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segunda-feira, agosto 01, 2011

SEGUNDA LITERÁRIA - CONTO "PAI E FILHO"

"PAI E FILHO"
By Rômulo Giácome


A cama cintilante, na luz cintilante de uma lâmpada incandescente amarela. O dedinho e toque leve, pequenino, suspirando proteção. Nos arcos, da fumegância da luz amarelada, lava, a noite parava. Intensa. Medo? Não. Incômodo. Pequenos toques e abraços, tremores corporais de um corpinho miúdo, guarnecido ao meu peito. Liso corpo de criança, leve e sem desilusões, apenas aquelas que levam ao sonho / pesadelo, ao cair da tarde. Ao anoitecer eterno do breu, um pequeno frêmito: pai! Te amo!
Te amo também muleque! Vai dormir!
- Pai!! Te amo(...)
Acima das paredes brancas, dispostos infantilmente, carrinhos, fotos, palhaços, fitas amarelas, bolinhas e coloridos amarelados. Portas de um guarda-roupa aberto, adesivos e motivos coloridos. O quarto gira nos suspensos cavalinhos alados, resplandecendo nas rodinhas e moniaturas de motos e carrinhos lilás / vermelho. Quando saio (...)
Acima das paredes brancas, um infinito em chamas; fumaças fantasmagóricas caem como plumas e nuvens lisérgicas; cabeças rolam no tecido branco, dissipando vermelhos e amarelos sobre o fundo transparente da inocência. Monstros vagueiam nas sombras do teto.
Abraçados, um sentimento de unidade percorre nossas veias. Virados de costa, abandonamos o tempo.

Um comentário:

William R Grilli Gama disse...

A presença que conforta e a ausência que faz temer... a segurança do herói com a certeza de não se temer o bandido... o modelo do que serei e os sonhos que sonharam para o que fosse... Pai e Filho, Filho e Pai... bela combinação