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quinta-feira, outubro 08, 2020

(RELEMBRANDO SELL 2019) - MOMENTO HISTÓRICO DE DISCUSSÃO SOBRE O PROTAGONISMO DA LITERATURA E CONSCIÊNCIA

Abaixo programação e registro fotográfico demarcando esse importante momento de discussão sobre a Literatura e seu protagonismos nas histórias de resistência no Brasil, ocorrido em Vilhena, na Universidade Federal de Rondônia, em 2019, no XXIV Seminário de Estudos Linguísticos e Literários. 






Continua...

quarta-feira, setembro 23, 2020

XXV SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR - DELL 13,14 e 15 Outubro


 INSCRIÇÕES: Clique e Inscreva-se

PROGRAMAÇÃO: Clique

O SELL, Seminário de Estudos Linguísticos e Literários, promovido pelo Departamento Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários (DELL), da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)/campus de Vilhena, caracteriza-se como evento de caráter extensionista e tem como objetivo propiciar espaço adequado às discussões concernentes às áreas de Letras e Linguística. Com a face renovada, o Evento apresenta-se, no corrente ano, em caráter comemorativo, pois enseja 25 anos de existência. A temática do encontro volta-se para a proposição de reflexões acerca do momento excepcional de saúde pública, que afeta todas as relações sociais e humanas. Intitulada “Interação em tempos de Pandemia”, nunca foi tão necessária e valorosa a comunicação como forma de sobrevivência social. Serão quatro dias de encontro, entre 13 e 16 de Outubro de 2020, quando contaremos com a participação de intelectuais das diferentes áreas, que apresentarão suas considerações acerca do tema em questão. Na esteira dessa temática e em decorrência dela, reflexões concernentes ao ensino de Linguística, Língua Portuguesa e Literaturas também serão pontos recorrentes. De modo mais específico, o objetivo é proporcionar o debate acadêmico-científico entre alunos e professores da UNIR e profissionais de outras instituições, assim como contribuir para a formação de profissionais nas áreas acima referidas e ampliar a formação cultural do público. Além de Mesas Redondas e Conferências, os acadêmicos da Graduação e da Pós-graduação e demais participantes da comunidade externa poderão apresentar seus trabalhos nos simpósios temáticos. Aos estudantes do Ensino Médio e Fundamental, em especial, bem como a outros interessados, reserva-se o momento da Conversa com o Escritor. 

Apresentação de Trabalhos: Inscreva seu trabalho






sábado, agosto 22, 2020

POR QUE LER VIRGINIA WOOLF? BREVE ANÁLISE DE “ORLANDO” (1928)

Por Rômulo Giacome de Oliveira Fernandes      


Quem já leu e conhece bem a inesgotável força de Virgínia Woolf pode pular esse parágrafo e ir direto para a macro análise semiótica da narrativa Orlando. Mas caso, assim como eu, a curiosidade é forte, e um pouco mais de credenciais contribuiriam positivamente para iniciar o pleito, seguem algumas: Virgínia remodelou seu tempo, o comportamento e visão da mulher e, mais do que isso, respondeu aos anseios da modernidade precoce ao assumir uma escrita transgressora e lapidada na liberdade feminina. Tratou de temas importantes em uma época ainda precoce de certezas, assim como refletiu em sua obra o modernismo estético com sede de fluidez e busca do “ser”. No entanto, o preço de tudo foi a sua própria sanidade, não sendo diagnosticada eficazmente por seus distúrbios mentais, e pagou com a própria vida, ressignificando tragicamente sua própria escrita, ao encher os bolsos de pedra e mergulhar para sempre no Rio Olsen.

              O romance “Orlando” foi escrito em 1928 e materializa parte dos temas caros ao rol inovador de Woolf, como o feminismo e a liberdade de criação por e pela linguagem contemporânea. Tido como uma grande carta de devoção e amor de Virgínia por Victoria Sackville-West, poetisa com quem a autora teve um caso amoroso intenso. Considerado em si mesmo um Gênero feérico, muito do que a crítica atribui à Orlando nos ajuda a uma leitura completa. 

segunda-feira, agosto 10, 2020

O ROMANCE “NIHONJIN” É UM SAQUÊ DE MIL CORES SUAVES

 

Por Rômulo Giacome de Oliveira Fernandes

Uma trajetória dura e forte dos japoneses que chegaram por aqui e lidaram com toda a diversidade da América, tudo por um retrato particular e sensível, muito detalhado e informado dessa cultura magistral. 


        Nihonjin foi escrito por Oscar Nakasato em 2012, publicado pela editora Benvirá, alcançou prêmios importantes, como o próprio prêmio Benvirá e o almejado 54º Jabuti. Essas credenciais tornam fácil a primeira fase de uma apreciação de romance, pois legitimam o fiel da balança da crítica pelo lado positivo da obra, e de sua aclamação pelo crivo de porção dos que tem o poder de estimular ou esmaecer uma obra e sua trajetória. Dado essa premissa, fica em observação a aclamação do público, que pode ser medida em nível de comentários ou notificações e / ou número de vendas, dados que infelizmente não tenho, mas pretendo potencializar nas próximas resenhas. 

terça-feira, maio 19, 2020

CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA, CULTURA E RESISTÊNCIA

O evento acontecerá virtualmente, nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2020, por meio de videoconferências, chamadas através da plataforma Google Meet.
Nos dois primeiros dias, os expositores e/ou a expositoras farão as suas apresentações em aproximadamente 30 (trinta) minutos e terá mais 15 (quinze) minutos cada para interagir com os participantes, esclarecendo dúvidas e sugerindo (re)tomadas de iniciativas artísticas, literárias e culturais. A cronometragem de tempo de exposição e as inscrições das possíveis intervenções das falas dos participantes serão mediadas por um dos membros da comissão organizadora. No terceiro e último dia acontecerão apresentações de comunicações orais de pesquisadores: professores, mestrandos e doutorandos de programas de pós-graduação em Letras, Literatura, Linguagens, Artes, Estudos Culturas e afins.

LINK PARA INSCRIÇÃO: Inscreva-se: https://forms.gle/i8UiNqY5JCTFCr2i7

BAIXE A PROGRAMAÇÃO: PROGRAMAÇÃO

                             


OS PREJUÍZOS SEMIÓTICOS NO USO ATUAL DOS TERMOS “DIREITA” E “ESQUERDA”


 por Rômulo Giacome de Oliveira Fernandes

O uso dos termos “direita” e “esquerda” tem aumentado exponencialmente nas redes sociais. Eles têm sido utilizados como cheque em branco ou notas falsas de moeda ideológica ao bel prazer de funções comunicativas e argumentativas próprias, e resgatam valores semânticos simplistas e perigosos. Se os termos são complexos aos olhos dos estudiosos, imagine no repertório lexicográfico de milhares de pessoas que reproduzem esses termos em replicações nas redes sociais e grupos, muitas vezes deslocados de seus sentidos semânticos e semióticos próprios.


Você sabe o que é direita e esquerda? Com certeza sabe. Ou acredita que sabe. É necessário buscar as bases históricas, sociológicas e filosóficas para entender mais proeminentemente essa dualidade, quase uma dialética, que remonta o dia em que, no parlamento pós-revolução francesa, os Girondinos liberais sentaram-se à direita e defendiam a queda da nobreza e de suas benesses, enquanto os Jacobinos sentavam-se à esquerda e foram considerados extremistas; na verdade, poderíamos dizer que a esquerda nasceu dos burgueses emergentes, que assumiram uma postura política no parlamento, combatendo os interesses da aristocracia. Não somos os primeiros a discutir a existência ou validade dos espectros ideológicos. Autores como Norberto Bobbio com a obra Direita e Esquerda e Anthony Giddens em Para além da Direita e da esquerda, debruçaram-se sobre esse problema.
A confusão já começa por aí. Mas não temos o interesse de perscrutar o difícil e infindável campo histórico, filosófico, social e econômico. Ficaremos no campo de batalha muito utilizado na atualidade. Qual? O campo do discurso e da semiótica. Mais propriamente a projeção das nossas opiniões no amplo cenário das mídias pessoais e informais, e na maior produção de informação e dados da história, mas ao mesmo tempo na era da reprodução em massa de informação produzida por alguns.

sábado, maio 09, 2020

O ROMANCE “A CONSCIÊNCIA DE ZENO” E O MAL ESTAR DA CIVILIZAÇÃO


Conheci a obra “A consciência de Zeno” a partir de uma publicação da revista Bravo, que listava as 100 melhores obras da humanidade, simplesmente. E sou fascinado por listas, logo as palavras “psicanálise” e “narrativa” motivaram-me abruptamente a ler esta obra, em algum momento. E garanto que não perdi meu tempo, na verdade, já reli. Digo o porquê.
As credenciais dessa obra já se bastam, caso a alguém for relevante. Ela foi publicada em 1923, logo após a primeira guerra mundial, por Italo Svevo, na verdade um pseudônimo do italiano Aron Ettore Schimitz. Considerada pela crítica uma obra prima, dialoga fortemente com a chamada narrativa de Trieste. Quase uma escola, onde pelejava, também, um James Joyce jovem e cheio de intensidade. Muitos dos músculos narrativos e das técnicas narratológicas objetivas tiveram retoques nesse ambiente. Joyce e Svevo eram amigos e trocavam leituras. Joyce leu “A consciência de Zeno” e ficou espantado do que havia para dizer sobre o fumo. Na verdade ele questionava a força narrativa de Svevo, em construir um personagem tão forte e esclarecedor diante de um motivo tão banal. Parar de fumar.