quinta-feira, março 16, 2017

INHOTIM: O MAIOR MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA A CÉU ABERTO DO MUNDO

PASSEIO SEMIÓTICO PELAS OBRAS DO INHOTIM

BY Rômulo Giacome


O Museu Inhotim está localizado no Município de Brumadinho, Minas Gerais. Ele é um museu aberto, ao ar livre, que apresenta obras dispostas em instalações, galerias e a céu aberto, interagindo com paisagismo, botânica e natureza.
Não existem muitos museus iguais ao Inhotim. Podemos afirmar que ele seja único. Não só pela proposta, mas pelo diálogo entre sistemas comunicativos tão expressivos: o paisagismo da natureza e os recortes arquitetônicos do homem em expressão artística. Desta confluência brotam experiências visuais belíssimas. 
Abaixo, faremos um passeio semiótico por sobre alguns ângulos deste maravilhoso parque / museu, explorando a leitura semiológica de alguns diálogos expressivos. 

A superfície lisa da grama em diálogo com a lisura do lago; superfícies icônicas; a instalação e suas cores básicas surge como símbolo da arte; as árvores brotam como índices da presença ereta da natureza.



Os espaços vazios da área que circunscreve a obra; a moldura icônica; o movimento indicial das estátuas, vivas compondo um código simbólico da existência.


Os caminhos levam à familiaridade, marca falsa do índice; perdidos e desmembrados no espaço estão as árvores e a presença humana do amarelo e laranja. 


A presença humana: em pé, parecendo estáveis, mas na realidade soltas em índices de estabilidade. 


 Transparências em diálogo: paredes e formas angulares; a liquidez do ícone; a solidez do índice;

O amarelo em oposição; totens modernos que deflagram cor e forma; monumentos semióticos dispostos organicamente. 
 As galerias enterradas na natureza: o código da construção e arquitetura humana e natural. 

 Ângulos de movimento: índices de humanidade no bronze. 



O palco contempla a plateia líquida; 




Futurismo e futebol: os símbolos se cruzando e se dissipando; símbolos indiciais que significam e não significam. Bola / câmara do futuro.  

 O paraíso tem seu banco de descanso; um jardim repleto de símbolos temporais; templárias árvores e bancos onde gigantes sentam; a orientalidade enquanto prisma simbólico desta instalação. 
Ângulos retos que se comunicam em planos diferentes; o espelhamento das formas proporcionam o cruzamento de novas linhas; o ícone se estabelece no design; 

O ângulo do infinito permite fusões perfeitas entre formas; permite a combinação de diâmetros e perspectivas grandiosas; 


O ímpeto de encontrar no meio das folhas o monumento perdido; a ruína inca perdida por algum sumério e fenício andarilho em solo mineiro; esta grande arte da chegada na arquitetura monumental;

O Vermelho que irradia e o signo icônico explodindo e manchando as paredes;
Um Pollock; simplesmente um Pollock onde deveria estar; solto na vida; flanando suas asas de modernidade; 

Uma instalação Maia, na selva indígena que choveu até inundar. Belíssima instalação moderna, que desponta no meio da selva. 


9 comentários:

Weigla Paes disse...

Legal. Curti 👍

Anônimo disse...

Nossa muito interessante.

Marcia Ferreira Nunes disse...

maravilhoso....

Anônimo disse...

������ gostei... professor Rômulo��

Tauana disse...

Nossa gostei muito, as paredes coloridas é muito interessante. As cores e formas,legal.

Inaira Silva de Lima disse...

A singularidade do local é impressionante, as cores contrastadas com todo o verde que envolve o ambiente, absolutamente em que gostaria de passar um tempo.... Parabéns pelo olhar semiótico, Professor...

Dayane Alves disse...

Que lugar incrível, cheio de contrastes em meio ao verde da natureza.

Acadêmicas de Letras disse...

Que lugar lindo.

Acadêmicas de Letras disse...

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