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terça-feira, novembro 22, 2005

PRODUÇÃO ACADÊMICA

PRODUÇÃO ACADÊMICA – TEOLITÉRIAS


Este espaço também visa promover a poesia produzida em nossa Faculdade. Uma forma de promover a poesia é tornando-a pública, coletiva. Um texto só se concretiza na leitura do outro. Não existe linguagem ensimesmada; não existe linguagem que esconda em si mesma seu ato de expressar. Acreditamos que a veiculação dos textos traduz o espírito de Orfeu, o espírito das ondas poéticas que transcendem espaços em busca de contato. Seguem alguns textos selecionados. Que nos deliciemos na dúvida da palavra e desafiemos nossa própria compreensão:
envie sua poesia para seleção ou comentários no endereço elet.: romulo@unescnet.br


WESLLEN MAKEL
*Acadêmico do 2º período DE LETRAS e pesquisador efetivo do grupo TEOLITERIAS


CARCERAGEM

O perdão cego do mudo
Alegria do surdo
Palavras vendidas em troca
Do suor do inocente
A mente atraída
Pelo branco dos dentes

Vejo pernas tortas dos que olham para cima
Cantei para surdos
Cantei!
Cantei!
O olhar sem graça
Pele quente da fumaça
Surdos festejam na praça

Estou perto do abismo
Más tenho asas

O livre arbítrio que me prende
Corta meus pulsos
Alvedrio.

CRÍTICA LITERÁRIA
PONTOS RELEVANTES: uso coeso dos símiles; produção de imagens representativas; ironia; paradoxos exegéticos; libertação dos referenciais; crítico.


TRANSLAÇÃO

O vento sopra lento
Lentamente pessoas caminham
Caminho lento diante da caminhada

Noite escura
Fogo sem brasa

Passos passados que passam sobre passos
Passos futuros que tropeçam no passado
Solo marcado por passos pesados

Pessoas curvas, flutuam sobre os passos

O futuro ausente
Dos passos presentes
Do passado que somos

CRÍTICA LITERÁRIA
PONTOS RELEVANTES: Trocadilhos; encadeamentos sonoros por reiteração; melopéia desenvolvida; aliterações e assonâncias bem constituídas; entrecruzamento da escala tempo com o ser; predisposição poética a libertar o signo dos referenciais e abrir lacunas;


MESSIAS PEREIRA
*Acadêmico do 4º período DE LETRAS, pesquisador, cronista e poeta.


OLHOS

A visão do cego
Embassada, acelerada
Pulsa descompassada
Visão sentida
Ferida, abalada

O escuro tornou-se
Mais sombrio
Negro músculo
Da visão sentida
Não via, não ria
Ficou fria

Os olhos há muito
Morrido havia
A visão sentida
Também se ia

CRÍTICA LITERÁRIA
PONTOS RELEVANTES: Ótima impressão rítmica; enumerações em bom compasso; jogo sinestésicos; caráter minimalista na composição do mural semiológico; valorização do termo; polissemia; boa escala representativa;


SIMONE MATIA DA SILVA
*Acadêmica do 2º período DE LETRAS e pesquisadora efetiva do grupo TEOLITERIAS


Ao cego, resta
Contar com as visões
Que ainda tinha

Busco resposta no infinito
E me defronto com a menina dos teus olhos
E ouço! Ouço vagarosamente tudo
Tudo nado a nada

Com o galopar estridente da alma, insólita
E vejo e sinto!
A cólera desvanecida
Que finda, a ida, partida
De uma busca inalcançável

CRÍTICA LITERÁRIA
PONTOS RELEVANTES: Maravilhoso grau de polissemia; Boas caracterizações das dimensões espaciais e temporais; diálogo com tridimensional; boas noções de movimento; coesão semiótica (signos que se coadunam por modulações sêmicas). Boa enumeração rítmica;


JANETE CLAIR ANTUNES FERREIRA
*Acadêmica do 2º período de LETRAS e pesquisadora efetiva do grupo TEOLITERIAS

Conhecer o inferno ao tocar o Céu
E flutuar na Terra ao andar no mar
Ver o verde “amante”, sonhar, nada pensar
É morrer e viver ao léu

Chorar a mais próxima distância
Num futuro incerto de presente
Na verdade de uma mentira estranha
Talvez certo... ausente...

Ouvir, no silêncio de um abraço as lágrimas do coração
E vidas cruzadas, nem dor nem distância, emoção.
Sentir renascer do nada o tudo,
Recomeço, belas palavras num olhar eterno e mudo.


CRÍTICA LITERÁRIA
PONTOS RELEVANTES: Fulgurante função poética: cruzamento perfeito do “belo” enunciativo com doses polissêmicas; elegia em tom delirante; subjetividade;


POETA CONVIDADO

ANTÔNIO DE BARROS
*professor de Literatura, especialista em Língua Portuguesa e poeta da
nossa região.


À PROCURA DE ROSA

Quando eu penso
Não sinto Rosa em mim
Nas desventuras sentimentais
Rosa mora num labirinto

Nas aventuras sentimentais
Sinto o amor vindo de Rosa
Quando eu sinto
Rosa dentro de mim

Quando penso não sinto
Quando sinto não penso
Labirinto e Rosa.

Penso voando
Sinto vivendo
Rosa, vai embora.

COLINAS

O olhar quente daquela Rosa
Queima mistério e dói
Em seu exterior escuro
Há colinas, campina e rio.

Tesouro sem dono?
E no seu interior
Há a força da metamorfose
Um paraíso por todos.

Um néctar doce
Que a natureza criou
Que domina o destino

Amanheceu o dia na colina
Sentimento e pensamento
Colinas, campina e rio

songs of: silence, .

A Escrava Isaura e desfecho das atividades

A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães) by Elizabete e Sirlene







Bem;
este é o último post sobre os grupos que se utilizaram de caracterizações
qualquer comentário ou sugestão, comunique-me:
e-mail: romulo@unescnet.br



songs of: silence total

Lucíola e Senhora - Caracterizações part III

Senhora (Jose de Alencar) by Maria Andrea, Miriam e Jucylaine

Senhora e Seixas:


Senhora e Grupo:


Lucíola (José de Alencar) by Maria Aparecida e Lucineide




Transgressão total, Senhora e Lucíola:


songs of: American Music Club (band)

Memórias de um Sargento de Milícias e A Pata da Gazela

A pata da Gazela (José de Alencar) by Roseli e Ângela






Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
by Andressa, Inara e Tatiele.





Songs of: American Music Club (band)

APELO VISUAL E LITERATURA

Em minhas últimas aulas de Literatura Brasileira tenho recorrido ao recurso da caracterização como suporte didático. Observo que o apelo visual exercita a re-criação das personagens, permite uma nova releitura dos enredos e uma melhor assimilação das obras. Com as vestes, amplificamos os códigos culturais inerentes ao aspectos social dos textos, dando uma atualização no caráter informativo dos mesmos.

Inocência (Visconde de Taunay)by Helem, Quesia e Francis Kely





O Guarani (José de Alencar) by Fairuse e Lucidagma





songs of: Nick Drake, In: Fly