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quinta-feira, setembro 11, 2008

MOSAICO CULTURAL

Rômulo Giacome de Oliveira Fernandes

Nestas notas gerais sobre cultura e comunicação, não poderia iniciar este post sem deixar de seguir a esteira da mass media deflagrada a partir de alguns filmes interessantes que vão justamente tocar o ponto da relação cultura de massa, comunicação e pragmatismo;
Assim, a fórmula atual para conquista das massas está centrada no poder de representação e representatividade; ou seja, a força necessária para algo tornar-se símbolo e a necessidade de ser ainda maior que símbolo; digamos que teríamos a fórmula semiótica:


-->ÍCONE (visualidade, design gráfico, força da logo), mais ÍNDICE (manifestação da ação, premissa, espectativa de agir), mais a legitimação social a partir da constante repetição, que constitui o SÍMBOLO;

Além da força de representação, constituída a partir da fórmula semiótica acima, será preciso a certificação dos detentores do poder de validar, a exemplo da mídia especializada; quando os aparelhamentos ideológicos sociais certificam o símbolo, ele passa a ter representatividade plena. O que lhe agrega força mítica e conceitual ao ponto de mudar valores e determinar ações.

O filme V de Vingança é um bom exemplo e possibilita excelentes análises:

Na trilha de V de Vingança, na cena onde V pede à Evey (Natalie Portman) uma dança, a música de fundo é "Bird Gerhl" que está no segundo álbum de Antony and the Jhonsons. Pois então, se o cinema não é uma opção para você, ficar em casa ao som do cd I’m a Bird Now,de Antony and Jhonsons Band, é simplemente magistral.

A capa do disco (foto acima) é uma homenagem à uma passagem onde entra o mito Lou Reed. Lou Reed chamou Antony para cantar com ele no "The Raven", último disco do ex-Velvet Underground. Daí foi convidado a viajar na turnê de lançamento, ficando conhecido por todos. A certa altura do show, Antony cantava a belíssima balada “Candy Says” que Reed escreveu para uma drag queen, sua amiga, que morreu aos 29 anos, lá no fim dos anos 70. Esta música Lou havia gravado mas nunca cantado em público. Ele viu em Antony um herdeiro legítimo das dores registradas na composição. O pupilo não se esqueceu da generosidade do mestre e estampou na capa de seu CD “I Am a Bird Now” ninguém menos que Candy Darling deitada numa cama de hospital

Antony toca algo próximo do puro estado de letargia epifânica, com aquele tom e necessidade de concentração básico em toda grande harmonia e delicadeza; as melodias são presentes, mas com uma sutileza e melancolia naturais, exalando tons de claro e escuro, com as dúvidas que sopejam nosso espírito musical; sem atropelos, ele conta as inquietações de modo resignado e sublime, atingindo algumas quimeras e perfeições por meio dos símbolos sinestésicos de sua música. Descubra Antony e the Johnsons Band.
Um breve retorno na linha do tempo nos permite indicar e pescar da memória musical a deliciosa e esperta banca ingleza Gomez. Com seu disco "Bring it On" Gomez (1998) fica na linha tênue entre o novo rock californiano e inspirado de um Wilco, com laivos enraivecidos do pós-grunge anglo-contemporâneo. Merece uma conferida. O rock inglêz nunca esteve tão produtivo quanto neste ano. Gomez é a tradução do modo acústico de encarar as baladas com o toque bem narrado e estruturado, belas melodias e estruturas instrumentais criativas. Compensa.
NO SENSE - Continuação ao mórbido-sujo II;





Um comentário:

Michele Ribeiro disse...

Olha professor, adorei sua análise e crítica, foi bem comentada e objetiva, eu assisti o filme V de Vingança( V for vendetta), tenho ele em casa e precisei asistí-lo 2 vezes para entendê-lo, é bem complexo e tem todo este significado tb da musica, e do tal cara pelo qual ele usava a máscara, este homem realmente existiu e se data por 5 (V) de novembro de 1605 q ele tentou com varios outros explodir o parlamento britanico mais foi descoberto com as polvoras e enforcado no começo de 1606, por isso a data é comemorada até hj na Inglaterra,com fogueiras e fogos.O filme interlaça varias coisas para explicar um simples objetivo, a liberdade e concretização da vontade do ídolo dele, e o que da mais raivaé que nunca mostra a cara dele(do infeliz)para sabermos quem é o V, so descobri depois que é o ator Hugo Weaving, que fez o rival de matrix.