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Mostrando postagens com o rótulo Música

SEIS DISCOS E BONS MOTIVOS PARA VALORIZAR A MÚSICA BRASILEIRA ATUAL

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By Rômulo Giacome Temos a mania de afirmar: não se produz mais nada de bom na música brasileira. Afirmação mais do que falsa. Produzimos muita coisa boa, principalmente fora do circuito de consumo normal e dos nichos habituais.  Talvez tenhamos perdido a capacidade de viver o momento crítico, ou seja, reconhecer novas fontes culturais musicais, pesquisar e agrupar boas produções. E talvez o que é ainda pior: estamos preparados para o novo? Estamos prontos para experimentar novas músicas e artistas? Será que a segmentação e cristalização de antigos valores e clichês musicais que ainda carregamos não têm espantando novas experiências?

NENHUM DE NÓS - REVISITANDO

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O SHOW ME LEVA A ENTENDER UM POUCO MAIS DA OBRA DESTA BANDA. O QUE ACABOU POR ME PROJETAR EM UM CAMINHO DE REFLEXÃO SOBRE O CONSUMO DE ARTE E O FALAR DA JUVENTUDE ONTEM E HOJE. Na ocasião do show da banda Nenhum de Nós aqui em Cacoal, imperdível por sinal, tornou salutar voltar e pesquisar um pouco mais sobre esta banda dos anos 80 e 90.  Primeiramente, sempre analisamos uma banda de Rock Pop dos anos 80 como portadora de muitos hits. Volvendo a memória, o que me antecipei a pensar e lembrar foram dois grandes hits: "Camila" e "Astronauta de mármore"; esta última, uma versão de David Bowie. O show foi acontecendo, limpo e sem angústia, sem excesso, quando surge "Amanhã e depois"; aquela ponta de Rock nacional já começa a cintilar, principalmente em nossas lembranças locais. Logo depois começa "julho de 83" e aquela sensação de deja vu . Quando soa o extasiante e apoteótico começo de "Sobre o tempo", aí já não tem mais jeito e é...

OITO DISCOS E UM MICRO PANORAMA DA MÚSICA POP NACIONAL CONTEMPORÂNEA

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Esta postagem tem o intuito de compor uma coletânea das 23 canções, dispersas em oito discos, dos últimos três anos, (2010, 2011 e 2012), que de um modo ou de outro, impactaram o que vos escreve; por outro lado, constituem comunicação com o novo, com o cânone, e com a experiência estética que procura inovar. Dentro do mínimo espaço, no desvão do pop com o cult, com o fácil e o trabalho, a arte e o artesanato, as presentes canções são exemplos de que ainda é possível construir boa música, neste interstício da pós-modernidade, dos ditos e desditos, e da falência da crítica. Não é definitivo, mas pode ser um pequeno panorama da boa música no Brasil.  by Rômulo Giacome

SHOW DO NX ZERO EM PIMENTA BUENO PECOU PELO ATRASO E QUALIDADE DO SOM

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Esperado desde às 23:00 horas, o NX Zero só começou a tocar às 1:10 da manhã, com um som muito alto e desequilibrado, atordoando a todos com o zumbido dos instrumentos. Aparentemente o show da banda é bom; eles tem vibração e os ingredientes certos para conquistar o público. No entanto, estes atrapalhos reduziram drasticamente a qualidade do show.

Resenha - TULIPA RUIZ – (EFÊMERA) – AGUDOS E AGUDEZAS SONORAS

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Resenha - TULIPA RUIZ – (EFÊMERA) – INOCÊNCIA E SENSIBILIDADE NA TELA DO POP CRIATIVO BRASILEIRO By Rômulo Giácome Quando a música corta o peito e fixa, tal qual um pregador, grampo ou alfinete, um momento, um dado momento de nossas vidas, a outros momentos sentimentais, de igual intensidade, em camadas sobrepostas de sensações e imagens, forçando o peito a se encontrar, a amar e sentir, vejo que a arte realmente existe como a idealizo. Tulipa Ruiz foi um desses casos apaixonantes, de reconhecimento rápido, fixação e progressiva emoção. Tudo começou com a pesquisa; referência coletada e surge a audição; rápida, concreta e racional; mas é impossível ficar racional frente à forma de representação vocal e interpretativa de Tulipa;

Disco – OTTO - HOJE ACORDEI DE SONHOS INTRANQUILOS

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QUANDO PERDER É GANHAR!! By Rômulo Giácome O nordeste sempre construiu uma excelente veia poético / musical, cravando em belas melodias excelentes letras, tais quais algumas antológicas,

música - PORCAS BORBOLETAS - A PASSEIO

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PORCAS BORBOLETAS - "A PASSEIO" por Rômulo Giácome Quem me conhece pessoalmente sabe que falo muito em PORCAS BORBOLETAS; Não por menos;; eles merecem muito; os conheci em Porto Velho, no festival Casarão. Fui abduzido. Geniais, eles revigoram a atmosfera Rock do nosso parco repertório nacional contemplado pela mídia. É tudo uma grande mistura entre Titãs de Cabeça Dinossauro (fases áureas) com Arnaldo Antunes da fase poética (solo), com performances inusitadas, mas muita força, feeling e vontade, elementos que fazem falta no poser/faker que o mainstream tem proporcionado. O meu primeiro contato com o Porcas veio ao ver / entrever a performance de "Nome Próprio"; a forte enunciação letra / refrão, o entusiástico elemento verbo e guitarra me fizeram mordiscar a isca e contemplar mais um pouco; absurdamente criativos e legais, no bom sentido; um experimento bom, tal qual mistura de bebida no encandescimento das já tomadas; "Nome Próprio" é a segunda...

FESTIVAL DE ROCK CASARÃO – PORTO VELHO

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FESTIVAL DE ROCK CASARÃO – PORTO VELHO Por Rômulo Giacome As trombetas (guitarras) do rock and roll soaram nas margens do Rio Madeira. Na convulsão do rio e da história, às margens da(s) madeira(s) que decem vagarosamete no leito marrom das águas, a criatividade rompeu as teias do mais do mesmo. Sob a luz alucinógena das kaiser quentes (quase trocadilho infame com Kaiser Kiefs) a brisa do madeira estava vaporífera. Eu e Helem trocávamos olhares às bordas do caldeirão. Mas exalava uma noite linda, aberta, que pronunciava e prenunciava seu maravilhoso interregno. A primeira banda a literalmente “tocar” a todos com uma energia feminina e sensual, totalmente paralisante e anestésica foi a banda de mato grosso do sul (Campo Grande) Dimitri Pellz. A vocalista interpretava o imenso devaneio de ideais comunistas, alicerçadas teoricamente por uma boa costura de guitarra e bateria. O tecladista, icônico, estampava no peito a camiseta “quase!” clássica do Velvet and Nico; placa icôni...

Banda MOPTOP: É PRECISO CONHECER URGENTEMENTE

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MOPTOP O meu contato com a banda MopTop foi extremamente Pop. Me apaixonei pela força da canção “Aonde quer chegar” do último álbum. Daí em diante fui escutando superficialmente e, como sempre, dirigindo, centrando a atenção racional no trânsito e a emocional na música, consegui captar nuances que eu não havia percebido. Nuances de guitarra, pequenos trabalhos que mostravam quem era esta banda. Assim, foi quando descobri a facilidade dos seus refrões, fortes e bem construídos. A qualidade dos músicos e a originalidade das letras. Daí fui para o álbum MopTop (2007), já consagrado pela crítica (primeira imagem). Posso afirmar que MopTop é a melhor banda, disparada, de Rock Nacional da contemporaneidade. Longe dos mesmos clichês enjoativos e anacrônicos do contra/baixo/letra/cabeça/porra/consciente do Charlie Brow Jr; da animação de Baile a lá Tim Maia de Jota Quest; a banda busca clichês mais ilustres e mais definidos no rock inglês e pós-punk de The Strokes e Franz Ferdinand, loc...

CAPAS DE DISCOS ANTOLÓGICAS

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Nada melhor do que o bom e velho vinil para ampliar as imagens das capas dos discos. Antigamente a capa do disco era parte da obra, além do áudio. Com a evolução da música digital e da possibilidade de obtençao da música pela Web, a capa do disco passou a ser item acessório e simples adorno. Separei algumas das minhas preferidas. A primeira é do clássico disco de 1978, Aqualung, do Jethro Tull. A referência aos "Miseráveis" de Victor Hugo é obrigatória. A forma artística da proposta do disco distoa dos tons psicodélicos dos anos 70, como no rock progressivo e lisergia da época (vide Jane and Air Planes). A segunda é do maravilhoso álbum "Murmur" do Rem. A primeira vez que vi esta capa, na revista Bizz, seção clássicos, fiquei estremecido. Nunca quis tanto escutar um disco pela capa. Eis que hoje considero uma obra prima do REM. A terceira capa é nada mais nada menos do que produção do ilustríssimo pintor-celebridade Andy Warhol. Esta capa especialíssima f...

indicação de disco "ACELLERATE" (REM)2008: A FÓRMULA QUE NUNCA CANSA

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ACELLERATE (REM): A FÓRMULA QUE NUNCA CANSA Acellerate foi um dos grandes lançamentos de 2008. Não porque é REM. Mas porque muitas das coisas que fizeram história e consagraram esta maravilhosa banda dos anos 80/90 permanece com o mesmo viço e, porque não, virilidade. As guitarras estão fazendo o mesmo papel vibrante com a bateria marcada, rapidez e riffs inteligentes e bem desenhados, costurada pelo ritmo e swing do contra baixo de Mills. A bateria bem swigada, que ora pende ao pós-punk, com aquela rapidez insinuante que o grupo possui e ora à batida quebrada do pop-rock e cowntry rock. O refrão é o ponto forte de várias canções, como o caso da poderosa “Living well the best revenge”; a clareza com que esta canção surge lembra Rush e, pasmem, REM. As bases sendo construídas e guitarra solo desenhando uma harmonia dentro de uma barulheira controlada. Show. Outro destaque do disco é “supernatual superserious”. A voz de Mike Stipe está plena e entrosada com a proposta melódica da can...

MÚSICA: UM APERITIVO DE "TV ON THE RADIO"

Um sujeito multicultural me sinto: neste exato momento, 22:44, em meu "escritório" de casa, escutando no "front rear" TV on The Radio, a magnífica e sempre presente canção "halfway home"; ao fundo escuto o desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro; das impressões do agora, efetuo um mix: a batida quadrada de TV on The Radio, a batida redonda da Grande Rio, um Cd do grupo revelação à minha frente (resíduos de festa), logo abaixo da capa deste CD, um Rolling Stone "Bridge to Babylon", presente do amigo Bernardo; ao lado esquerdo, sobre a mesa, um fio dental Essencial da Jonhnson e Jonhnson, mais à esquerda minha máquina digital sony; à direita um vinil da DJ Shopping; uma sensação de festa e nostalgia; e deste mortal multi-cultural, segue dois petardos de TV on THE Radio: o belíssimo vídeo de "Family Tree", uma maravilhosa combinação de piano e violino do mais puro estirpe Smashing Pumpkins, com um vídeo da Disney ...

TRAFEGANDO PELO NÃO TÃO NOVO ROCK BRASILEIRO

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Pulsando nas pequenas veias da net estavam variadas bandas e variados estilos; até quando, como um vírus, o mundo virtual ultrapassou os limites seguros da realidade e invadiu o campo das coisas concretas; as veias viraram artérias, não aguentaram mais a pressão e explodiram em profusão; assim é esta nova cena do rock atual; Bandas que só existiam na Net passaram a fazer shows cada vez mais lotados e com leve apelo mercadológico. (aqui entendido como necessário e vital). Um ponto a ser observado é que a televisão não consegue mais erigir e manter bandas de qualidade no mainstream , justamente porque aposta na direção errada: bandas de péssima qualidade e gosto duvidoso, envasadas em riffs batidos e um pseudo punk / hardcore que soa pior que Hansons com raiva, além de pequenas tiradas nas letras batidas e gastas como notas de 1 real. A rota da informação na rede, hoje, consegue impelir mais novidades e traduzir aquele espírito rockeiro de antigamente; isto porque atrás do simples ato...

VIDA CRIATIVA NA NOITE DO ROCK BRASILEIRO – LOS PORONGAS

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Conheça a banda Los Porongas por eles mesmos: ( fonte: blog da banda. www.losporongas.blogspot.com ) Nascida há quatro anos em Rio Branco/Acre, na amazônia ocidental brasileira, e atualmente residindo em São Paulo, a banda Los Porongas, que firmou seu trabalho autoral na cena independente nacional, tem sido apontada pela crítica como uma das novas revelações do rock brasileiro. Com uma linguagem que funde o regional e o universal, a banda avança além dos limites clássicos da cena independente. Um quarteto – Diogo Soares, Jorge Anzol, Márcio Magrão e João Eduardo, Los Porongas reúne qualidade instrumental, inteligência poética e shows eletrizantes, qualidades que proporiconaram à banda destaque em vários festivais independentes, além da participação em projetos de duas renomadas instituições culturais brasileiras: o Centro Cultural Banco do Brasil e o Instituto Itaú Cultural, sendo que neste último, a banda gravou seu primeiro DVD, que deverá ser lançado em 2008. Seu novo CD, aut...