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terça-feira, março 29, 2011

TÓPICO GRAMATICAL - 2ª EDIÇÃO: SOU MESTRE (Me.)/MESTRA (Ma.) OU SOU MANUSCRITO (Ms.)?

BY ELISANDRO FÉLIX DE LIMA



Não é incomum, em discriminação abreviada dos títulos de formação pós-universitária, ver que a pessoa é “Ms. em Educação”, “Ms. em Ciência da Computação”, “Ms. em Historiografia” etc. Mas, será que usar “Ms.” para abreviatura de mestre é o correto?

Antes de responder, vejamos o que é o VOLP e o que é a ABL.

O VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) é editado pela ABL (Academia Brasileira de Letras), entidade que tem delegação legal para listar oficialmente os vocábulos existentes em português, bem como fornecer seu gênero, grafia e modo de pronúncia.


E, é segundo a ABL que a abreviatura “Ms.” refere-se a (manuscrito), enquanto que, Mestre abrevia-se “Me.”, e MestraMa.”).

Então, por que muitos ainda insistem em abreviar mestre com “Ms.”?


A hipótese mais concreta é a seguinte: Em inglês “Master of Science” (Mestre em Ciências) tem como abreviatura (Msc). Alguns pensam que o “M” e o “S” referem-se a Mestre em Inglês. Se for assim, o que diríamos sobre o “C”, se a palavra ciência é traduzida por Science? Nota-se que a abreviatura em inglês se completa assim: “M”: Master + “sc”: Science = Master of Science.

Perceberam a complicação?


Ms.” não é a abreviação de mestre em Inglês, nem muito menos de mestre na Língua de Camões. “Msc” é a abreviação de “Master of Science” (Mestre em Ciências). Portanto, aqui no Brasil, abrevia-se: Mestre (Me.), Mestra (Ma.) e Manuscrito (Ms.).



COSTA, José Maria da. Manual de Redação Profissional. 3. ed. Campinas: Millennium, 2007.

CORREIA, Wilson. Qual é mesmo a abreviatura de Mestre?. Disponível em: >. Acesso em: 20 mar. 2011.




ELISANDRO FÉLIX DE LIMA é formado em Letras pela UNESC – Faculdades Integradas de Cacoal, Pós-Graduando em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, prof. Tutor em Cursos a distância pela UNISA e Revisor Textual.









quarta-feira, março 23, 2011

REBELIÃO NA USINA DE JIRAU: INFELIZ COINCIDÊNCIA OU O FANTASMA DO PASSADO DA FERROVIA MADEIRA MAMORÉ?

BY ELISANDRO FÉLIX DE LIMA
A rebelião provocada pelos funcionários da Usina de Jirau, no último dia 16 de março, cerca de 150 Km distante de Porto Velho, nos faz recordar dos motins ocorrido nas redondezas do local, no final do século XIX. Trabalhadores da estrada de ferro Madeira-Mamoré que por diversos motivos provocavam confusão. Até parece que a bruxa daquele final de século, novamente, está à solta nas redondezas de Porto Velho. Não quero dizer "Usina do diabo" comparando-a com a Ferrovia Madeira-Mamoré, que foi considerada por Manoel Ferreira Rodrigues como a Ferrovia do Diabo. Mas, o incêndio em mais de 50 ônibus, destruição de diversos dormitórios, além de furtos e saques, me faz acreditar em uma enorme coincidência.

Se for coincidência ou não, vamos buscar na historicidade, e relembrar alguns fatos.

REVOLTA DOS ITALIANOS QUEBRA ROTINA NA VILA. Cerca de 218 italianos, membros da comitiva da Collins americana, não se adaptaram às primeiras dificuldades enfrentadas na região. Um mês após a chegada da empreiteira, surgem os primeiros ataques de beribéri, malária e disenteria, com o registro das primeiras baixas. Os italianos se rebelaram, empunham armas e enfrentam os encarregados da Collins. O motivo principal é a boa remuneração dos americanos em detrimento dos salários baixos dos italianos. Oito deles são algemados e presos em cadeias construídas de trilhos. Dias depois, 75 deles fogem e se embrenham nas matas em direção à Bolívia, onde jamais se teve notícia. Os presos foram deportados para Manaus e em seguida para os Estados Unidos, onde se encarregaram de denunciar as péssimas condições de trabalho e de vida nesta parte do Brasil, praticadas por uma empresa norte-americana. (GÓES, 2005, p. 27).

A TRAGÉDIA DOS ITALIANOS. Os trabalhadores trazidos dos Estados Unidos pela empresa Collins eram de várias procedências, principalmente italianos e irlandeses. Os italianos eram em número de 218. Logo após a chegada, demonstraram insatisfação, porque a empresa construtora pagava melhores salários aos norte-americanos e irlandeses. Tiveram, em consequência, um atrito com o sr. Collins, e no dia seguinte amotinaram-se, apropriando-se de víveres e munições. De madrugada, o sr. Collins e outros funcionários, juntamente com 40 homens armados, surpreenderam os italianos revoltosos e prenderam com algemas a oito deles, considerados os cabeças. Foi feita uma cadeia com trilhos, e nela encerrados os chefes da rebelião. O restante era mantido nos seus dormitórios por uma guarda especial. Finalmente, os italianos resolveram retornar ao trabalho. Muitos desejavam retornar para os Estados Unidos, mas, segundo cláusulas do contrato, deveriam trabalhar seis meses na construção. Até que, certo dia, um grupo deles resolveu fugir. Na calada da noite, 75 italianos abandonaram Santo Antônio, penetraram na espessa floresta amazônica e tomaram o rumo da Bolívia. Não levaram alimentos, nem nada que os auxiliasse na viagem. Desapareceram no meio da mata, e nunca mais ninguém soube deles: se morreram de fome, de doenças ou de ataques dos índios. A espantosa tragédia que viveram naquela região da Amazônia permaneceria, para sempre, desconhecida do mundo civilizado. (FERREIRA, 2005, p. 114-115).

VILA DE SANTO ANTÔNIO NO TEMPO DA COLLINS – CENÁRIO DE GRANDE HOSPITAL. Dificuldades financeiras da Collins, atrasos nos empréstimos à Bolívia, davam início às primeiras desilusões geradas pelo atraso nos pagamentos, os quais ficavam difíceis, enquanto o desespero aumentava. Entre os trabalhadores da ferrovia, viviam-se dias sombrios. O vapor Arari chega a Santo Antônio sob o alerta para não atracar. O temor de um ataque por parte dos empregados da Collins, que, insatisfeitos com a situação geral da construção, poderia tomar o navio de assalto e fugirem para os Estados Unidos. [...] Cerca de 300 americanos se lançaram até Belém do Pará, sem uma prata no bolso, na tentativa desesperada de alcançar a pátria de origem. Apenas com a interdição do corpo diplomático é que os desiludidos da Ferrovia Madeira-Mamoré puderam retornar para casa com vida. (GÓES, 2005, p. 28-29).

OS PROBLEMAS DA COLLINS. A despeito de todos os esforços para cumprir seu contrato, a P.T. Collins não resistiu aos graves problemas que teve de enfrentar. Com o crédito cortado, envolvida em pesadas dívidas, revoltas e fugas de operários, doenças regionais e ataques de índios, viu-se forçada a encerrar suas atividades na região. (MATIAS, 1997, p. 32).

O MULTICULTURALISMO EM PORTO VELHO. No mês passado fiz uma viagem à cidade de Porto Velho. É perceptível que a cidade nos últimos anos tenha recebido pessoas de todas as regiões do país. Pelo menos, no Hotel em que me hospedei, na hora do café da manhã, o refeitório ficava lotado de homens, e todos uniformizados, com crachás que identificavam como sendo trabalhadores nas Usinas, tanto a de Santo Antônio, como as de Jirau. A diversidade sócio-cultural que Porto velho tem recebido para a construção das Usinas pode ser notada na particularidade linguística em que cada grupo de pessoas tem ao falar. Nas ruas, nos pontos de ônibus, e nos hotéis próximo à rodoviária, a uma grande circulação de homens, e grande parte são trabalhadores nas usinas. Em muitos lugares percebi isso na cidade. Não é a toa que mais de 50 ônibus eram precisos para transportar os trabalhadores para a usina de Jirau.
Não adentrarei em questões psicológicas, mas cada grupo social tem afinidade com o seu próprio grupo. E quando em um único lugar, de forma repentina misturam-se as culturas, raças, crenças, a probabilidade de problemas passa ser grande. A época da construção da Madeira-Mamoré havia muitas contendas entres alemães, italianos e barbadianos. E quase toda causa das confusões eram devidas ao multiculturalismo precoce na região.

A REBELIÃO NO CANTEIRO DE OBRAS DA USINA DE JIRAU. Segundo, Paulo Cezar do site advivo.com, o canteiro de obras da usina de Jirau, aparece outra vez no cenário nacional em decorrência da falta de responsabilidade entre patrão-empregado. O protesto teve como saldo negativo, incêndios e destruição de alojamento. Aproximadamente 300 trabalhadores atearam fogo em quarenta e cinco ônibus e queimaram outras instalações da usina. Os trabalhadores não aguentaram mais as péssimas condições de trabalho, além disso, segundo informações dos próprios funcionários, cerca de 4 mil funcionários foram ameaçados de demissão. (ADVIVO, 2011).

A página Wikipédia – USINA HIDRELÉTRICA DE JIRAU – já recebeu atualizações sobre os fatos acontecidos no canteiro de obras. No dia 16/03/11, iniciou-se um sério confronto na Usina por parte dos trabalhadores que trabalham em sua construção. Eles lutam por melhores condições de trabalho e mais segurança. Trabalhadores da usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, estão deixando o canteiro de obras da hidrelétrica na manhã desta quinta-feira (17/03/11) dizendo que um novo confronto incendiou os alojamentos e escritórios que ainda não haviam sido destruídos. Eles carregam malas e mochilas e dizem que não há mais nenhum alojamento ou escritório em pé. Ontem (16/03/11), 45 ônibus que fazem o transporte dos trabalhadores no local e 35 alojamentos foram queimados ou destruídos em uma briga entre trabalhadores no canteiro de obras. Outras 30 instalações da usina foram danificadas, segundo a Secretaria da Segurança de Rondônia. Os trabalhadores que deixam a obra estão bloqueando a rodovia BR-364 em frente ao acesso ao canteiro de obras com paus e pedras. Um colchão foi incendiado no local. Eles reclamam das condições de trabalho, que há trabalhadores morrendo de malária e que reivindicavam aumento de salário. Agora, eles reivindicam também transporte para chegar a Porto Velho, cerca de 150 km da usina. (WIKIPEDIA, 2011).

OUTRA COINCIDÊNCIA. A EFMM foi construída, a princípio, para beneficiar o país vizinho, Bolívia, e somente mais tarde, teve como interessado o Brasil, que viu no projeto um possível investimento lucrativo. Após muitas delongas, a construção chegou ao fim, com um saldo trágico. Muitos trabalhadores perderam suas vidas por um projeto que hoje não é nada. Tanta perda por uma coisa que não chegou a lugar nenhum. Tantas contendas, confrontos entre trabalhadores para algo que não deu certo.
Temos agora, a construção das Usinas em nosso estado. O benefício também é alheio, isto é, não está restrito ao nosso estado. Rondônia terá energia. Os outros estados também. Porém, nenhum outro estado sofrerá tão grande impacto ambiental quanto ao nosso estado, Rondônia.

ADVIVO. Disponível em: <http://www.advivo.com.br>. Acesso em: 20 mar. 2011.
FERREIRA, Manoel Rodrigues. A Ferrovia do Diabo. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2005.
MATIAS, Francisco. Pioneiros: ocupação humana e trajetória política de Rondônia. Porto Velho: Maia, 1997.
GÓES, Hércules. Madeira-Mamoré: patrimônio da humanidade. Porto Velho: Ecoturismo, 2005.
WIKIPEDIA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrelétrica_de_Jirau>. Acesso em: 20 mar. 2011.

ELISANDRO FÉLIX DE LIMA é graduado em Letras pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal; Pós-Graduado em Gramática Normativa da Língua Portuguesa; Revisor Textual, além de atuar como professor tutor nos cursos a distância da UNISA DIGITAL - polo Cacoal-RO.

TÓPICO GRAMATICAL – EDIÇÃO 01 - PRONOME DEMONSTRATIVO

By ELISANDRO FÉLIX DE LIMA
PRÓLOGO
O grande amigo, professor Rômulo Giácome, ilustre nas teorias literárias e Língua Portuguesa, agora também, na área jurídica, sempre oportunizou a mim, um espaço em seu sítio, o TEOLITÉRIAS, para que eu possa expor um pouco daquilo que eu aprendi durante o curso de Letras. Agora, a convite dele, inauguro aqui a 1ª edição do que chamaremos de TÓPICO GRAMATICAL. O objetivo é compartilhar um pouco da questão gramatical, aquilo que gera dúvida ou dúvidas a nós usuários da Língua Portuguesa Brasileira, quando se trata de língua culta. Não quero aqui, conceituar a minha maneira, como ou qual a melhor forma de escrever ou usar a língua portuguesa. Apenas, quero expor, em uma maneira mais compreensível, o que as gramáticas têm a oferecer quando se trata do uso culto da língua portuguesa.



PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Uma dúvida cruel. Isso mesmo! Para muita gente tem sido cruel usar os pronomes demonstrativos: “ESSE, ESTE, AQUELE e suas variações”. Nunca se sabe se é hora de usar o “esse”, ou o “este”, ou quem sabe o “aquele” seja a melhor opção. Bom! Vamos a uma dica que eu acredito ser bastante útil. Considere ESTE equivalente a “aqui”. ESSE igual a “”. E Aquele o mesmo que “”. Também, serve para cada uma das variações.

Vamos ao teste:

a) Estou nesta sala./ Estou nesta sala aqui.
b) Já entrei nessa escola./ Já entrei nessa escola .
c) Olhe aquele professor no carro./ Olhe aquele professor no carro.

Para uma melhor contextualização, veremos as tirinhas:




Depois da dica, que é o que importa, vamos ao conceito, segundo (SACCONI, 2010) “pronomes demonstrativos são os que situam os seres, no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso”.

Exemplos: (SACCONI, 2010).

Quando digo este livro, estou situando o ser livro em relação à 1ª pessoa (perto de mim). Se digo esse livro, estou determinando o ser livro em relação à 2ª pessoa (longe de mim). Se afirmo aquele livro, estou situando o ser livro em relação à 3ª pessoa (distante da 1ª e da 2ª).

Só para reforçar e revisar o aprendizado, no que respeita à proximidade dos objetos ou das pessoas, vale resumir: este indica proximidade em relação à pessoa que fala. Esse indica proximidade em relação à pessoa com quem se fala. Aquele indica distância absoluta ou proximidade com relação a terceiro.
Exemplos: (COSTA, 2004) e (PASQUALE & ULISSES, 2003)

Esta espingarda. Indica a espingarda que está junto da pessoa que fala.
Essa faca. Indica a faca que está perto ou com quem se fala.
Veja aqueles monumentos. Indica os monumentos longe de quem fala e com quem se fala.

Outro exemplo, agora, no plano da escrita. Vamos descomplicar o que pode ser complicado.
Vejamos:

Maria, Joana e Rita. Esta secretária, essa professora e aquela funcionária pública.

E agora? Quem é a secretária, quem é a professora e quem é a funcionária pública?

Sabemos que o pronome, como o próprio nome diz (pro+nome), pode ser utilizado para substituir um substantivo (nome) já dito em um enunciado, deixando assim, o texto sem redundâncias e tautologias. É o caso da frase descrita acima. Para não ficar carregado de tautologia, nos faz usar dos recursos pronominais. Nesse caso, se pode utilizar a oposição entre os pronomes de primeira pessoa, de segunda e de terceira pessoa na retomada de elementos anteriormente citados. Diante disso, vamos entender e responder quem são as pessoas com suas devidas profissões.

Maria (aquela) funcionária pública, Joana (essa) professora e Rita (esta) secretária.

Os pronomes demonstrativos, também, podem estabelecer relações entre as partes do discurso, ou seja, podem relacionar aquilo que já foi dito numa frase ou texto com o que ainda se vai dizer. (PASQUALE & ULISSES, 2003).

O título do meu trabalho é este: Os registros de expressividades nas salas de bate papo.

Os registros de expressividade nas salas de bate papo: Este é o título do meu trabalho.
Tudo isto (o texto a que escrevo) é só um pouco sobre os pronomes demonstrativos.
REFERÊNCIAS:

COSTA, José Maria da. Manual de redação Profissional. 2. Ed. Campinas: Millennium, 2004.
HUMOR TADELA. Disponível em: <http://www.humortadela.com.br/>. Acesso em: 23 mar. 2011.
PASQUALE, Cipro Neto; ULISSES, Infante. Gramática da Língua Portuguesa. 2. Ed. São Paulo: Scipione, 2003.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática Contemporânea: teoria e prática. São Paulo: Escala, 2010.
ELISANDRO FÉLIX DE LIMA é graduado em Letras pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal; Pós-Graduado em Gramática Normativa da Língua Portuguesa; Revisor Textual, além de atuar como professor Tutor nos cursos a distância da UNISA DIGITAL - Polo Cacoal-RO.

quarta-feira, março 16, 2011

ANÁLISE E COMPARAÇÃO DE TRÊS GRAMÁTICAS: Paschoalin & Spadoto, José de Nicola & Ulisses Infante e Emília Ferreiro.

By Helem Cristiane Aquino dos Anjos Fernandes

A presente análise objetiva fazer um levantamento acerca das Gramáticas Normativas, a fim de verificar se as propostas de ensino contidas em suas apresentações estão de acordo com o conteúdo presente nelas.
No entanto, como já foi dito, essa análise e comparação só tem por objetivo analisar as propostas, verificar se estão de acordo ou não com o conteúdo. Caso não esteja de acordo, especificar quais são os desacordos. Tudo isso para conhecer até que ponto há uma real preocupação do livro didático para com o seu leitor/usuário. Sabemos que a apresentação de uma Gramática é raramente lida, tanto pelo professor quanto pelo aluno, e é justamente por isso que surgiu o interesse em fazer este levantamento. 

sexta-feira, março 04, 2011

Resenha - TULIPA RUIZ – (EFÊMERA) – AGUDOS E AGUDEZAS SONORAS


Resenha - TULIPA RUIZ – (EFÊMERA) – INOCÊNCIA E SENSIBILIDADE NA TELA DO POP CRIATIVO BRASILEIRO
By Rômulo Giácome


Quando a música corta o peito e fixa, tal qual um pregador, grampo ou alfinete, um momento, um dado momento de nossas vidas, a outros momentos sentimentais, de igual intensidade, em camadas sobrepostas de sensações e imagens, forçando o peito a se encontrar, a amar e sentir, vejo que a arte realmente existe como a idealizo. Tulipa Ruiz foi um desses casos apaixonantes, de reconhecimento rápido, fixação e progressiva emoção. Tudo começou com a pesquisa; referência coletada e surge a audição; rápida, concreta e racional; mas é impossível ficar racional frente à forma de representação vocal e interpretativa de Tulipa;