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segunda-feira, julho 28, 2008

NO-SENSE

Por. Rômulo Giacome
O no-sense é uma ruptura com a lógica discursiva e ideológica, que amarrada em sua linearidade, consegue desviar e constituir humor; o no-sense tem a marca da ausência, do desvio e, inclusive, do devir, pois demarca o pico ou clímax que não existe, senão na própria sátira ao gênero;

sexta-feira, julho 11, 2008

CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS: A FORÇA DO ATO E A ALEGRIA DO SILÊNCIO

CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS: A FORÇA DO ATO E A ALEGRIA DO SILÊNCIO
Por Rômulo Giácome de Oliveira Fernandes SINOPSE
Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante.

sexta-feira, julho 04, 2008

PALESTRA EM BURITIS: O OFÍCIO DO PROFESSOR E A ALEGRIA DE ENSINAR

O foco da palestra é a alegria: aqui entendida como o estímulo que une, vende e, porque não, educa também;

Professora Lurdes;
O símbolo da modernidade urbana: o semáforo;
Meu amigo Gustavo, arrebentando;

Dia 28 de Junho, eu e meu grande amigo e parceiro Gustavo Costa Reis, diriginimo-nos até o município de Buritis para ministrar uma palestra à educadores e profissioanis da educação do município e região; a viagem em si mesma já é instigante, pois o município de Buritis é famoso por estar no epicentro de confitos por madeira e terras, inclusive sendo palco de ações da LCP (Liga dos Camponeses Pobres); Mas a impressão sobre o município foi a melhor possível; gente muito amistoza e franco desenvolvimento, o que não me é estranho, uma vez que sou nativo deste estado e aprendi a conviver com estes movimentos exploratórios e desenvolvimentistas;

Veja abaixo a manchete institucional sobre a palestra:
UNESC informe
Informativo acadêmico da UNESC – Faculdades Integradas de Cacoal
03/07/2008
UNESC OFERECE PALESTRA A EDUCADORES NO MUNICÍPIO DE BURITIS




Com a finalidade de aproximar as regiões quanto às questões educacionais, bem
como estreitar as relações entre a comunidade educacional de Buritis e a UNESC,
no sábado, dia 28 de junho, os professores Ms. Gustavo Costa Reis e Ms. Rômulo
Giácome de Oliveira Fernandes, a convite da professora Maria de Lurdes Lacerda,
Diretora do Instituto de Ensino Educar, palestraram para um público de
educadores e profissionais da área da educação. A palestra sobre o tema “O
Ofício do professor: a alegria de ensinar”, proferida pelo professor Rômulo
Giácome, tratou da alegria como elemento contextual imprescindível ao ofício do
educador, uma vez que a alegria é ingrediente que une, consolida e inclusive
educa. A segunda palestra, proferida pelo professor Gustavo Reis sobre o tema
“Administração de carreira: é possível ser feliz no trabalho?”, tratou dos
requisitos indispensáveis ao professor de sucesso, abordando as habilidades do
professor contemporâneo. Por fim, segundo os professores, o saldo do encontro
foi muito positivo, pois viabilizou o intercâmbio de experiências e a troca de
informações relevantes ao processo educacional.

quinta-feira, julho 03, 2008

LIVRO: MANOEL DE BARROS E SUAS IGNORÂNÇAS

Manoel de Barros - A palavra que goteja sentido
Por Rômulo Giacome O Fernandes
19/08/2005

A leitura de Manoel de Barros precede a leitura dos códigos, precede a leitura dos símbolos e precede a leitura do verso. Sua condição de vácuo entre o sentido / ser / significante propõe mais do que a própria teoria. Nele, ela se perde e se reencontra no desconhecer da palavra.
"Ocupo muito de mim com o meu desconhecer"
Não é a palavra nova, não é a nova forma ou velha forma em pastiche. É o verbo em estado de coisa. Verbo em estado de essência, que fala através dos seres, animais, pequenos pedaços de pedaços de signos soltos.
"Ninguém que tenha natureza de pessoa pode esconder suas natências"
A forma como cada palavra recebe a dádiva da indicação e como cada indicação, por mais simples que seja, perde seu sentido imediato e passa a significar aquilo que nunca / sempre significou. A perfeita relação semântica entre indicadores em potencial faz com que sua poética consiga aproximar as antigas noções das simples nominalizações.
"Sou o passado obscuro destas águas?"
Uma natureza semântica, sem a beleza das imagens, não comporia a perfeita visão poética. Mais do que encabalar o verbo, crucificar os nomes, Manoel deixa a imagem, por si mesma, alavancar os sentidos, ruminando tal qual o boi no pasto pantaneiro.
O mínimo, diriam alguns, seria a marca predatória de uma readaptação dos antigos modernos, Drummond e Bandeira. Na realidade, o mínimo está na concepção, o mínimo está na perda da grandiloqüência verbal para uma grandiosa contemplação essencial. A palavra vale enquanto suporte de constatações, que fincadas no verde, fincadas no ato de repetir até ficar diferente (Repetir repetir, até ficar diferente), formam o imaginário de Barros. Não se inventa palavras. Não se cria novas constatações. A realidade semântica de Manoel está em sua forma de recitar um idioma novo, onde o que ficou de resto de suas lembranças expressam referências que são todas nossas. Usar algumas palavras que não tenham idioma.
Nesta criação e lapidação de um idioma novo, correlacionamo-os ao grande Guimarães Rosa, como o próprio Manoel de Barros afirmou, certa feita: "Temos que enlouquecer o verbo, adoecê-lo de nós, a ponto que esse verbo possa transfigurar a natureza. Humanizá-la."
Mas: por que ler Manoel de Barros? Por que ler esta obra que procura apalpar as intimidades do mundo de maneira verbal? Ler para reconhecemos o lirismo recôndido nos vãos das pequenas impressões.Ler para sustentar a palavra em seu estado latejante de sentido, onde ela se nega a ser simplesmente lagartixa, rio, sapo, pasto, boi, mosquito. Ler para reabrir um rol de experiências sutis dentro da própria experiência sutil.Ler para penetrar na poesia de maneira bruta, e sair levemente, de soslaio, assustando-se com versos, assustando-se com a nova condição do mundo, depois da leitura.

Fonte: http://www.leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=5507