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segunda-feira, abril 20, 2009

Cinema - NA NATUREZA SELVAGEM

NA NATUREZA SELVAGEM
Por que e para quem indico este filme:
- Para quem ama a natureza e pequenas doses de solidão como forma de se descobrir e melhorar seu contato com os outros; para aqueles que se sentem amarrados e esmagados pelas engrenagens amaldiçoadas do tempo pós-moderno, da vida virtualizada e distante da efetividade que vivemos;
- Por que a trilha sonora do Eddie Vedder é fantástica e consegue sintetizar muito bem os belos momentos do filme;

 porque as cenas de aventura são maravilhosas e o contato hippie do protagonista com uma comunidade alternativa é inefável; por que alguns personagens apresentam-se singelos e emocionantes;
FILME RELACIONADO: EASY RAIDER (SEM DESTINO)

Título Original: Into the Wild
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 140 minutos
no de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial:
www.intothewild.com
Estúdio: Paramount Vantage / Art Linson Productions / River Road Films / Into the Wild
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Sean Penn
Roteiro: Sean Penn, baseado em livro de Jon Krakauer
Produção: Art Linson, Sean Penn e William Pohlad
Música: Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder
Fotografia: Eric Gautier
Desenho de Produção: Derek R. Hill
Direção de Arte: Domenic Silvestri
Figurino: Mary Claire Hannan
Edição: Jay Cassidy
Efeitos Especiais: Entity FX


Um golpe na cultura neo-capitalista pós-moderna é sempre um golpe da torcida intelectual. Ainda mais quando vem da direita bem colocada de Sean Penn, o alternativo e underground ator e diretor do mainstream. No filme, a idéia do veneno silencioso contra uma sociedade corrompida pelo dinheiro e pelos valores que dele advém seria o próprio isolamento. Uma espécie de auto-flagelação simbólica, que é explicada não filosoficamente pela fuga, mas pela forma como Christopher McCandless encara sua família e sua vida futura após formado. O enredo tem como ponto central a fuga de Christopher da família e dos amigos próximos, a rejeição de uma profissão, adquirida após esforço e boas notas, como a renúncia à sua pequena poupança na casa dos 20,000 dólares, que daria para o ingresso na universidade de Oxford. Este ato niilista ao extremo, tem suas ações externadas quando do movimento do próprio enredo: a vontade de viajar solitário, onde no primeiro momento ele busca se livrar do carro indo a uma região de inundações no sul dos Estados Unidos. Dali ele viaja como andarilho e mochileiro, pegando carona e comendo o que vier. Alguns momentos áureos e climáticos do filme podem ser sintetizados quando do seu encontro com um casal hippie que sinaliza a facilidade que McCandless tem em se relacionar com as pessoas, e descida de caiaque pelo rio colorado nos grandes Canyons. Este casal de Hippies vive viajando em um trailer pelos estados unidos; é nítido que a facilidade com que Christopher vai se enquadrar com eles é previsível. Esta busca inconseqüente e latente de contato com o novo e com o indeterminado faz o contra-tom da idéia neo-liberal de controle e tempo. O nosso viajante vive em busca de sua própria redenção. Em busca de uma forma de distanciamento de pequenos traumas que o assolam (ele e sua irmã são filhos de um segundo casamento do pai, ainda paralelo ao primeiro, o que os coloca na posição de bastardos). Do ponto de vista dos motivadores que levam Christopher McCandless a buscar cada vez mais sua natureza interior, o “supervagabundo”, como se autodenomina, mesmo que individualistamente falando e um pouco de ranço egocêntrico, (não liga para irmã que o ama), ainda consegue representar um pouco desta ruptura com as rédeas da vida insana no mundo moderno. Este controle sobre as próprias coisas, está ligado ao próprio controle da nossa natureza, do controle mínimo sobre a nossa sobrevivência e inclusive sobre a nossa forma de encarar os outros. O “supervagabundo” consegue chegar até o Alasca, em um local remoto e recôndito, cercado por rios e geleiras, animais selvagens e vegetação. Ele passa a se comunicar com o mundo por meio de escritos numerados e topificados, como relatórios sintéticos de sua atuação no mundo selvagem. O filme procura assinalar uma catarse, onde este contato íntimo e solitário com a natureza chega beirar as rédeas da insanidade e necessidade de sobrevivência. O ponto culminante de suas conclusões a cerca da sua estada era de que haveria um tempo para voltar; mas a natureza cobrou seu quinhão no processo. Cercado pelas geleiras, faminto, pois os animais haviam fugido depois de tanto convívio; Christopher McCandless escreveu que a felicidade é muito importante quando compartilhada com os outros. Uma ironia e paradoxo á proposta de isolamento do filme? Não. Apenas o sinal de mudança dentro de nossas casas, sem precisar morar em um ônibus “mágico”, comendo ervas venenosas. Validar os outros é nossa tarefa diária.

Como toda obra de arte, a crítica tem dois lados; indico a leitura desta hilária e maravilhosa crítica do filme. É de morrer de rir.

http://desciclo.pedia.ws/wiki/Na_Natureza_Selvagem


Foto real do verdadeiro Christopher McCandless.

4 comentários:

jarles castro alves disse...

Tive o portunidade de assistir este filme neste fim de semana, muito bom, e de certa forma existe uma certa veracidade pelo fato de ser baseado em fatos reais. É uma história empolgante, que faz nós, simples mortais, refletir acerca de alguns princípios e valores que norteiam nosssa vida. Como dizia o grande poeta português, tudo valha a pena se a alma não é pequena. Abrir mão de quase tudo: família, dinheiro, status,profissão(tudo que faz com que o ser humano sinta preso no sistema), para investir tudo naquilo que se acredita como certo, que, quase sempre, não tem apoio da maioria das pessoas que rodeam. É evidente que é uma atitude ousada; que se tem de pagar um preço, diga-se de passagem, não é qualquer coisa que se paga tais atitudes.
Vale a pena conferir!!

Cletus Vinícius disse...

Filme lindo.
Final chocante.

Augusto Coronado disse...

Tentei assistir 3 vezes sem resultado, porém na ultima, quado acompanhado de minha grande amiga "Ju", que hoje é minha namorada, consegui! poque “A Felicidade só é verdadeira quando é compartilhada.” Christopher Johnson McCandless. Comprei o livro, e vou repassar para outros amigos, mas eles não se tornarão meus namorados ! ahuahuau

diego disse...

Um pouco atrasado, mas tô aqui, para mostrar minha satisfação...

http://oirlandes.blogspot.com/search/label/Na%20Natureza%20Selvagem

vlewww