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domingo, outubro 08, 2006

RENATO RUSSO NÃO MORREU

Domingo, aproximadamente 22:00 de calor e chuva; mesmo que ao fundo tenha sons avulsos de chuva, pequenas nuvens de calor exalam do corpo da terra; a vontade de escrever foi mais forte que a preguiça e a loucura foi solta após seções cavalares de músicas de CSS (Cansei de Ser Sexy) e os filmes Taxi Drive e Apocalipse Now Redux;

BLOG DO MARCELO CAMELO
Que os Los Hermanos representam ainda alguma coisa nova no novo rock and rola (enrola) e pululam interesses hermafroditas na MPBS (S de samba), bem, todos sabem; o novo-velho album deles, quatro, soa intrigantemente, bossa. Bem, mas o que interessa agora é ler o que o marcelo camelo, ilustre componente da banda, escreve em um blog hospedado na globo.com. O primeiro dos já dois textos escritos por ele são bem banacas; separados os excessos retóricos de início pensante do autor, acoselho dar uma acessadinha; o primeiro texto é bem semiótico; fala de armadilhas do mundo icônico, de representação e de questões quase que semióticas da linguagem; bem legal; (até parece que o cara leu Santaella); acoselho; o que também é importante comentar, é que o Marcelo Camelo escreve manuscrito e digitaliza o papel, dando uma pessoalidade interessante à composição; o segundo ponto bacana é a possibilidade de comentar o escrito; enfim, acessem:

http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7403,00.html

RENATO RUSSO, O HOMEM QUE NUNCA MORRE: MITO
Minha paixão pelo Renato Russo começou como começa toda paixão adolescente; mas diferente de como termina (precocemente) ficou mais forte e deu origem à uma dissertação de Mestrado pela UNESP. O trabalho sob o título A EFICÁCIA DA CANÇÃO EM RENATO RUSSO: UM ESTUDO DAS PAIXÕES trabalha um viéis comunicativo de uma linguagem determinada por uma ontologia "subjectiva ina especime" como afirma Eric Landowski. Esta abordagem semiótica, procura descrever alguns recursos da semiose da produção comunicativa. Como toda paixão adolescente, quando vemos a pessoa amada depois de alguns anos, sentimos o coração tremer, e vibramos novamente. Foi isso que aconteceu depois que o vi no fantástico. Maior e melhor poeta que Cazuza, Renato ainda continua perdido no meio da década de 80, talvez tornando-se ainda mais cult, determinando a força de lançamento mítico que lhe dará uma inércia eterna. Bem, esperamos. Eu já escrevi um pedaço mínimo dessa história.

PÓS GRADUAÇÃO NESTE SÁBADO
Fechou com uma pequena confraternização, neste sábado (07 de Outubro), a última etapa da pós-graduação em Gramática Normativa; conclui a disciplina de Estilística, procurando trabalhar recortes expressivos da arte poética;



DRUMMOND X PICASSO - TEORIA SEMIÓTICA DA REPRESENTAÇÃO - INTERSEMIOSE
Muitos símbolos se reiteram dentro de um organismo vivo, pulsante e representativo que é a peça artística; mas, quando estes símbolos pulam do tempo único e transpassam referências em outros textos, temos a presença coletiva e legítima da representação. Observemos e analisemos.

Quando nasci, um anjo torto
      desses que vivem na sombra
      disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
      As casas espiam os homens
      que correm atrás de mulheres.
      A tarde talvez fosse azul,
      não houvesse tantos desejos.
      O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.

      Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu
      [coração.
      Porém meus olhos
      não perguntam nada.

Pedaços - Reconstituição - Remontagem



Pernas - Símbolos Coletivos

Um comentário:

Anônimo disse...

oi, professor!!
estou enrolada c/ o projeto..e tá difícil entregar no prazo..sei ñ hein.. ñ to conseguindo concentração suficiente, aff!!
mas....e ae..como está tudo?? mta correria??????????
grande abraço
Andress