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quarta-feira, agosto 25, 2010

resumo ROLAND BARTHES - ELEMENTOS DE SEMIOLOGIA - Língua e Fala










ROLAND BARTHES

ELEMENTOS DE SEMIOLOGIA – CAPÍTULO I

LÍNGUA E FALA


Língua e Fala à Dicotomia essencial;

- Realidade inclassificável da língua; a língua não pode ser definida facilmente;

- Simultaneidade: a fala é um ato físico, fisiológico, psíquico, individual e social;

- Todo coletivo social é “língua”


LÍNGUA É A LINGUAGEM MENOS A FALA


Língua: Instituição social e sistema de valores Exemplos: (hierarquia / moda / conveniência / norma culta)

Língua: - Sistema coletivo autônomo (cresce / diminui / recicla / vida própria)

- Contratual (contrato entre os falantes)

- Possui valores e regras;

- “jogo” à signo é uma moeda; tem valores próprios;

FALA É UM ATO INDIVIDUAL

ATUALIZAÇÃO E SELEÇÃO

COMO NASCEM E MORREM AS LÍNGUAS? (REFLEXÃO)

Alguns conceitos sobre fala:

“mecanismo psicofísicos que lhe permitem exteriorizar estas combinações”

“fala é um ato individual combinatório e não ato criativo”

Dicotomia: Língua e Fala; ambas se necessitam

“é uma entidade puramente abstrata, uma norma superior ao indivíduo, um conjunto de tipos essenciais que realiza de modo infinitamente individual”

“o tesouro depositado pela prática da fala nos indivíduos pertencentes a uma mesma comunidade”

“A língua está na massa falante”

“Língua é produto e instrumento da fala”

“Linguística é a ciência da língua e não da fala”

Não se pode separar ou estudar separadamente língua e fala;

Para Hjelmeslev:

Esquema – essência (existência virtual / mundo ideal da língua)

Norma – Realização social (hierarquia / norma culta / gramática perfeita)

Uso – prática individual / uso


ESQUEMA / USO


Esquema à formalização

Uso à prática social

SINTAGMA / PARADIGMA

Lembrar do eixo horizontal e vertical; (seleção e combinação)

Teoria do sintagma à frases já prontas que não exigem construção;

IDIOLETOà “LINGUAGEM ENQUANTO FALADA POR UM SÓ INDIVÍDUO”

TRÊS PROBLEMAS:

O afásico que não se entende

Estilo de um escritor

Grupo minoritário (tribal)


PERSPECTIVAS SEMIOLÓGICAS

SISTEMAS COMUNICATIVOS (sistemas semiológicos) QUE REÚNEM SIGNOS DENTRO DE UM JOGO VALORATIVO E CONTRATUAL, ALICERÇADO PELA CULTURA” (Rômulo)


NOVAS COMBINAÇÕES DE SISTEMAS REPRESENTATIVOS: MODA, COMIDA, CULTURA GERAL; SISTEMA DE VALOR E COMBINAÇÃO;

PROCESSO / SISTEMA

MERLEAU-PONTY – FENOMENOLOGIA

Levy-Strauss – noção de inconsciente (fonte de representações)

Os sonhos são representações simbólicas que voncersam conosco a partir de esquemas; lembrar do sonho com a cobra; a cobra significa “relata” elementos como “medo”; “desconfiança”; “traição”;

“Não são os conteúdos que são inconscientes, mas os significantes”

Formas simbólicas de Lacan



VESTUÁRIO


Vestuário descrito pelo Jornal da moda à não existe fala, pois não existe um ato individual; só a língua em estado puro; uma reprodução das regras e valores da moda; detalhe: existe um grupo de decisão e não uma massa falante que determina;

Vestuário fotografado à existe língua e inicia a fala; mas é uma fala cristalizada, pois demandou da escolha do manequim, canonizado pela beleza amarrada, fechada, com combinatórias limitadas;

Vestuário usado à possibilidade de individualidade e diversidade; modelo do corpo, formas e valores; a língua indumentária e a fala o traje;


COMIDA



LÍNGUA ALIMENTAR:



1 regras de exclusão (tabus alimentares)

2 pelas oposições significantes (doce / salgado)

3 pelos protocolos alimentares que reúnem uma retórica alimentar;

4 pelas regras de associação;


FALA



1 a cozinha de cada um

quarta-feira, agosto 18, 2010

Recomendações Culturais: BERNARDO CARVALHO (Livro), VIOLINS (Música);

NOVE NOITES - Bernardo Carvalho
by Rômulo


A obsessão de pesquisar sobre um antropólogo perdido no vale do Xingu; uma notícia de jornal que inaugura e propicia esta pesquisa profunda em busca da causa de sua morte; cartas e resquícios de memória que ficaram presentes em alguns personagens após 69 anos do ocorrido e o momento do narrador; um narrador real (?), que mostra a busca pelas pegadas; que apresenta suas indiossincrazias em relação ao modelo de Buell Quen (o antropólogo) e o seu pai; Assim começamos a construir os elos de uma obra que mistura realidade, ficção, subjetividade, memória e sensações: onde estará a verdade? Entrevistas com pessoas relacionadas ao fato da morte de Buell, visitas à museus, imersão na tribo Khahô em busca do túmulo do antropólogo; a visão do rio Tocantins; a leitura de cartas que provavelmente foram escritas por Buell e entregues aos seus familiares e amigos; um imenso quebra-cabeça em busca de descortinar a morte do pesquisador indígena;
Bem, este é um romance contemporâneo. Este é um romance polifônico, segundo nosso grande Bahktin. Um romance que se constrói sobre o olhar do leitor, naturalmente sendo um texto de construção do próprio leitor. As várias vozes, relatos e fontes de informação não constrói um enredo; constrói vários enredos possíveis, várias causas da morte e possibilidades de interpretações; neste expectativa do possível, até a verissimilhança foca deformada. "coisas que ouvi e coisas que inventei". Diz o narrador de algumas cartas.
Recomendo a leitura deste romance. Bernardo consegue sintetizar bem as várias vozes textuais com um nexo fabular importante: a alteridade, a vivência em grupo e os dilemas sociais e éticos da pesquisa antropológica.

VIOLINS - "Grandes Infiéis"
by Rômulo Giacome
Falta Criatividade no Rock brasileiro dos últimos anos? Não. Você é que conhece pouco.
Se tem algumas bandas de rock que valem a pena conhecer, esta é sem dúvida uma. "Grandes infiéis" é o segundo disco da banda goiana, que tende ao uso da usina de força da guitarra e arranjos sólidos para remeter sua mensagem. Logo na abertura do disco, uma paulada em "Hans"; paredes sólidas em um arranjo forte de guitarra e baixo. Quase shoegazer, um peso diferenciado no nosso universo do rock nacional. A segunda já é um clássico da banda. "Il Maledito" tem peso e levada. As alternâncias rítmicas marcam o seu poder sonoro. A bateria e o riff de guitarra elétrica constroem uma identidade essencial para a canção, seguida do peso Doom Metal, quase Quens of the stone age, eletrizante. " que me mantém é o contato com o inferno / que retém todo o meu sentimento". Neste disco Violins demonstra uma pequena crise com as questões religiosas. Algumas dúvidas e problemas demonstram este conflito poético que demarca bons momentos nas letras. "Prefiro secar sob o sol do cerrado / a dizer que estava errado". Uma referência improvável a Canudos. "Fiz de tudo para achar seu sinal em mim / mas me desculpe se eu não posso te sentir"."Glória" é mais melodiosa, mas continua com o ataque da bateria e do violão elétrico. Ela é rápida e aberta, sonora. Não há peso do baixo, mas energia no ritmo e nos agudos das cordas. "Atriz" tem excelente ritmo e levada, com maior tensão melódica, traduz a aflição e angústia da mentira revelada na própria metáfora do título. A mulher amada e sua ambiguidade. Também está emulada por um peso metal. Um dos grandes elementos que me lavaram a indicar Violins foi a correspondência de um vocal plano, claro e belo, com uma cozinha atuante, intensa e variada, com toques metal e new metal; atrelado a isto tudo, belas melodias e excelentes construções rítmicas. Não há tentativa de mistura. Há a tentativa de fazer um bom rock and roll, com peso e mensagem. Em "ensaio sobre a poligamia" as variações são tantas que possibilitam ver feiches de influência no antigo e novo rock; até black sabath dos últimos discos. No entanto, a partir de "Vendedor de Rins", "SOS", "Matusalém" e "Angelus" o álbum constrói sua verve; letras pincelando sentimentos e forma de amar, nuances subjetivas da realidade imediata com metáforas claras e nítidas; o poder critativo da banda toma forma em belíssicos refrões e sacadas entre melodia e letra; são canções fortes e constróem o nosso bom e velho imaginário Pop. "O estranho é como eu quis / Ver o entardecer assim como eu nunca fiz / Sóbrio e muito bem assim". Destaco "SOS" como uma grande canção do disco . Contém os elementos necessários para ser belíssima. Um arranjo bem feito e uma excelente linha harmônica entre os intrumentos acústicos. Uma leve presença do som dos anos 90 e Renato Russo. Inicia tocante e depois apresenta-se forte, pancada melódica. Recomendo. Uma outra característica forte do Violins é buscar timbres sintetizados da guitarra com projeções pop da linhagem de Sondgardem dos bons tempos. Pra quem quer vibrar com chuvas de riffs e sacadas criativas de guitarra, mas também quer qualidade vocal, diversidade ritmica e boas letras, VIOLINS.

terça-feira, agosto 03, 2010

SEÇÃO ON THE ROAD - RELATO DE VIAGEM - DE CACOAL ATÉ A FERROVIA MADEIRA MAMORÉ DE MOTO (Julho 2007)

Inauguro no blog esta seção On the Road com grande prazer e satisfação pelos relatos de viagem. Confesso ser um gênero não definível e fácil de articular, mas procurarei narrar com fidelidade de memória emotiva, que sempre me leva onde quero. Inspiro-me na grande obra de Jack Kerouac, On the Road. Esta viagem surgiu motivada pela vontade de aprofundar meus conhecimentos acerca da ferrovia Madeira Mamoré.