segunda-feira, novembro 21, 2011

(Viagem) PROJETO REPRESENTAÇÕES ICONOGRÁFICAS DA CULTURA QUILOMBOLA DO VALE DO GUAPORÉ: MITOS E RITOS



VIAGEM DE MOTO À VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE PARA COLETA DE DADOS E PESQUISA SEMIÓTICA
ABAIXO SEGUE PROJETO E RELATO DA VIAGEM DE MOTO DIA A DIA - ACOMPANHE...

PROJETO REPRESENTAÇÕES ICONOGRÁFICAS DA CULTURA QUILOMBOLA DO VALE DO GUAPORÉ: MITOS E RITOS

O presente projeto consiste em duas etapas, a serem cumpridas no município de Vila Bela da Santíssima Trindade. As duas etapas podem ser compreendidas da seguinte forma:
1 – primeira coleta (preliminar) de dados visuais, sonoros e históricos de representações iconográficas da cultura quilombola restante, a partir de fontes confiáveis de líderes e/ou ativistas da causa e manutenção da identidade quilombola. Esta primeira viagem será realizada entre os dias 22 a 25 de Novembro de 2011. E a produção científica dar-se-á até fevereiro de 2012.
2 – segunda etapa consiste no registro da festa do divino, congada e outras manifestações típicas da cultura afro no período de festejos da comunidade vilabelense, no mês de julho de 2012. E a produção científica dar-se-á em outubro de 2012.


O objetivo principal do projeto é coletar dados in loco, a partir da vivência local e de registros das entrevistas a fontes primárias ou confiáveis, que possibilitem a construção semiótica da identidade cultural quilombola do Vale do Guaporé, materializada em um artigo científico.

Objetivos específicos:
- Construir um pequeno inventário e catálogo de experiências e dados Culturais / Iconográficos confiáveis da cultura quilombola.
- A partir dos dados e experiências, aplicar um discurso semiótico com vistas a antever a identidade local da cultura quilombola e suas relações inter-semióticas.
- Produzir um artigo científico com os resultados dos dados e análises;

METODOLOGIA
Coleta de Dados: (entrevistas abertas e semi-estruturadas, registros e vivência)
- Registro fotográfico do locus de vivência da comunidade;
- Registro fotográfico da arte e qualquer outra reprodução iconoclasta da cultura quilombola.
- Registro de entrevista com líder / líderes da Associação Quilombola ou representante direto;
- Registro de entrevista aberta com três fontes primárias remanescentes / líderes ou representantes confiáveis;

Delimitação dos dados:
- Relação histórica de Vila Bela
- Marcas iconoclastas culturais de Ritos (personificações, santos, culinária) e mitos (historicidade, figuras e lendas);
Ambos os dados adquiridos por meio de narrativas ou micro-narrativas.

Tratamento dos dados:
As entrevistas podem convergir em relatos livres, que deverão ser transcritos e analisados qualitativamente; a partir das narrativas ou micro-narrativas, extrair e compilar os registros e informações pertinentes à análise semiótica.
Aplicaremos o método semiótico de análise, a partir da semiótica americana: ícone, índice e símbolo, procurando construir as identidades aplicando conceitos da semiótica estruturalista étnica.

quinta-feira, novembro 17, 2011

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terça-feira, novembro 15, 2011

PROJETO DE LEITURA NA ESCOLA JEAN PIAGET (ESPIGÃO DO OESTE); JORNADA CIENTÍFICA (MESA REDONDA - MÉTODOS DE PESQUISA); PALESTRA DR MILENA GUIDIO (UNIR)

JORNADA CIENTÍFICA - MESA REDONDA SOBRE MÉTODOS DE PESQUISA - EMBATE QUALITATIVO E QUANTITATIVO


PROFESSORES: REILI AMON-RÁ (ECONOMIA); ABRAÃO ROBERTO FONSECA (PSICOLOGIA); CLEBER ASSIS (PSICOLOGIA)


PALESTRA DRª MILENA CLÁUDIA MAGALHÃES DOS SANTOS GUIDIO - A TRAJETÓRIA DO PESQUISADOR NO ESTADO DE RONDÔNIA - RELATO

GRANDE AMIGA E COLEGA DE MESTRADO - A MAIOR LEITORA DE BARTHES QUE CONHEÇO


PALESTRA NO PROJETO "DISTÚRBIOS DE LEITURA" NA ESCOLA JEAN PIAGET
TEMA: AUGUSTO DOS ANJOS E O PERFIL DO DOCENTE ATUAL
ORGANIZAÇÃO: PROFESSOR AGILSON




GRANDE AMIGO E PADRINHO DA MINHA CARREIRA - PROFESSOR JOSÉ CARLOS CINTRA. MAIOR ESPECIALISTA, DOCENTE E ATIVISTA DA GRAMÁTICA QUE CONHEÇO NO ESTADO.



sexta-feira, novembro 11, 2011

(Opinião) - MENTE SÃ EM CORPO SÃO? TALVEZ NÃO

MENTE SÃ EM CORPO SÃO? TALVEZ NÃO

Bernardo Schmidt Penna*


A famosa frase do poeta italiano Juvenal (século I) “mens sana in corpore sano” atravessa os séculos e vem a cada dia ganhando novas interpretações, muitas vezes deturpadas e servindo de mantra para uma vida “correta e feliz”. Será mesmo que precisamos de uma mente sã? Ou o que seria efetivamente uma mente sã?


O genial escritor peruano Mario Vargas Llosa em seus “Cadernos de dom Rigoberto” (Ed Alfaguara, 2010, p. 98) faz dura e absolutamente razoável crítica à famosa expressão. Segundo ele, “quem disse que uma mente sã é desejável? “Sã”, nesse caso quer dizer tola, convencional, sem imaginação e sem malícia, arrebanhada pelos estereótipos da moral estabelecida. (...) Uma vida mental rica e própria exige curiosidade, malícia, fantasia e desejos insatisfeitos, isto é, uma mente “suja”, maus pensamentos, floração de imagens proibidas, apetites que induzam a explorar o desconhecido e a renovar o conhecido, desacatos sistemáticos às idéias herdadas, aos conhecimentos manipulados e aos valores em voga.”
Aduz ainda, na outra banda da questão, que aparentemente a prática de esportes, em que pese tornar o corpo saudável, não redunda numa mente sã, já que hoje se vê – e muito – desportistas se valendo de expedientes vis, trapaças, corrupção de árbitros, dopping etc.
As críticas do escritor, na pessoa do divertido personagem Dom Rigoberto, merecem aplausos. Sobretudo nos dias de hoje em que vivemos sob a “ditadura do bem” ou o “monopólio da virtude” por parte do Estado.
Invariavelmente e cada vez com mais veemência, nos dizem, por todos os canais, o que devemos fazer para termos uma vida “correta”. Mas correta aos olhos de quem? O tempo todo nos dizem o que devemos comer, o quanto podemos beber, que não se pode fumar absolutamente, que devemos praticar alguma religião, trabalhar o máximo que pudermos, o que devemos ouvir (normalmente de gosto duvidoso), ler ou consumir.
Será que tudo isso leva a uma mente sã? A autonomia individual vem sendo cada vez mais reduzida, quando deveria ocorrer o inverso. Se vivemos em uma sociedade pautada pelo liberalismo, a liberdade individual teria de ser promovida e não dirigida. Estamos sofrendo uma espécie de robotização em nome de valores, pessoas e dogmas seguramente questionáveis.
É imprescindível que se questione, que se polemize, que se descubra novos caminhos, sob pena de nos tornarmos servis a uma suposta moral que nem sempre atende de maneira inteligente a todos. Ou que não respeita opiniões ou diferenças. Polêmicas do passado se transformaram em grandes conquistas do presente. Não podemos conceber que ter uma mente sã (se isso for mesmo necessário) seja acatar tudo aquilo que nos impõem.


*Advogado, mestre em Direito e coordenador do curso de Direito da UNESC.