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terça-feira, abril 10, 2012

CULTURA DE VIAGEM: LOCAIS, MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUEA E CENAS DE SP (2008)

EM 2008 CONHECI SÃO PAULO PELA PRIMEIRA VEZ; FUI DE CARRO E OS REGISTROS DESTA VIAGEM FICARAM GRAVADOS NA MENTE E EM FOTOGRAFIAS, PEQUENOS ÍCONES ATEMPORAIS DE UM GRANDE MOMENTO. ESTE RELATO TEM POR OBJETIVO DEMARCAR ESTA PEQUENA ICONOGRAFIA DE VIAGEM.

Não ter conhecido São Paulo antes pode ter sido um erro cabal. Pode soar como um limitador cultural, pois viver fora da rota nos torna menos participativo no consumo e produção cultural. Mas por outro lado, um olhar mais detido e contemplativo, aquele mesmo olhar de perplexidade que assoma da curiosidade e desejo de novo, pode extrair novas perspectivas e formatos, bem como inaugurar uma outra forma de compreender a nossa história e as marcas que ela deixa em coisas, locais e pessoas.

O roteiro era Americana, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Neste ínterim, passar em São José do Rio Preto era resgatar todo um imaginário do Mestrado na UNESP, rever locais que vi em tão breve estada, rememorar situações bacanas e compartilhar com a Família. E um destes pontos centrais é o restaurante Sal e Brasa. De qualidade ímpar e extrema sofisticação, foi o portal de conversão para a  qualificação e defesa de minha dissertação. Era preciso voltar.  E com a família inteira.
Bairro Liberdade. Nos acolheu e acolhe sempre. Perdidos na selva de pedra, um oasis de luz / balão.
Um mundo nipônico a parte, com seus produtos, comida e suas idiossincrazias. Espetacular.

Até chegar na Estação da Luz, surpresas pelo caminho. A famosa rua de vestidos do Brás, expondo o casamento nu. Do alto, a noiva espera a felicidade (imagem 01). Na segunda imagem, o suporte clássico sustenta vestidos de noiva objeto, expostos ao lado de um anjo barroco que não acredita no casamento ou tem muitas dúvidas. O pós-moderno ato de pichar e demarcar o já demarcado simbolismo do branco / anjo. São Paulo e suas cenas de um cotidiano cult.
Nas portas do Museu da Língua Portuguesa, o olhar feliz de quem viu a palavra viva. Um projeto sensacional, que une informação, tecnologia, literatura, cultura e idioma.  Nas imagens abaixo, o eterno Augusto dos Anjos e seu clássico real; pegadas de palavras no chão, onde o pequeno Jeferson salpica o olhar alegre. Helem descobrindo a força vital do idioma. Todos professores felizes.

As palavras saltam do teto ao chão, em busca do leitor; e o leitor, em busca dela, se agacha e se ajoelha diante de sua magnitude. A palavra plástica em busca da sua forma, se dobra sobre si mesma em busca do seu sentido. No chão, no teto e em qualquer lugar, a palavra vaga-lume pisca.
Abaixo o antigo saguão de trem da estação da Luz. Formas grandiosas passam incólume aos olhos fatigados dos trabalhadores.   


A Pinacoteca, ladeada pelo belíssimo jardim, vulgarizado pela mão que afaga e apedreja.

São Paulo ferve. Tem febre e produz, divulga e consome. É o epicentro cultural Brasileiro. 
Helem e Thonny nas instalações modernas da Pinacoteca; arte moderna em bacias / antenas de captar atenção. Nas grandes salas abertas do museu, o pós-moderno rompe, já eterno.
É inegável que o contato cultural com museus e salas especiais, focadas em arte antiga ou moderna, traduz no homem sua espiritualidade mais importante: a capacidade de aprofundar-se e refletir sobre si mesmo a partir da arte.

Um comentário:

Thonny Hawany disse...

Olha só quem está na foto. Eu não sabia que havia uma foto minha pousando ao lado de minha amiga Helem em plena Pinacoteca de São Paulo. Que bom relembrar momentos tão bons. Valeu Rômulo.