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quarta-feira, maio 25, 2011

TÓPICO GRAMATICAL 10ª EDIÇÃO - CURIOSIDADES SOBRE A ABOLIÇÃO DO TREMA

BY ELISANDRO FÉLIX DE LIMA

Usar o trema a partir de 1º de janeiro de 2013, será considerado um desvio de grafia na norma culta da língua portuguesa.
Em Portugal o trema deixou de ser usado em 1945. No ano de 1971, aqui no Brasil, o trema foi parcialmente abolido. A reforma ortográfica de 1971 aboliu o trema nos casos de uso facultativo. Era uma forma de indicar os hiatos átonos, como nos casos: ga-ü-chis-mo; sa-ü-da-de; pa-ï-si- nho; pa-ra-ï-ba-no. O fato de ser facultativo fez com que escritores literários e jornalistas não usassem o trema em hiatos átonos, isso motivou a Academia Brasileira de Letras a banir "de uma vez por todas" o trema, nesses casos.
Mas, o que é o trema e para que serve? O trema que é um dos sinais diacríticos usados na língua portuguesa. Os sinais diacríticos servem para distinguir a modulação das vogais ou para explicitar a pronúncia de algumas palavras. Sinais diacríticos são os acentos agudo, circunflexo, grave, til, trema e até mesmo o apóstrofo.
Após a reforma de 1971, no Brasil, o trema só foi permitido para indicar o U átono nas combinações GUE / GUI / QUE / QUI.
Lembrando que, usar ou não o trema será permitido até o dia 31 de dezembro de 2012. Após essa data, será desvio da norma culta da língua.


REFERÊNCIAS
BRASIL, Presidência da República. Decreto nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008. Promulga o Acordo Ortográfico, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.


INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. 3. ed. São Paulo. Publifolha, 2009.


SANTANA, Tatiana. Novo Acordo Ortográfico. Disponível em: http://www.jurisway.org.br. Acesso em: 10 mai. 2011

Elisandro Félix de Lima é graduado em Letras e Pós-Graduado em Gramática Normativa da Língua Portuguesa pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal, Prof. Tutor em Cursos a distância da UNISA e revisor textual, além de atuar na secretaria acadêmica da UNESC.

segunda-feira, maio 23, 2011

REFLEXÕES ÉTICAS E ADVOCACIA

A ÉTICA (PARA) E NA PROFISSÃO DO ADVOGADO
By Rômulo Giácome de Oliveira Fernandes

Se imaginais que, matando homens, evitareis que alguém vos repreenda a má vida, estais enganados; essa não é uma forma de libertação, nem é inteiramente eficaz, nem honrosa; esta outra, sim, é mais honrosa e mais fácil: em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível." (Palavras atribuídas a Sócrates por Platão, ao final do seu julgamento)





Os motivos que situam a presença destas palavras no epílogo deste pequeno ensaio ensejam duas pontas de uma mesma discussão: a presença dos primeiros movimentos da reflexão sobre ética no ocidente; e o desdobramento profético que Sócrates constrói a partir de seu pensamento final.
Quanto à primeira ponta, é passível de discussão a presença dos primeiros movimentos em prol de uma ética e uma moral no seio da sociedade Greco-romana, bem como na esteira do que iríamos entender por ética e moral no lastro da humanidade. A própria antinomia entre a bandeira quase absolutista e idealista de Sócrates, em acreditar que a moral estava pautada sobre uma manifestação da bondade humana, em busca de pontos de referência absolutos e plenos, contra um relativismo dos sofistas em acreditarem que a moral e a ética são plenas de retórica e determinadas pelas ações e influências sociais e de relação de poder.
Esta antinomia apresentada no parágrafo anterior promove toda a movimentação da ética e moral sobre o pontiagudo terreno dos princípios e valores, tão importantes para a conduta e caráter humano, mas ao mesmo tempo tão relativizados e indefinidos.
Na pequena estatura desta discussão e sua dimensão de objetivo, valores e princípios são bases mutáveis que, segundo movimentos filosóficos e sociais dispostos diacronicamente, dialogam entre si, mas proporcionam embates formidáveis. Um pouco mais a frente na história lembramos da moral e ética Cristã, basicamente determinada pelo espírito repressor e utilitartista d aidade média. Caucada sobre uma normatividade dogmática, o que era bom e bem, favorável e certo, estava sustentado sobre formas de negação e codificação, em uma espécie de cânone de valores e normas a serem seguidas, na mais plena desenvoltura dos deveres.
Este tipo de ética prescritiva foi abordada pelos racionalistas, mas em Rousseau encontrou disposição contrária. Rousseau buscou uma moralidade inserida, novamente, na afetividade do homem e na busca dos sentimentos de compaixão e amor que suas novelas insuflavam.
Não sem vigor e retomada desta discussão, Kant alicerçou sua teoria com o Imperativo Categórico, que buscava unir as duas pontas deste enlace. Tanto um pilar ideal de sentimento e virtude moral, quanto uma forma racionalista de aproximação do conceito e praticidade da conduta. Era uma maneira do referido autor unir princípios antagônicos: sua religiosidade ímpar e sua forma racional e dissecante de entender a conduta humana.
Retiradas desta parte da fundamentação as guias mestras da discussão, partimos para um resumo: tanto uma moral e ética prescritiva, quanto uma outra, relativizada pela sociedade ou pela natureza “boa” do homem. No entanto, a partir deste resumo, depreendemos, de modo analógico, a formação de uma nova ética e moral, de base prática e fundamentada em avanços culturais, míticos e inclusive jurídicos (direitos humanos); a alteridade.
Esta deve ser entendida como a ação no outro; de base contemporânea, traduzida em linhas gerais por autores como Levinas (1986); Foucault (1995) e Derrida (2000); aponta como sistemática legítima de tradução da conduta justa, ética e necessária, pois atua na medida das igualdades e desigualdades pontuais.
Após este breve relato histórico / conceitual, devemos projetar o eixo destas discussões no âmbito da prática do advogado. Por mais que este fuja da codificação da conduta e de sua prescritividade, o próprio código de ética profissional é um cânone de normas e deveres, incluído os próprios direitos, que moldam a moralidade da profissão. Assim, nesta primeira instância, a ética profissional do advogado é absoluta mediante suas especificidades formais e deve ser atendida mediante sansões punitivas.
Por outro lado, a pior transgressão moral e ética de um profissional da advogacia parte da própria abstração operacional a que o Direito perpassa. Munido de valores e princípios imateriais e, muitas vezes, não cristalizados por um código, o advogado faz uso de elementos ilegítimos para legitimar uma posição falsa. Constrói premissas falsas para alicerçar engodos. Atua em causa própria na ambivalência de posições. Pelo caráter rarefeito e interpretativo das noções gerais da prática jurídica, muitos operadores tem se dedicado a desqulificações, atitudes imorais e antiéticas, agindo em prol de causas que não contribuem em nada para a equidade e justiça.
Nesse interstício nasce e brota a semente da prática com alteridade. Isto porque, uma vez que a contenda é parte legítima das discussões jurídicas, agir com ética no direito não é vislumbrar a vitória custe o que custar; mas entender os pólos e a existência de outros elementos de valor no processo como o próprio rival e seus anseios; os elementos que podemos ou não usar; mensurar o que o outro também pode perder; evitar a negligência e pensar na função social do direito.
Agir com ética nesta profissão é assegurar vida longa à própria trajetória. Não existe sobrevivência moral, na profissão de advogado, se não respeitadas às formas de entender e avaliar as necessidades do outro. Agir com alteridade, atualmente, é comedir o potencial ofensivo nos limites previstos, regulares e proporcionais, sem ferir aquilo que mais honra nossa posterioridade: nossa moral.

REFERÊNCIAS

GOMES, Alexandre. Ética em Sócrates. Disponível em: http://resenhas.sites.uol.com.br/etica.html, Acesso em Mar/2011.

PANDOVANI, Humberto e CASTAGNOLA, Luís. História da Filosofia. 3ª edição. São Paulo: Melhoramentos, 1958

quarta-feira, maio 18, 2011

TÓPICO GRAMATICAL 9ª EDIÇÃO - POR QUE AS LETRAS K, W e Y VOLTARAM AO ALFABETO?

BY ELISANDRO FÉLIX DE LIMA
O alfabeto da Língua Portuguesa que até então possuía 23 letras, com o novo Acordo Ortográfico, passa a ter 26. É a volta das letras K, W e Y que levaram cartão vermelho da Língua Portuguesa em 1911 em Portugal e em 1943 no Brasil.
O que se sabe é que as letras K, W e Y, mesmo estando expulsas do alfabeto da Língua de Camões, sempre estiveram registradas nos dicionários brasileiros. O fato é que existe uma quantidade razoável de palavras em nosso vocabulário iniciadas por essas letras.
A volta das letras K, W e Y serve para fixar a ordem que essas letras ocupam no alfabeto. Nos países africanos de Língua Portuguesa há muitas palavras que se escrevem com K, W e Y.
A reintrodução das letras K, W e Y em nosso alfabeto não aumentará seu uso, isto é, não escreveremos” Kilômetro” ao invés de quilômetro.
Por que um dia as letras K, W e Y foram excluídas de nosso alfabeto? Pelo Acordo Ortográfico de 1943, ficou estabelecido que essas letras sofreriam as seguintes modificações gráficas.
O K substituído pelo dígrafo QU antes das vogais E e I ou pela letra C nos demais casos.
O W seria substituído por V ou U de acordo com o seu valor fonético na palavra. Ex.: Wilson (do Alemão / pronunciado Vilson) / Show (do Inglês / pronunciado Shou).
O Y substituído pelo I.
Ainda, o emprego das letras K, W e Y seria permitido em alguns casos especiais.
Segundo Santana (2010) As novas letras do alfabeto deverão ser classificadas em vogais ou consoantes de acordo com a forma como são pronunciadas nas palavras em que aparecem. Assim, o K será sempre consoante, pois sempre é pronunciado como o C antes das vogais A, O e U e como o dígrafo QU antes de E e I. Já o Y será vogal (ou semivogal), pois normalmente é pronunciado como se fosse um I. Entretanto, a letra W pode assumir o papel de vogal ou consoante (windows "U"/ Wagner "V"). Por exemplo, nas palavras de origem inglesa, por ser normalmente pronunciado como U, o W será vogal ou semivogal
As letras K, W e Y já eram usadas em nomes próprios oriundos de línguas estrangeiras e continuará sendo utilizadas, assim como nas derivações, siglas etc.
Byron – byroniano
Darwin – darwinismo
Kardec – kardecista
TWA – Trans Word Airlines
Kg – quilograma
K – potássio
W – West (oeste).
REFERÊNCIAS
BRASIL, Presidência da República. Decreto nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008. Promulga o Acordo Ortográfico, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. 3. ed. São Paulo. Publifolha, 2009.
SANTANA, Tatiana. Novo Acordo Ortográfico. Disponível em: http://www.jurisway.org.br/. Acesso em: 10 mai. 2011.
TUFANO, Douglas. Guia Prático da Nova Ortografia. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2009.
Elisandro Félix de Lima é formado em Letras pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal, Pós-Graduado em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, prof. tutor nos cursos a distância da UNISA e revisor textual.

terça-feira, maio 17, 2011

SEMARTE 2011

SEMARTE 2011



INSCRIÇÕES: COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS E COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA - UNESC - CACOAL-RO.



acesse o site: http://www.unescnet.br/FOLDER/semarte_2011.pdf



quarta-feira, maio 11, 2011

TÓPICO GRAMATICAL 8ª EDIÇÃO - A AMBIGUIDADE É O COMBUSTÍVEL DA PIADA

BY ELISANDRO FÉLIX DE LIMA


Apesar do título de nosso quadro semanal ser “Tópico Gramatical”, nesta edição, mais uma vez, fugiremos de enfocar a gramática isoladamente. Trata-se, portanto, de um esclarecimento a respeito da ambiguidade na hora de escrever.
A ambiguidade é a duplicidade de sentido, seja de uma palavra ou de uma expressão. A ambiguidade é um vício de linguagem, e por isso, deve ser evitada em qualquer tipo de texto, pois, pode gerar dúvida ao leitor.


No último dia 06 deste mês, um jornal publicou a notícia

com a seguinte titulação:


Muitos leitores já ficaram preocupados, já que estão excluídos do festejo. A confusão foi gerada pelo uso do advérbio de exclusão “só” que se juntou com o substantivo “animais”. Isso mesmo, uma pequena palavra, às vezes, associada à outra, pode formar um termo e gerar uma tremenda confusão. Ainda bem que os leitores se tranquilizaram após terem lido toda a matéria, e saberem que os humanos também poderão participar, isto é, a festa não estará restrita “só” aos animais. Outra possibilidade de entendimento, agora um pouco humorística, é considerar que quem for a cavalgada será um animal. Por isso, a ambiguidade deve ser evitada em textos jornalísticos. Mas tudo bem, o jornal trabalha assim mesmo, é uma forma de fazer a notícia ficar mais interessante e divertida.
A ambiguidade pode aparecer de várias formas, mas a característica principal é o duplo sentido. Por isso, muito se usa da ambiguidade para se fazer anedotas, pois é ela o combustível da piada.

Elisandro Félix de Lima é formado em Letras pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal, Pós-Graduando em Gramática Normativa da Língua Portuguesa.

quarta-feira, maio 04, 2011

TÓPICO GRAMATICAL 7ª EDIÇÃO DE ENCONTRO? AO ENCONTRO?

By ELISANDRO FÉLIX DE LIMA




PARECIDO NÃO É IGUAL, MAS CONFUNDE. Esse enunciado é da escritora Dad Squarisi. Ela escreveu o livro superdicas de Ortografia, tudo, conforme o VOLP (vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa). Se você gosta de escrever, segundo o padrão da língua portuguesa brasileira, o livro da Dad será muito útil a você.
Simplificando um tópico apresentado pela autora, faço uma releitura do que seja: “parecido não é igual, mas confunde”. Trata-se das expressões “de encontro a” e “ao encontro de”.


De encontro a: trata-se de expressão que tem sentido físico de colidir.


Exemplo:


“Em trágico acidente, o carro da princesa foi de encontro à coluna do túnel”. (colidiu)


*Num sentido figurado, a expressão quer dizer contrariar, discordar, opor-se.


Exemplo:


“Os vereadores foram de encontro à proposta do prefeito”. (contra)


Ao encontro de: tem sentido de encontrar-se com, sair ao caminho, ir ter com quem vem.

Exemplo:


“Os filhos saíram ao encontro do pai, que chegava”. (encontrar-se)


*Num sentido figurado, quer dizer aproximar-se, concordar.


Exemplo:


“Os vereadores foram ao encontro da proposta do prefeito.” (concordaram)


Na oralidade, diariamente pessoas se confundem, ao usar esses termos, mas a comunicação é entendida, claro, o contexto se encarrega da compreensão, porém, na escrita, é bom estarmos sempre atentos.


Obras consultadas:



COSTA, José Maria da. Manual de Redação Profissional. 3. ed. Campinas: Millennium, 2007.


SQUARISI, Dad. Superdicas de Ortografia. São Paulo: Saraiva, 2009.


Elisandro Félix de Lima é formado em Letras pela UNESC - Faculdades Integradas de Cacoal, Pós-Graduando em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, Prof. Tutor em cursos a distância da UNISA.


terça-feira, maio 03, 2011

VIAGEM ARGENTINA E URUGUAI (JANEIRO/2011) - PINTURA CONTEMPORÂNEA URUGUAIA: EXPOSIÇÃO "ARTEPUNTA" 2011

ARTE LATINO-AMERICANA EM PUNTA DEL LESTE


By Rômulo Giácome



No início de 2011 estive em Punta Del Leste e tive a oportunidade de apreciar e conhecer a arte decó Uruguaia em grande estilo; uma exposição, nos salões do CONRAD CASSINO, abrigou obras e vários artista de Punta e Montevideo, mostrando as cores, formas e texturas da arte Latino-Ameriana. Neste post, publicarei alguns ícones de artistas que