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segunda-feira, abril 04, 2011

PÓS-GRADUAÇÃO EM GRAMÁTICA NORMATIVA DA UNESC PRODUZ CARTA PROPOSTA COM 10 ORIENTAÇÕES SOBRE O ENSINO DE GRAMÁTICA NA ESCOLA

















CARTA PROPOSTA ELABORADA PELOS ALUNOS DA ESPECIALIZAÇÃO EM GRAMÁTICA NORMATIVA, PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, (UNESC-RO), COM O OBJETIVO DE DIVULGAR O RESULTADO DAS DISCUSSÕES, LEITURAS E REFLEXÕES ACERCA DO ENSINO DE GRAMÁTICA EM SALA DE AULA. ESTA PROPOSTA PERFILA O INTUITO DA PESQUISA ACADÊMICA CONTRIBUIR COM A EDUCAÇÃO LOCAL, EXERCENDO SUA FUNÇÃO SOCIAL.


By Rômulo Giácome

APRESENTAÇÃO

O presente documento registra o conjunto das reflexões, leituras e discussões empenhadas na Pós-Graduação em Gramática Normativa, acerca do ensino de Gramática da Língua Portuguesa nas escolas e cursos de ensino fundamental e médio. Este termo é constituído de 10 orientações gerais, configuradas na situação de dicas ou noções teórico / práticas para um ensino da gramática pautado na maior eficiência e contextualização com as tendências contemporâneas. Muitas destas já são de conhecimento da maioria dos professores, mas por seu caráter imprescindível, necessário se faz tê-las como norteadoras da nossa prática no ensino da gramática. Todas estas 10 orientações são frutos da pesquisa e troca de experiências entre os pesquisadores do ensino e prática Gramatical, estudantes da disciplina de Metodologia do Ensino de LP, na Pós-Graduação em Gramática Normativa da UNESC, sob a orientação do Professor Rômulo Giácome.  


ELEMENTOS IMPRESCINDÍVEIS A UMA PRÁTICA EFICIENTE DO ENSINO DE GRAMÁTICA


1 Mostrar a importância da escrita e da leitura como recurso diário do profissional e ser humano, levando matérias em jornais, modelos, vídeos ou outras formas de estímulo que assegurem ao educando o quanto os conhecimentos gramaticais podem mudar sua realidade.


2 Criar situações e contextos de escrita e da prática de produção textual e leitura em sala de aula; Ex: aproveitar momentos de indignação, repúdio, felicidade coletiva para produzir cartas de protesto e indignação, manifestos, desculpas, etc.


3 Socializar a produção de modo a tornar os resultados significativos; Ex: Exposições, mostras, palestras, murais, semanas temáticas, etc.


4 Exercitar a auto-correção e a correção crítica do texto alheio e do mundo que cerca o aprendiz, canalizando sua energia crítica rumo à análise dos escritos que o rodeiam;


5 Gerar conflitos cognitivos – ou seja, utilizar o suposto “erro gramatical” como elemento gerador de novos conhecimento e não como elemento repressivo. A partir dele a correção surge mais presente, transformando-se em “conhecimento significativo”. Logo, o erro é motivo importante para ensinar. Só aprende o certo quem erra.


6 Imprimir “necessidades” gramaticais nos alunos; construir situações de uso prático da gramática para que o aluno “necessite” daquele conhecimento, evitando a prática “artificial” e “memorizante” das regras.


7 Implementar integração, pela rede ou outros meios, da produção textual constituída no seio escolar, utilizando as redes sociais e comunidades virtuais;


8 Elaborar programas de nivelamento ou monitoria, nos quais os alunos selecionados auxiliarão na formação do colega.


9 Promover ciclos de palestras feitas por profissionais de outras áreas (dentistas, advogados, administradores, gerentes, vendedores, etc) falando sobre a importância da LP em seu dia a dia e de como este conhecimento gramatical é pertinente no campo profissional, proporcionando estímulos reais aos aprendizes de gramática.


10 Fomentar atividades que bonifiquem a boa produção em razão da má produção, mostrando os critérios de seleção, organização, coerência e concisão, fortalecendo a competitividade sadia e respeitável.


REFERÊNCIAS


BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. O que é e como se faz. 4ª Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000.


DIOS, Cyana Leahy (Org). Docência da Língua Portuguesa. Experiências Contemporâneas. Niterói: CL Edições, 2008.


GERALDI, João Vanderlei. O texto na sala de aula. 4ª Ed. São Paulo: Ática, 2007.


LUFT, Celso Pedro. Língua e Liberdade. 8ª Ed. São Paulo: Ed. Ática, 2000.


PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3ª. Ed. São Paulo: Ed. Ática, 2002.


POSSENTI, Sítio. Por que não ensinar gramática na escola. 8ª Impressão. São Paulo: Ed. ALB, 2002.

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