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quarta-feira, junho 13, 2007

UMA LEITURA TEÓRICA DO MODERNISMO BRASILEIRO

Alguns princípios teóricos devem ser levados em conta quando vamos discutir o modernismo brasileiro. Estes princípios nos proporcionam uma visão estética e semiótica dos recursos de composição da arte moderna, inclusive com conexão nos cenários culturais e políticos. Seguem cinco itens importantes a esta análise:

1. As gerações de 30 e 45 foram abaladas pelas guerras mundiais que ampliaram a noção de humanismo, onde o corpo social passa a ter valor subjetivo, ou seja, o individual é deixado de lado em detrimento de um único corpo coletivo; este reflexo é visto na poesia de Drummond, na prosa de Clarice Lispector, etc.

2. Com a conclusão do último cânone (o simbolista) a literatura do modernismo de 22 sobrevive de idéias e projetos soltos, constituídos de experimentalismos e técnicas ousadas (vanguardismo) que acabaram por moldar o pastiche (o retorno constante a códigos canônicos e temas do passado para composição do novo); com o amadurecimento da nossa literatura regional, pós 22 e nos entremeios de 30 e 45, técnicas do realismo, formalismo, simbolismo, parnasianismo, e até romantismo foram utilizadas para construir uma literatura brasileira, que teve como força mestra o regionalismo;

3. O regionalismo pode ser considerado um gênero; isto porque não é somente uma aplicação específica de códigos de linguagem, ou temas reiterados dentro de um sistema alegórico próprio; na verdade o regionalismo é um gênero pois consegue abarcar em si mesmo uma multiplicidade de variáveis literárias que vão desde a temáticas universais e específicas até a aplicação de técnicas das mais tradicionais (O Quinze, Rachel de Queiroz) até as mais complexas (Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa).

4. O eixo do humor e da sátira são marcas do modernismo (Macunaíma); a evolução disto é a ironia, que posteriormente possui variações entre o sarcasmo e o cinismo; elementos que vemos em obras como "Triste fim de policarpo quaresma", "Clara dos Anjos" e a "Escrava que não era Isaura";

5. Os temas regionalistas se desdobram em muitas variáveis, que vão desde o sertanejo até o homem em sua essência, que luta pelo seu tempo e espaço; estes temas formam uma espiral profunda mirada para o infinito;

3 comentários:

Renan Macedo disse...

ae Rómulo este ensaio vai ser muito util na prova de hoje.... até mais

Prof. Romulo Giacome O Fernandes disse...

valeu Renan; mande sua produção para o TEOLITERIAS; vc sabe que vc tem espaço aberto aqui; abraços

ELISANDRO disse...

BLZ!!VOU DEVORAR ESTE TEXTO, TENHO CERTEZA Q SERÁ VALIOSO PARA PROVA DE HJ....

ELISANDRO.