um aprimoramento, esta é a chave. Ironicamente, destituir de Camões o excesso de mitos, que sob a forma híbrida (cristão e pagão) afortunavam o texto português, agora já era hora de uma crítica a estes hibridismos, ressaltando a tendência do século XVIII em cortar a mitologia pagã do seio dos poetas batizados (cristãos). Esta consciência de restauração da orbe cristã-medieval, é um ponto de acerto em Durão, tendo em vista que o romantismo procurou exaurir os excessos mitológicos dos ilustrados rebeldes, renovando e revitalizando o ideal medieval-bíblico. Positivo.
7. POUCO APARATO CRÍTICO EM CARAMURU. Por erros da crítica e localizadamente, a escassez dela, propiciou que esta obra viesse a ser uma ancestral dos motivos Românticos, mais pela sua temática e vitoriosa manifestação cristã, do que pela liberdade estética e trabalho estrutural.
8. CONTRA-REFORMISTA. Durão e sua obra soam aptos a referendar a nova imersão da Igreja Católica em seus pilares, na busca de uma retomada de seus valores e agregação de fiéis. Logo, O Caramuru permaneceu encravado no pedestal das obras importantes à Igreja, na coluna conservadora de Portugal.
9. O PESO DE DIOGO “CARAMURU, DEUS DO FOGO”. Para um projeto de mitificação do herói Diogo, pesa a distorção que o peso da ideologia acarretou em sua figura. Incorporando o missionário e o colonizador, em uma dupla articulação, Diogo torna-se escravo de seus motivos, e não consegue a agilidade necessária a tornar-se mito integral. Esta paralisia está concentrada em sua inércia como herói, marca do guerreiro pacífico e cristão.
10. DESCRITIVISMO. Esta marca retoma a epopéia clássica, baseada em crônicas de feitio histórico.
4. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (DIRCEU DE CRITILO)

O fio condutor que liga nossos poetas árcades, deve levar em consideração mais o parentesco de Basílio com Gonzaga do que com Durão. Isto porque se assemelham no parentesco das líricas mais modernas, com forte embasamento bucólico, campestre e de marcas iluministas. Estas últimas são o solo fértil de idéias que embasaram a Ilustração.
Entendemos a Ilustração como este momento real entre um cenário anti-colonialista que compactua com a verve Iluminista de forte apelo Racional. Ilustração pode soar como sinônimo de crítica costumas aos regimes coloniais e aos excessos do ideário Cristão Católico.

1. FINGIMENTO POÉTICO. Bosi assinala o que chamo de ponto tenaz para a literariedade de Gonzaga. A dissociação entre a figura do cético burocrata para o amante inveterado e idílico de Dirceu. O que temos de “pessoa” para entender a obra, também temos de personalidade dúbia entre um racional amante para compreender que quase tudo, senão a obra como estrutura, fora apenas fingimento poético. Positivo.
2. CÂNONE FORTE. O projeto individual de arte Árcade de Gonzaga, é com certeza uma forte manutenção do cânone, que nas palavras de Bosi, não fica a dever nada para as Liras Italianas e Portuguesas.
3. COMEDIMENTO. Um tempero forte no Árcade é o comedimento. Esta chave mostra que não é através do exagero da paisagem e sua beleza tocante, nem tampouco pela intensidade das emoções amorosas que se constrói uma obra neoclássica. Ao contrário, o Árcade lima os exageros de modo a ficar a matéria pura de mimese.
4. A FUGA AO NATURAL. Sociologicamente, o natural, esta fuga ao lócus amenus, é a perspectiva de ver as pressões do burgo opressor, das cidades em expansão, de longe. Fugir para o campo, ou ao menos para a paisagem campestre, não é tão somente o ponto local do idílio, mas também uma forma de evasão ao urbano opressor.
5. O PANO DE FUNDO DOS MOVIMENTOS ÍNTIMOS. Por outro lado, o cenário da natureza é o ponto de apresentar, tal como em um universo paralelo, uma janela na existência, a possibilidade de exaltar os momentos íntimos de emoção, sem a repressão dos ofícios sociais e formais.
6. A JUNÇAÕ HOMEM E NATUREZA. Ainda é prematuro afirmar que no Árcade existiu uma predisposição à aproximar sujeito e espaço. O cenário ainda é intimidado pelos limites da mimese, do ideal a ser representado. Só no Romântico houve esta aproximação integral do cenário e contexto.
7. MONOTONIA DOS TEMAS. Gonzaga é reiterativo em suas temáticas e em seus devaneios poéticos. Negativo.
8. EMOLDURAR O PASSEIO SENTIMENTAL. A natureza para Gonzaga está como uma leve moldura, que palpita de soslaio na tentativa de embelezar o cenário perfeito da sofisticação neoclássica. A natureza para Gonzaga é levada ao modo Árcade clássico.
9. CRESCENTE EMOTIVO. Não há uma distribuição potencial de motivos que criem uma estética forte e tensa. Na realidade, Gonzaga propõem o amaneiramento das sensações, nada trágico, nada demasiadamente dramático. Desde encontros e separações são tratados da mesma forma enunciativa, com o mesmo entusiasmo.
10. OSCILAÇÃO DE CORES E DETALHES. As cores (cor do cabelo de Marília) em como a posição social que ocupa Dirceu (ora humilde árcade, ora juiz) são marcas nítidas da relação com o real e o idealizante de Petrarca. Estes padrões de beleza são explicados através da convenção arbitrária do julgo poético.
11. APEGO LITERÁRIO. “[...] ainda nesses momentos, fala o homem preocupado só em achar a versão literária mais justa dos seus cuidados[...]. Esta preocupação literária desfere fortes golpes ao ato de inserir mais elementos extremados ou românticos, mostrando que ele é um oficial do ato de escrever.
12. CRÍTICAS ABERTAS E FECHADAS. A Tiradentes, como mostra de defesa, agride de forma a mostrar que o alferes possuía algo mais que sua humildade. Gonzaga também desfere golpes duros em seu inimigo (Luís da Cunha Meneses). Mas, como afirma Bosi de maneira veemente, as Cartas Chilenas já vão sem forças para desmistificar aquilo que já em análise é fato: Gonzaga possui um discurso que o diminui frente a qualquer projeto de emancipação da identidade nacional: valoriza o déspota esclarecido e uma mentalidade colonial.

CONCLUSÃO

Captar as marcas, ou pegadas deixadas por Bosi, em seus relatos críticos / didáticos, não deixa de ser uma tarefa um tanto quanto penosa, simplesmente pelas informações limitadas e ambíguas apresentadas. Mas isto não retira o valor sócio / histórico da obra de Bosi, simplesmente por seu valor enquanto fonte fundamental da crítica moderna, mas também pela ampla gama de referências eruditas, que mostram apreensão ao fenômeno estético.
Partiremos para definição de alguns critérios que permearão esta breve análise crítica. Estabeleceremos “deveres” da obra enquanto fruto da verossimilhança crítica, a seguir:
a) O dever da obra enquanto ela mesma; (constructo)
b) O dever da obra enquanto cânone estético;
c) O dever do autor enquanto projeto individual de poética;
d) O dever do autor enquanto projeto de consolidação de uma identidade poética nacional;

A competência para realizar suas obras e seu valor expressivo para literatura brasileira nos permite singularizar Basílio da Gama e Cláudio Manuel da Costa como cumpridores autênticos de uma qualidade inerente aos seus textos; eles não são devedores em nada no que concerne ao constructo, sendo Basílio um poeta ágil, com fortes músculos à lírica narrativa dinâmica, de cunho popular, como para Cláudio, um verdadeiro artesão do verso, qualidades adquiridas de formação, agregadas ao fado do compor cultista. Também não devem ao cânone, dando mostras de força ao agregar o poder da mimese neoclássica, e muitas vezes indo um ponto além, como bem fez Basílio. É natural que se olharmos para Basílio e Tomás Antônio Gonzaga, distantes do mérito do avanço “tecnológico” do lírico moderno, Gonzaga soaria mais intenso ao cânone do que Basílio. Teríamos a presença de Gonzaga lado a lado com Cláudio neste item, visto que Dirceu de Critilo manifestava ardentes desejos formais frente à matéria neoclássica. Mas se Basílio não aponta entre os dois melhores no item de manutenção do cânone, fica intenso e poderoso como projeto mais bem acabado, como obra que permite uma melhor inferência da coesão produtiva e poética. Neste terceiro item, a regularidade do projeto individual de cada autor permite definir uma intensa dominância de Basílio por sobre seus contemporâneos de estilo: Cláudio e Gonzaga.
Na totalidade da análise em contraste com os critérios convencionados, o projeto de Literatura Nacional mais bem acabado fica a cargo de Basílio da Gama. Sua obra manifesta as inquietações do selvagem, que mesmo atrelado ao mítico artificial da Arcádia, agrega caráter libertário e inovador. Mesmo que a transparência seja ofuscada por um colonialismo (Pombalismo) evidente e pernicioso, Basílio soa popular, fresco aos olhos da crítica atual e ligado à tradição revolucionária. Não podemos deixar de perceber em Cláudio um poeta ligado às emoções da terra e do Brasil, mas também não podemos esquecer dele ligado ao prelúdio de sua idiossincrasia, de seu status quo de poeta cultista e metafórico.
Levemente vemos delinear um pequeno signo de vantagem para Basílio, talvez vitorioso pela sua simplicidade e coerência como Projeto de Obra e pela sua inovação ao cânone estético brasileiro, fazendo a ligação canônica com Tomás Antônio Gonzaga. Cláudio está como poeta dominante e introdutor do período, um grande mestre que teve o dom do verso e o dom da dúvida. Em terceiro Gonzaga, sempre fresco em seu vigor Iluminista e Árcade, dotado de plenos pulmões sentimentais de uma mente comedida. A fina metáfora da Sofisticação Lusitana / Italiana. Santa Rita Durão manteve as marcas que o puseram como precoce romântico, e que o afastou do cânone Iluminista / Árcade. Repousaram sobre ele o peso da tradição da contra-reforma e do índio inferior. Nada que não o identifique pela beleza e magistral estatura poética.
Em suma, nossos poetas Árcades, uma vez bem reconhecidos e delineados, apresentam sua estética diluída na pesquisa fina e no trato prestimoso com as palavras.

5 comentários:

Vânia disse...

Poxa, nada de conteúdo para o 6º Letras...sinf...

Hoje tem prova, e agora José???

hehehe

Anônimo disse...

Putz! Arcadismo no 6o. semestre?????
Onde você estuda,minha filha?

Anônimo disse...

Olá prof, agora passei por aqui e amei, muito bem organizado ee tal, se quiser fazer o site msm é so falar comigo viu, vo estudar agora suas postagens bjs

Anônimo disse...

ah caso vc nao saiba quem sou eu, é a michele hehe bjs

Pastor Valdomiro disse...

Prof seu comentário é espetacular, criterioso e bem organizado, mas entender esse tal de arcadismo é que é difícil. Ainda bem que quem escreveu é nosso mestre.
Sucessos...
Acadêmico:Valdomiro