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segunda-feira, novembro 02, 2009

O "NO SENSE" COMO REFERÊNCIA COMUNICATIVA

O NO SENSE POSSUI UMA CAPACIDADE ABISSAL DE ENTENDIMENTO E PODER DE ATRAÇÃO, GRAÇAS À SUA CRIATIVIDADE E HUMOR SAGAZ, SARCÁSTICO E HIPERBÓLICO. ELE JÁ NÃO DEVE SER CONFUNDIDO COM "BOBAGEM" ARTÍSTICA, MAS SIM COMO UM GÊNERO QUE VEICULA MUITA INFORMAÇÃO.



É impossível ficar absorto diante dos recursos que a mídia e seus aparelhamentos culturais tem utilizado para finalidades diversas. Muitas vezes a identidade de uma marca é constituída a partir do exagero ou do estilo, do absurdo ou de formas semióticas como velocidade, ousadia ou lisergia. No mais, um recurso que chama muito a atenção é a estética / roteiro do absurso, reconhecido mais popularmente como o no sense.
O no sense está estruturado sobre a plataforma semiótica da tensão entre o improvável e o provável, dialogando com o exagero, o absurdo, construindo uma plasticidade única e envolvente, veloz e caracterizada pela emoção. É mais do que um sonho, é a sobremodalização das capacidades não óbvias, das impossibilidades acontecerem com uma grandeza e improbabilidades únicas. É um delírio.
Na literatura, Lewis Carol promove esta estética ao escrever seu Alice no País das Maravilhas. No entanto é bom salientar que, perder a linha da lógica, a linha do provável e previsível, constitui o no sense em seu aspecto essencial.
As propagandas tem feito uso do no sense como forma de identificação da marca com a ousadia, a criatividade, elementos que sugerem exclusividade e inteligência. Este grau de delírio é possível de ser identificado, a exemplo da sequência de propagandas da Axe. Belíssimas. Obras-primas do no sense publicitário:








Esta última é um delírio total e puro no sense. A genética POP está arraigada no delinear o astro, na fórmula estrutural do arquétipo e do estereótipo; neste segundo vídeo, o exagero e o absurdo deslocam do humor linear com a ruptura imprevista da sequência cômica, para um espetáculo no sense, onde a comicidade surge da sátira, do impossível, da hipérbole.
A AXE tem desenvolvido propagandas nesta linha, respondendo à altura do contexto de referências criativas que o universo midiátivo e artísticos tem propiciado. Mais e mais desenhos animados tem feito uso de personagens no sense, procurando o "feeling" no sense nos comportamentos excêntricos e loucos.
No vídeo abaixo segue um curta totalmente no sense, fundado em estereótipos e modelos conjecturais de tipos clássicos no motociclismo. Parte das tensões básicas, como da rivalidade dos grupos de motoqueiros, mas vais além; traduz o espírito da "sujeira" e "improvável", reduzindo a informação central que é a motocicleta, deslocando o foco ao impossível, ao impensável, que traduz o espírito no sense da "bobagem" elevada ao máximo possível. Obra prima do no sense. Contemplem:


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