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terça-feira, fevereiro 22, 2005

Meu contato é...a todos!

Alô a todos:
A luz adeja aqueles que estão vivos...
A esperança sopra para aqueles que acreditam nela...
O amor vale a pena para quem ama de verdade...
Viver é um prazer para quem sabe medir: a dureza do pessimismo ou a virtude da boa vontade...
escolha o que é bom a todos

Esta é uma postment rápida e direta:

//Alunos do VII e III, leiam "História Concisa da Literatura Brasileira" (BOSI) respectivamente conteúdos de Concretismo e Barroco (para cada turma). O Bosi possibilitará uma internalização de conceitos vitais ao andamento das aulas. Sempre pautem-se nas seguintes questões:
O período configura-se por qual pensamento a cerca do homem e da arte?
Como o período vê a criação poética?
Como a linguagem éutilizada?
Quais marcas posso utilizar para dissociar um período do outro?//

//Alunos do V período: continuem o fichamento do Roland Barthes; leiam complementarmente o livro "O que é semiótica" de Lúcia Santaella para ficarem por dentro dos conteúdos das aulas
Não esqueçam mais da importância do Sema, classema e sema contextual, bem como as relações paradigmáticas e sintagmáticas. //

// ainda a vcs: o curso de nivelamento de vcs está sendo um sucesso de demanda. Não tenham medo de escrever a própria história. Ninguém que conseguiu conseguiu vencer de braços cruzados. Continuem com esta força e recomendo o sucesso total. Estou muito agradecido pelo empenho de todos, e a sala cresceu ainda mais a meus olhos e aos olhos de todos os professores. Parabéns, adoro vcs//

//Alunos do III: estou gostando de saber que vcs tem interesse pelam crítica. Com certeza é uma disciplina muito importante para os estudos literários. Um grande abraço a todos//

//Meu contato para e-mails é:

ROMULO@UNESCNET.BR

uM GRANDE ABRAÇO A TODOS
(DESCULPE PELO LACONISMO, MAS ESTOU ESCREVENDO NAS ÚLTIMAS DO MEU HORÁRIO)

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

O Cânone Clássico e o Moderno: Uma luta de séculos

Bem...

Espero que todos estejam bem, descançados e prontos para novos conteúdos:
Leitores do VII período, especificamente:

Historicamente temos um monopólio e uma espoliação do cânone clássico
por todos os séculos. Quase toda a trajetória literária apresenta uma paradigma clássico,
travestido de "novo", mas simplesmente ambientado ao novo contexto de enunciação.
Esta quase opressão fez com que algumas escolas fortificassem, visto que traziam contrapontos dentro de sua estrutura. Vejamos quais os períodos que travaram diálogo com o clássico, opondo-se em alguns momentos ou aglutinando em outros.

- O Barroco ainda não pode ser considerado um cânone totalmente moderno, visto que sua oposição ao clássico estava centrada por sobre uma contradição retórica: ainda existiam as velhas fórmulas elitistas de poesia, adensadas no cultismo e conceptismo humanista, favorecendo o adorno que circundava os poemas. A objetividade ainda manchava as possíveis contradições barrocas, que eram ao nível de figuras retóricas e não de um pensamento exclusivamente novo.

- O projeto mais bem acabado e potencialmente moderno vem a ser o Romantismo: a busca do indivíduo e uma explicação mais subjetiva da realidade, propôs uma valorização acentuada da linguagem como mito. Se os mitos clássicos ainda estão na ordem divina X profana, os mitos Barroco ainda concentram-se na ordem do Pagão X Cristão, os mitos Romântico possuem existência fora da história, fora das dialéticas sociais e fora dos modelos pré-estabelecidos, que propôs ao Romantismo força criadora. Vejamos algumas forças elementares do Cânone Romântico em oposição ao cânone clássico:
-Desapego aos elementos históricos, dialéticos e sociais e valorização do momento (um passo à fenomenologia)
-Desapego aos padrões Universais de mito: o mito passa a ser a própria linguagem. Ela é a única mediadora entre o ser e sua dimensão suprema, abandonando o mito supra-real.
-Valorização do código, que passa a possibilitar a polissemia: criação da metáfora como célula poética e força maior da literatura
-Valorização da criação e não da cópia; substituição do ato de re-criar o real para criar o "novo" real.
-Valorização do momento subjetivo, aflorando as causas mundanas individuais por sobre um imperativo coletivo.

Ora, se ainda o Romantismo, com sua força titânica ainda não destituíra totalmente o poder do clássico, que como uma doença mal-curada voltaria a atacar no Parnaso, caberia a outro período literário realmente alterar a rota da produção literária, e ligá-la aos novos padrões de produção contemporâneo, principalmente ao concretismo e adjacentes.
Este período será conhecido pelo nome de SIMBOLISMO.

Por que o simbolismo teve tanto poder de alterar a rota da literatura e ligá-la aos novos modelos de fazer poeético das gerações de 45, 50 e 60?

Esta incógnita será respondida parcialmente, aqui neste Blog:

- Superação da metáfora para a evolução do símbolo; (um signo poético mais bem definido e delineado, que possuia maior relação com a forma e conteúdo)
- Valorização dos meta-discursos (crítica, teoria literária, ensaios, meta-poemas, etc) que incitaram ao trabalho paralelo das ciências ao estudo do fenômeno poético
Ainda temos mais itens a serem discorridos,
mas esta é uma história para o próximo Post

//momento clássico: Você é irritado? Tem ira quando alguma coisa não dá certo?
fica perplexo e demonstra seu ódio diante daquilo que te fez mal?
Aprenda com Sêneca

Sêneca foi um filósofo que estudou mais definidamente a ira no ser humano:
para ele, ela é um fenômeno meramente filosófico.
Acontece que estamos sempre surpresos com o mundo, como se achássemos que sua ordem deve nos atender completamente. quando nos sentimos subitamente traídos por esta ordem, refletimos abruptamente em reações de ímpeto raivoso. Temos que cultivar a paciência e o que ele chamou de Pessimismo positivo. Sabermos que as coisas podem dar errado e que isso não foge a natureza do mundo, visto que ele não foi construído para nos atender.
Sêneca vivia atordoado com a idéia de cuidar de Nero, o impiedoso (era seu tutor) e portanto
sabia que a qualquer momento poderia ser uma vítima do Imperador furioso.

Espero que sirva de lição a todos esta pequena reflexão

//momento cultura Pop: vc acha que o Rock acabou? Que a década de 60 só lembra Elvys e Little Richard? Que a moda é o tecno ou o electro dance? Pois aqui vão algumas notícias sobre o mundo Rock para não deixar dúvidas

- O Festival de Coachello, Reading, Los Angeles, continua juntando mais gente do que cabe 200 mil pessoas;
- Os Libertines foram convidados a fazer um Show em uma pequena cidade Alemã: tal foi a surpresa quando lotou um parque com 40 mil pessoas que vieram em caravanas apocalípticas.
Como todos sabiam?
- The Strookes já venderam mais de 5 milhões de discos no mundo todo, em menos de 4 anos de carreira, quase o dobro de muitos fenômenos pop americanos
- Radiohead foi considerada pelo Times a banda musical mais influente na mente dos jovens europeus nos últimos anos
- O U2 é a banda com maior influência política na história do Rock and Roll nos últimos milênios
- Em Oxford, Standford e Yale, os departamentos de Humanas e sociais apresentam quase cinco bandas de Rock de acadêmicos por ano
- O Rock ainda continua sendo o mecanismo musical com melhor discurso sentimental, político e ideológico do Pop, sendo mais confiável, trabalhado e poético em todos os sentidos
- O Rock é o único estilo que consegue sobreviver à margem da mídia vendendo milhões de discos e arrecadando milhões em merchandising
- O Rock conseguiu mudar a tecnologia: a busca por bandas alternativas, veiculação de novos projetos, novas bandas que surgem aos milhares, fizeram com que o internauta baixasse milhões de músicas mensalmente pela Rede, influenciando na venda de equipamentos de MP3 (iPOD que já vendeu 3 milhões de unidades em apenas 3 meses no final do ano), na aquisição de Players e Encoders.
- O Rock é o estilo musical mais próximo e preferido dos estilistas: de Versate a Sait Lorean,
de Kate Moss a Nicole Kindman.
- O Rock consegue restaurar novas musicalidades,

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Semiótica e Crítica Literária: Novas Definições

Olá a todos...

Bem, leitores do V período podem revisitar os conceitos
da última aula (14/02) nesta página. Vamos a eles:

- A semiótica tem por objeto sistemas representativos de linguagem.
Um sistema lingüístico tem uma estrutura bem definida de funcionamento,
mas não podemos afirmar o mesmo quanto às suas dimensões, pois
sempre estamos acrescentando algum novo signo ao conjunto.
Os signos que compõem um sistema não necessitam necessariamente
serem lingüísticos. Podem ser objetos, assim como as roupas são signos
para o sistema moda, e estão presentes sem a necessidade de inscrição,
ou seja, não necessitam serem postas como signos para que atuem como
tal.

A própria semiótica é o olhar por sobre as coisas que significam. Um olhar que procura re-organizar os sistemas simbólicos em busca de uma coerência e unidade que lhes dê sentido:
assim como a culinária se apresenta como um sistema semiótico complexo, pois comunica
e apresenta signos de diversas leituras, coerentemente amarrados pelo ato de comer, alimentar, preparar, etc...

Efetuar leituras do mundo simbólico se apresenta a forma mais nítida
de compreender a semiótica.

Note que para descrever o mundo, utilizamos um sistema modalizante,
que pode ser considerado primário, que é a própria linguagem. A linguagem é o primeiro sistema que atua re-organizando o mundo, e descrevendo-o de forma a presentificar ao interpretante.
Quando descrevemos uma cena, narramos um fato, falamos sobre alguém utilizamos a linguagem modalizante primária.
A linguagem é a primeira organizadora do mundo, que pode não ser tal qual o vemos.
Por isto ela é um sistema simbólico que atua sobre a realidade.
Já a literatura atua sobre a linguagem, e pode ser considerada um sistema modalizante secundário.

Língua Objeto ------ Metalinguagem (literatura)

A literatura e outras linguagens artísticas ou simbólicas atuam por sobre um sistema llingüístico primário, que lhes da origem.
O processo literário de criação e crítica, pode ser representado pela semiótica da seguinte maneira:

Real ----> Linguagem (código padrão que reorganiza e representa o real) S1 ---->

Sistema Literário (reorganiza esteticamente o S1) S2 ---> Sistema Crítico (reorganiza e representa o S2) S3

O processo de evolução semântica, perpetuação do sentido, gradação nos níveis de modalização (primária, secundária, etc) chama-se Semiose.

Para a semiótica contemporânea, tudo que significa dentro de um sistema passa a ter caráter
de signo.
Por isso que a semiótica lida bem com o verbal e o não-verbal ao mesmo tempo.
Qual o segredo?
O segredo é o modo de estudar e olhar o elemento significativo.
A possibilidade de significação de dado signo está em seu contexto sistemático e no caráter semântico do interpretante (como exemplo, o leitor)

Um signo alocado em um sistema modalizante secundário (literatura, por exemplo) já é destituído de seu sentido original, podendo receber evoluções semânticas dadas pelo interpretante. logo, o potencial do signo é dado por aquele que o lê.
Olhamos o signo por aquilo que ele pode ser e não pelo que ele é, logo podemos encarar uma pintura da mesma forma que um vocábulo, desde que descortinado o seguinte princípio:

Todo signo é portador de informação.

Resumidamente é isso;;;;

O Aprofundamento destas temáticas podem ser efetuados nas seguinte obras:
- Estruturalismo e Poética - Tzevan Todorov
- Elementos de Lingüística Contemporânea - Edward Lopes
- O que é semiótica - Lúcia Santaella
- Estudos de semiótica Poética - Greimas e Rastier

Abraços,,,,
qualquer dúvida, entrem em contato.
Prof. Rômulo

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

A Teoria da Arte: A Todos os Acadêmicos

Novamente amigos,
vivo e confiante

Recentemente li um artigo do Sociólogo da Cultura, Sérgio Rouanet, que abordou o assunto
Nacionalismo Cultural, um perigo emergente. (Veja, 5 de Janeiro).
Sua abordagem mostrava o perigo do nacionalismo exagerado, aquele ufanismo que faz com
que pessoas não aceitem a cultura estrangeira, principalmente a Americana, por tratá-la como dominadora e possível destrutora de nossas raízes. Este nacionalismo cultural provoca um verdadeiro xenofobismo, um radicalismo que não aceita nada de fora, determinando aquilo que é bom dentro da cultura estrangeira (o que sobra segundo eles quase nada).

Amigos acadêmicos, em época de globalização, conhecimento unificado, linguagens convertendo-se, culturas se reconhecendo, moedas padronizadas, músicas universais, ainda temos tempo para discursos nacionalistas, do tipo: não tome coca-cola porque é americana, compre tuxaaua que é da amazônia; ou, vi na televisão americana que a amazônia não é mais nossa; isto é discurso de retrógrados culturais. Existem milhares de motivos para pararmos com esta conversa absurda de que devemos preservar o que é nosso: então lanço a pergunta: o que é nosso realmente? a nossa imagem preservada a esmo de preguiçosos e malandros (espertalhões)? A imagem de mulatos sambando em rodas de cerveja na praia? Sim, porque se olharmos a teoria da arte e a sociologia da cultura, veremos que nossas configurações artísticas são frutos de cânones
transmitidos pela língua, pela cultura e formação universal. Vejam só:

- O samba, o pagode e derivados são ritmos extraídos de ancestrais bumbos e atabaques africanos, que no princípio ativo básico, segue a ritmia cabocla / escrava oriunda dos rincões coloniais, quando mais do recôncavo baiano do coco.

- O Axe e tão venerados sub-gêneros, seguem o ritual paradigma africano do Fast Reggea, que sem força para manter-se vivo na mass media e no consumo do povo, aliou-se ao samba (É o tcham), aliou-se à dance e sua sample, e quando muito ao Maracatu, coco e filiados.

- Os nossos poetas simbolistas foram ávidos copistas dos Sete Poetas Malditos franceses (Rimbaud e companhia) que por sua vez sofreram influencia nítida dos célebres poetas russos;

- O Barroco Brasileiro foi a frivolidade técnica e retórica dos velhos poetas portugueses, até mesmo por nacionalidade;

- O nosso Romantismo, que primeiro grunhiu o Nacionalismo exarcebado em Gonçalves Magalhaes tiveram livre inspiração de Goethe e Lione.

- A Semana de Arte moderna foi o retorno rápido e passageiro das vanguardas nacionalistas que já haviam deflagrado a primeira guerra mundial

- Os estrangeirismos de que tanto falamos mal sempre existiu na história das formações lingüísticas, é só conhecer um pouco de filologia e ver os troncos latinos e gregos; (não existe formação lingüítica sem uma certa dominação).

Reconhecendo a arte em sua formação contínua e panorâmica, através de uma dinâmica de cânones reciclando-se, descobrimos primeiro que:
- Arte não possui nacionalidade, portanto não podemos ser nacionalistas de nossa própria arte, e
considerá-la melhor ou pior do que outra formação;

- Aquilo que muitos defendem, principalmente aqueles Nacionalistas exacerbados, muitas vezes nem é arte; possui qualidade duvidosa e pelo pouco conhecimento crítico, é arte de consenso.

- Reconhecer uma formação artística é primeiramente uma técnica, que deve receber o tratamento da Teoria da Arte;;

Logo, quanto mais largo o conceito que temos de arte, mais incorreções correremos quanto aos nossos conceitos depositados nela; em suma, é mais fácil errar, e erramos.
A pura formação estética, a verdadeira, recebe as influências como força motriz de sua existencia, ativando o brincolage perpétuo do ato de criar.

Quando nossa arte passa a ser cânone?
Quando Machado ergueu sua voz; João cabral escreveu seus poemas; Guimarães Rosa perpetuou o regionalismo ao Universal;;;

Bem, de maneira didática é isso; tomem cuidado ao criticar uma música americana; procurem antes saber de sua qualidade efetiva; bem como não esteja calçado de ALL Star acreditando que é Che Guevara...

Abraços a todos..

Bom final de Semana.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Carnaval também é literatura: porque não?

Estamos aqui de novo....
neste pós-carnaval, nada melhor do que escrever para voltar ao
mundo dos lúcidos; por que não?
se pensarmos que carnaval também é arte; carnaval também é linguagem
(vejam como representa) podemos afirmar que carnaval não deixa de ser
um parente da literatura;;;; (os desfiles da escola de samba, bem dito)

Bem....

aos alunos dos Is períodos, inicio minhas poucas palavras rememorando dois
conceitos fundamentais:

- modulação: justamente o processo pelo qual o signo multiplica suas possibilidades,
saindo dos graus primeiros da escritura, perpassando ao abstrato;;
evoluindo do grau zero da escritura, onde (prego é prego de pregar) até a possibilidade
do prego ser (alguém muito idiota) grau 1; subindo até o prego da cruz (grau 2), até o que representa nela (misericóridia) grau 3;;
Notem que esta evolução propicia ao texto ter polissemia, pois admite uma variedade maior de possibilidades interpretativas;;;

- polissemia: é a virtude lingüística que o texto possui de admitir variadas leituras, possibilitando ao signo agregar um maior número possível de significados mediante diversos contextos de significação;;;

Aqui vão alguns conceitos importantes a serem eternamente lembrados:;;

- A linguagem literária está centrada sobre um impacto constante, uma mudança de valores,
um trabalho sobre o código em que opera;
- O caráter paradoxal da linguagem literária é proveniente de seu caráter tensivo (oposições)
- "interpretar é escolher um percurso de leitura"
- "interpretar é substituir o signo por seu possível substituto"
- "a linguagem literária parte de pressuposições" (o signo pressuposto)
- "a linguagem literária é sofisticada porque admite o polissêmico com estilo"

Bem
Isto são alguns dos itens indispensáveis ao discurso literário
Aproveitem a obra poética como quem recebe um segredo;;
a leitura de um poema é um ritual, assim como é qualquer recepção de arte;;
um ritual que coloca a linguagem como grande portadora de sentidos;;
um ritual que propõem na linguagem respostas às inacreditáveis dores do mundo;;;
um ritual que procura descortinar os mistérios da obra;;;
um ritual que procura evoluir, desenvolver as imagens, os sons, as texturas;;

Um poema sempre deve ser lido em voz alta;;;

mudando de assunto...

//amigos do V período: vs estão entrando em uma nova fase do curso, aquela em que não somente escutarão os professores, mas terão a oportunidade de atuar, mostrando o que sabem;;
se ainda não sabem, não tem problema.. toda aula se prepara com antecedência;;; leiam antes;;
saibam o que vão falar com antecedência;;;existe um tempo limite e este tempo deve ser trabalhado;;; trabalhem o tangível e não o que pode ser;;;
Vcs estão vivendo uma revolução no departamento de letras. O momento em que vcs estarão
propociando conhecimento a acadêmicos de outros cursos e a sociedade de Cacoal. É um momento solene mas é um momento de muita responsabilidade..

Estou feliz por saber que esta responsabilidade está em suas mãos, V período;;;
confio demais em vcs e sinto-me tranquilo em saber que será de vcs o mérito de
tudo isso;
Amo muito esta turma..

//

Hoje não terei o momento cultural (ou incultural);;;
mas lembrem-se (como saberemos o que ébom se não tivermos o que éde pior?)

Um grande abraço a todos


sexta-feira, fevereiro 04, 2005

As Cinco Regras para Ler meu Blog

Olá,,
esta é uma rapidinha....
Aqui vão as cinco regras para ler meu blog:

1. Role:
Role a barra de rolagem e deixe rolar....

2. Comente:
Pelo amorrrr de Deus; falem algo; no final de algum texto do seu interesse,
clique em comment, clique em comment outra vez e escreva o que vc quizer

3. Despir:
Tenha despido os conceitos arcaizantes de que um professor de Letras
não pode errar uma ortografia ou pontuação

4. Leia

5. Leia

Bônus:

6. Leia

Eta Terceirão: III e I, uma Leve Analogia

// Nada é tão difícil que não possa ser esquecido
por algo ainda mais difícil //

I período (...)
Depois desta loga e profética visão do paraíso,
algo meio tipo Paulo Coelho, ArGHHHH;;; pensei em
comentar algo sobre os primeiros períodos do curso de Letras:
Olhos penetrantes, como bem dizia Agnaldo, perfuraram ainda mais
quando envoltos em mistérios: quem é quem? e a pior: será que gostaram da matéria? Espero que sim.
A todos vcs que estiverem lendo, seja do I ou VII período,
começar é sempre acreditar no melhor das possibilidades e expectativas: se for para o bem, ou se for para o mal;
Gostar, gostar muito;;; odiar, odiar muito;
isto porque não existe limites que separam o amor e o ódio,
seja pela intensidade que os envolve, seja pela força que eles tem como sentimentos verdadeiros
De preferência, amem literatura;;;;
Não colocarei conteúdos específicos nesta página hoje, pois ainda estou introduzindo noções e contextos; tão logo fique envolto em bibliografias, colocarei revisões;;;;
// de um modo geral, amei vcs (I período) pela vivacidade e jovialidade //

Mas,
mudando de assunto

Amigos do III período:

Literatura Brasileira exigirá de vcs três abordagens sobre a obra literária:
- estética
- estilística
- teórica

Estética: dados e informações retiradas do bojo artístico pelo viés das: imagens acústicas, pictóricas, figuras de estilo, figuras retóricas, marcas de construção

Estilística: detalhes que demarcam uma identidade ao escritor e englobam sua obra em dado cânone literário (modelo de arte a ser seguida)

Teórica: toda nova linguagem artística tem seu manifesto: uma teoria qua a sustenta e a endossa;
desde o Romantismo até os modernismo(s), sempre surgiram panfletos contendo novas tendências e ex(plicações) dos referidos dotes artísticos

Quero salientar também que quando estudamos um período literário
agimos sobre um cânone: um modelo de arte a ser seguida por uma relação espaço/temporal

Bem,
por hoje é só...

Momento Cultura Inútil:
(pois como vc saberá o que é bom se não tiver o que é de pior?)
Fiquei feliz com a liderança do meu companheiro de profissão no
BIG Brother, Jean;;;; e vcs?

Falando o que é de bom:
Foi lançado no Brasil A História do Belo (org. Umberto Eco)
É um bom momento para estudarmos os referentes de nossa beleza ocidental e suas teorias

Referências:
Sinto que as referências do momento estão situadas na década de 80 e 70;
as roupas 80 e o punk 70 (The Clash)
Por favor: púlpitos do Rock, não percam esta banda de vista outra vez

The Rock and Roll Survive;;;

Um grande Abraços a todos;
Prof. Rômulo.


quinta-feira, fevereiro 03, 2005

V e III períodos: esta é para vcs

// Uma palavra perdeu-se no infinito da memória
estava solta no espaço de imagens,
alguns sons soltos ruiam a ordem
e disto tudo, um leve sentimento interpretava
minha consciência// Rômulo

Bem, estamos aqui novamente falando de literatura e outras coisas mais;
como dizia o estripador, vamos por partes
Lamento o atraso, mas estive reunido para despachos na instituição e não consegui atualizar
na data; mas aqui lá vai...

Segunda-feira tive as primeiras aulas no 5º período, e a impressão que tive foi de que
todos estavam mais joviais e contentes, o que deu-me energia redobrada para o trabalho;
Trabalhei os conteúdos iniciais de semiótica, a apresentei a importância desta para o estudo
da linguagem:

Em linhas gerais, a semiótica penetra mais profundamente no conceito de linguagem e língua,
indo buscar na cultura o momento inicial da representação.
O homem, em partes, criou a cultura como um facilitador e mediador entre ele e o natural,
absorvendo questões como os ritos e próprio ato de representar algo a alguém.
Tudo que significa; tudo que representa, passa automaticamente a fazer parte da linguagem,
tornando-se objeto de estudo da semiótica;

A semiótica tem como objeto de estudo os sistemas lingüísticos determinados pela cultura,
não importando a natureza, que tem coportamento convencionado e dialoga com as regras das línguas naturais.
"signo é tudo que representa algo para alguém"
"cultura é transformação da natureza pelo homem"
Na aula foi exposto alguns níveis de cultura:

1 folclórico (ligado aos costumes tribais)
2 ritual (ligado aos costumes religiosos)
3 político (ligado aos costumes institucionais)
4 artístico (ligado aos costumes estéticos/expressivos)
5 mass-media (ligado aos costumes de consumo em massa)

O III Período está trabalhando conceitos que acho primordiais;
amo a crítica literária e quero muito criar uma mentalidade
crítica na sala;
em linhas gerais, tenho muito interesse que estes acadêmicos
não esqueçam dos seguintes conceitos:

1. Existe parâmetros fora da individualidade do gosto pessoal para
emitir qualquer juízo de obra, mesmo que lidando com conceitos abstratos
e teóricos: a isto chamamos de imperativo categórico
2. A crítica literária terá que lidar com o novo, isto é, obras que ainda não
passaram pelo crivo de nenhuma crítica
3. Juízo; gosto; belo; e discurso crítico são terminologias usuais do crítico literário;

Agora lá vai a pedrada dos mandamentos da crítica:

I Toda crítica deve ser fundamentada em parâmetros de consenso científico
II A crítica observa e julga mediante a comparação dos objetos entre si, utilizando regras nítidas.
IIIA crítica se utiliza do discurso crítico
IV Toda crítica se pauta num objeto específico e em um lugar determinado (contexto crítico)
V Todo crítico e formador de opinião
VI Não é necessário o conhecimento esgotado do assunto mas os macanismos críticos

Bem, pessoal do V e III períodos; Para Semiótica e Teoria Literária é isto; ainda temos literatura
brasileira para o III período; até lá

Abraços....
Prof. Rômulo